Dilma e a arte da capitalização política da esquerda radical

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Conforme eu falei no post de ontem, após um tempo o ceticismo (especialmente o ceticismo político) deixa de ser a aplicação de um conjunto de técnicas de investigação e torna-se uma prática.

Posso dizer tranquilamente que para mim descobrir fraudes de esquerdistas é algo que já foi para o meu DNA.

É esperar eles publicarem algo, investigar um pouco e achar furos, gaps e fraudes. Já não me lembro de artigos escritos por eles em que eu não tenha encontrado ao menos uma fraude intelectual. (Nos parágrafos finais deste post, verás um exemplo perfeito do que estou dizendo)

Recentemente, a mídia petralha divulgou uma imagem que mostraria algo como “Dilma, a heroína” ou “Dilma, a lutadora pela democracia”.

A própria Dilma afirmou recentemente que “gosta da foto”.

O grande motivo de orgulho para os petralhas, no entanto, é o fato de dois militares que estavam no julgamento cobrirem os olhos. Não demorou para a esquerda fazer a campanha: “Dilma de cara limpa, e os militares envergonhados”.

O grande problema é que essa interpretação nem de longe é comprovada. Pelo contrário, ela refuta as crenças mais arraigadas dos petralhas.

Por exemplo, dizem eles que os militares no poder impunham uma ditadura. Algo como um “totalitarismo”, vigoroso e violento.

Mas se realmente existisse esse totalitarismo, aí é claro que os militares não teriam que esconder o rosto.

Se eles esconderam o rosto, e provavelmente por medo de atentados terroristas que poderiam ser cometidos pelos esquerdistas da época, isso mostra justamente que a “Ditadura” brasileira foi na verdade frouxa demais.

Não é que estou afirmando que os militares tinham que ter batido mais, mas sim que a alegação de que havia uma “ditadura vil e cruel” foi justamente por água abaixo. E tudo isso com uma foto.

Nos anos 60 e 70, havia no máximo um governo militar, mas nem de longe ditatorial.

Outra forma que os militantes do PT encontraram para tentar capitalizar politicamente é afirmarem que no regime militar havia um rol de “torturas”.

Quais seriam as torturas? Vejamos: Olhos vazados? Joelhos perfurados por furadeiras elétricas? Unhas arrancadas? Pela foto, não temos um cenário onde se vê alguém que teria sofrido torturas físicas.

Alguns poderiam dizer: “ah, mas eles batiam para não machucar”. Mais problemas, pois se o governo é totalitário, não é preciso bater “para não machucar”, já que aqueles que estariam batendo fariam parte de um governo de forma TOTALITÁRIA.

Como exemplo temos Cambodja. Os oponentes do governo eram despachados para os campos da morte e eram não só torturados como também assassinados.

As fotos das vítimas do Cambodja aí sim revelam um cenário de horror e sofrimento das vítimas do poder. (Aliás, poder este apoiado pelos terroristas de esquerda nos anos 60/70 no Brasil, e Dilma sempre esteve incluída entre esses apoiadores)

Não existe nada dessa tal “tortura abominável” evidenciada na foto.

Alguns de esquerda dizem que Dilma mostra “a cara”, em “ar de tranquilidade”. Ora, mais uma suposta evidência de tortura que vai pro saco.

Vítimas de tortura mostram serenidade no olhar após terem sido torturadas desde quando?

Uma coisa importante a se notar é que Dilma nunca foi um primor de beleza. Hoje, claramente é uma baranga. Os quilos ganhos durante os anos aprimoraram essa baranguice. Sejamos francos: hoje Dilma é um verdadeiro bagulho. (Comparem, nesta foto, ela com a primeira ministra australiana Julia Gillard).

Mas na foto desta matéria, aos 22 anos, estava bem magrinha e, digamos, até aceitável, se o sujeito não exigisse muito.

Em governos totalitários, o que ocorreria com mulheres assim? É claro que seriam estupradas sequencialmente até o limite do trauma. E não há indícios de trauma no rosto de Dilma, mas sim tranquilidade.

Mais uma vez: não estou dizendo que o militares deveriam ESTUPRAR a Dilma. Apenas notando que a alegação de “torturas cruéis”, alegadas pelos esquerdistas, estão mais próximas do mito do que da realidade.

A regra é clara: se alguém alega que há totalitarismo, devemos ter as evidências do totalitarismo, e isso ficaria evidenciado na exibição de poder absoluto de um grupo sobre outro, ao contrário de um grupo tendo que esconder o rosto. Ou será que os líderes do exército de Pol Pot escondiam o rosto? Não, eles matavam quem estivesse pela frente. E faziam pose para os fotógrafos.

Da mesma forma, se alguém alega que existiam torturas “horripilantes” das quais “somente os corajosos resistiam”, as fotos deveriam mostrar pessoas em situação de pânico ou desespero, e não essa cara de maresia exibida por Dilma.

Se avaliada ceticamente, a foto, que está sendo usada pelos esquerdistas para capitalização política, deveria ser usada para ridicularizá-los, pois mitos criados por eles são lançados pelo ralo.

