Meu argumento contra a desistência (antes de começar) na luta contra o esquerdismo

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Dia desses um colega afirmou algo sobre um suposto desânimo para os embates intelectuais.

Segundo ele o que eu postava aqui (e com o que ele concordava) falava de um duelo pela mente das pessoas que OCORRERIA PRINCIPALMENTE no plano emocional, e portanto teríamos que nos acostumar com esse tipo de embate. Em caso de não nos acostumarmos com essa esfera de duelo, veríamos nossos oponentes ganhando cada vez mais espaço.

Ele também afirmou que, na toada em que vamos, o humanismo é inevitável, pois seus adeptos usam todos os recursos emocionais à sua disposição.

Concluiu afirmando que a vontade era de jogar tudo para o alto. (Sua atuação ocorria especialmente em fóruns)

Eis aqui o que tenho a dizer sobre o fator “desistência”.

Vou passar um pouco de minha experiência em projetos de mudança corporativa. Acredito que eu já tenha passado por algumas poucas e boas ao participar de iniciativas de mudança organizacional.

Curiosamente, eu sempre estive entre os que capitaneavam as mudanças. Seja a implementação de uma nova ferramenta, a elaboração de um novo processo, ou o estabelecimento de um novo dashboard de indicadores. Sempre eu estava lá dando a minha cara a tapa.

Algo que sempre aprendi é que nessas iniciativas quando sabemos O QUE ESTAMOS FAZENDO, temos boas chances de obter resultados. Mas mesmo que saibamos aquilo que estamos fazendo, sempre haverá o desejo natural de desistência.

Afinal, essa é uma característica que já trouxe benefícios no passado, em termos evolutivos. Sabemos que, diante de um esforço inútil, o melhor mesmo é não fazê-lo. Como animais em busca de sobrevivência, devemos nos focar em esforços que gerem resultados. Ou que tenham potencial de gerar resultados.

Por isso, o desejo de desistir é algo que respeito. Ele vai acontecer sempre. Seja antes de irmos fazer uma apresentação corporativa, ou a liderança de uma nova frente.

O detalhe é que temos duas variáveis neste empreendimento intelectual anti-esquerdista que defendo: (1) temos consciência do que deve ser feito, ou seja, a denúncia ao discurso esquerdista como um todo, a ser desmascarado sistematicamente – e isso inclui o humanismo, (2) praticamente nada foi feito ainda.

Ora, se não fizemos praticamente nada como podemos avaliar que nosso esforço está sendo em vão?

Qualquer linha de pensamento, mesmo aquelas mais cruéis (como o anti-semitismo), só foram gerar resultados várias décadas depois de seu surgimento.

Logo, achar que vamos estar dominando HOJE EM DIA territórios tomados pelos esquerdistas em universidades, fóruns da Internet e demais redes sociais, é uma ilusão.

Mas podemos aos poucos ir criando material que dará sustentação a outros debatedores que entrem nesses territórios.

Será que eles vão pagar o pão que o diabo amassou no começo? Claro que vão. Vão estar em minoria em debates? Sim, claro. Mas quantas vezes eu já estive em minoria em um debate, às vezes em situação de 5 contra 1, e ainda assim ganhei o confronto? Não foram poucas vezes.

Eu só ganhava os debates por saber como pensava o adversário. Esse tipo de conhecimento só veio com o tempo.

E mesmo assim eu reconheço que ainda estamos engatinhando na criação de um movimento de refutação sistemática ao esquerdismo.

Só que observe o cenário atual: hoje temos, na mídia, além de Olavo de Carvalho, materiais de Reinaldo Azevedo e Luiz Felipe Pondé. Recentemente os livros “Guia Politicamente Incorreto do Brasil” e “Guia Politicamente Incorreto da América Latina” venderam horrores. Há uns 10 anos, era inadmissível de sequer passar pela mente esta situação. (Aliás, diga-se, de passagem, também vi o livro de Pondé exibido em seções privilegiadas na Livraria Cultura)

Há uns 15 anos tínhamos o Olavo de Carvalho, sozinho, denunciando a Estratégia Gramsciana.

Semana passada descobri que dois amigos intelectuais já estavam cientes do que é a Estratégia Gramsciana. E eles não eram de esquerda(!).