Talvez, pensando nisso, colocaram até um de seus serviçais mais exagerados, Paulo Henrique Amorim, para tentar fazer uma propaganda mais “estilosa”. Veja aqui a que nível ele chegou, com a frase: “Foto inédita: militares têm vergonha da Dilma. Se escondem sob a Anistia”.

Ô Paulinho, figurinha carimbada, a anistia só aconteceu em 1979, e a foto é de 1970. (!)

Ou seja, só se os militares tivessem máquina do tempo eles poderiam se esconder de uma anistia que só ocorreria 9 anos depois. (O erro é tão grosseiro que fiz questão de tirar um screenshot do site do Paulo Henrique Amorim, no caso dele retirar a matéria depois)

Raras situações exemplificam tão bem o significado da Espiral da Bobagem, cenário em que se encontram todos os ideólogos da esquerda atual no Brasil.

Para ajudá-los a sair dessa situação de delírio recorrente, só com investigações detalhadas do discurso deles.

Ou então temos que aturar os loucos tomando conta do hospício.

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7 COMMENTS

  1. “Se eles esconderam o rosto, e provavelmente por medo de atentados terroristas que poderiam ser cometidos pelos esquerdistas da época, isso mostra justamente que a “Ditadura” brasileira foi na verdade frouxa demais”.
    – Você está falando sério? Militares com medo?

    “Não é que estou afirmando que os militares tinham que ter batido mais, mas sim que a alegação de que havia uma “ditadura vil e cruel” foi justamente por água abaixo. E tudo isso com uma foto.”
    – Esta foto não comprova a sua conclusão de que a Ditadura Militar foi branda. Não vejo como esta premissa sustenta a tua conclusão. Eles poderiam ter tapado os rostos por muitos outros motivos, dentre eles manter um anonimato idiático, comum aos militares “sem rosto” das ditaduras.

    ” Nos anos 60 e 70, havia no máximo um governo militar, mas nem de longe ditatorial.”
    – Existe uma bibliografia imensa que defende outro ponto de vista.

    ” Quais seriam as torturas? Vejamos: Olhos vazados? Joelhos perfurados por furadeiras elétricas? Unhas arrancadas? Pela foto, não temos um cenário onde se vê alguém que teria sofrido torturas físicas.”
    – Existem muitos outros tipos de tortura, e a análise de uma foto não é prova substancial para concluir o que você conclui.

    …..vamos parar por aqui….

    forte abraço, Luciano!

    • Vamos lá Juliano…

      “Você está falando sério? Militares com medo?”

      E pq militares não teriam medo?

      “Esta foto não comprova a sua conclusão de que a Ditadura Militar foi branda.”

      Mas se alguém quiser usar a foto como evidência de que a Ditadura Militar foi cruel, não é com essa foto que conseguirão…

      Atenção! A foto tem sido usada como um “símbolo da luta contra a cruel ditadura”.

      “Eles poderiam ter tapado os rostos por muitos outros motivos, dentre eles manter um anonimato idiático, comum aos militares “sem rosto” das ditaduras.”

      Mas é exatamente essa a pergunta. Se existia um totalitarismo tão forte no Brasil, para que ficar “sem rosto”?

      “Existe uma bibliografia imensa que defende outro ponto de vista.”

      Mas são livros de esquerdistas? Aí teríamos o vested interest…

      “Existem muitos outros tipos de tortura, e a análise de uma foto não é prova substancial para concluir o que você conclui.”

      hmm… Deixa eu ver. As tais “torturas cruéis” são só aquelas que só podem ser comprovadas por meio de DECLARAÇÃO? rs.

      Ou seja, as evidências para elas são tantas quantas para a alegação de que um lobisomem estava no quintal. É exatamente este o ponto do meu texto.

      “…..vamos parar por aqui….”

      Eu acho que devíamos seguir investigando as evidências da esquerda. Mas, por enquanto, usar a foto como capitalização de esquerda é algo que pode facilmente chafurdar com um breve questionamento.

      Esse era o foco do texto.

      Abs,

      LH

  2. Não posso me conter e tenho que relembrar o que uma vez minha mãe me disse, quando perguntei a ela “Como foi a época da ditadura que a senhora viveu?”, ela me respondeu que essa época foi muito boa, as pessoas se sentiam seguras, felizes, havia muito mais organização, a corrupção era combatida, a educação era mais eficiente e somente criminosos se incomodaram com o regime militar…

  3. “Uma coisa importante a se notar é que Dilma nunca foi um primor de beleza. Hoje, claramente é uma baranga. Os quilos ganhos durante os anos aprimoraram essa baranguice. Sejamos francos: hoje Dilma é um verdadeiro bagulho. (Comparem, nesta foto, ela com a primeira ministra australiana Julia Gillard).”

    Rs.

    Mas este Paulo H. Amorim é um pilantra.

    Os esquerdistas não se importam com os meios sujos para alcançarem seus objetivos:
    Acuse-o daquio que vc é.

    “Os comunistas deveriam lembrar-se de que falar a verdade é preconceito pequeno-burguês. Uma mentira, por outro lado, é muitas vezes justificada pelo fim” (Lenin).”

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