Mesmo que o cenário aparentemente seja pessimista, estamos criando cada vez mais uma base de conhecimento para desnudar o comportamento esquerdista. Há cada vez mais pessoas que entendem que o esquerdismo é uma crença que gera o fanatismo, e do tipo mais perigoso.

Quer dizer, se hoje alguém acha que está ruim (em termos de preparo intelectual para lutarmos contra a esquerda), imagine há 15 anos atrás.

Os livros de Ann Coulter, nos Estados Unidos, estão vendendo cada vez mais. E a audiência da Fox News continua indo muito bem, obrigado.

Sim, o esquerdismo domina. O discurso de vertente humanista é a sensação do momento.

Mas as pequenas reações ao esquerdismo já surtem seu efeito.

E praticamente ainda não estamos nem começando.

Em relação à desistência, eu jamais desisti, mesmo tendo parado de postar por 7 meses. Tive meus motivos para isso.

Mas uma das coisas que me fizeram adiantar meu retorno (eu só queria voltar depois de terminar um projeto que estou finalizando nos próximos 2 meses) foi o fato de assistir alguns embates intelectuais na comunidade do Orkut da USP.

Vários esquerdistas dominavam o território vendendo a idéia de que a PM “devia sair do Campus”. Vários truques surgiam como a rotina esquerdista padrão para defesa do crime: “Melhor educar a criança do que punir o adulto”.

E, nesse cenário, vi vários foristas de direita demolindo esses argumentos facilmente.

Isso significa que hoje esquerdistas estão sendo contestados em suas crenças mais irracionais e, ao mesmo tempo, queridas. Isso tudo em ambientes onde eles jamais eram contestados. Quer dizer, novos hereges em relação ao esquerdismo estão surgindo.

A sensação que eles possuem é de espanto, pois há uns 15 anos eles podiam falar sua bobagem e seria quase impossível que alguém os colocasse contra a parede.

Se estamos no início de nosso empreendimento, não é possível avaliar que “os esquerdistas vencerão”. No máximo, podemos dizer que hoje ainda se encontram em situação de conforto. Menos, é claro, quando se defrontam com os conservadores que já descobriram seus truques.

Mas o próprio cenário de chão desaparecendo por debaixo dos pés dos esquerdistas, quando debatemos com eles, é sinal de que estamos no caminho certo.

Portanto, não é motivo para pensar em desistir, mas sim em investir mais esforços nisso.

Eu vejo que aí estamos lutando não só por nós, mas também por aqueles a quem queremos bem. E isso inclui nossos filhos (e, se alguém não tem filhos, e pensa em ter, já pode ir pensando no futuro deles também).

Eu não quero ver meus filhos sob um regime totalitário. Não quero vê-los recebendo doutrinação gayzista na escola. Também não quero que sejam vítimas possíveis de um genocídio (isso na hipótese de sucesso absoluto da esquerda).

Por isso, aumentarei ainda mais meus esforços.

Em breve, terminarei a seção de Estratégias da Esquerda, que deve reunir cerca de 21 estratégias (até agora falei de 6 delas). Em seguida, adicionarei mais rotinas de frame e rotinas argumentativas, com as respectivas refutações para elas. Como terei já publicado as estratégias, farei um link entre todas as rotinas com as estratégias relacionadas às rotinas.

Isso facilitará, por exemplo, quando você estiver em um debate sobre “Cracolândia”, “Menores impunes” ou “Luta contra PM no Campus da USP”. Esse é um tipo de debate em que o esquerdista vai lançar rotinas relacionadas à Estratégia “Apologia e Tolerância ao Crime”. Exemplos de rotinas incluem: “Polícia é igual bandido”, “Polícia só mata pobre” ou até “Melhor educar a criança que punir o adulto”.

Como criarei uma base de conhecimento que relaciona as estratégias às rotinas, quando o esquerdista tentar te enrolar trocando de rotinas, você poderá ter a refutação para cada uma das rotinas executadas.

Só o fato de eu estar nesse processo de geração de uma base de conhecimento que ampliará bastante o que eu já fiz no passado ao desmascarar os Estratagemas Neo Ateístas (pois agora eu foco na esquerda como um todo, e não apenas na estratégia anti-religião dos esquerdistas) é o suficiente para me motivar.

Ah, mas e se hoje ainda os esquerdistas dominarem o debate com técnicas de “Ataque em Bando”? É a vida. Isso está acontecendo hoje não é por falta de providências conservadoras atuais, mas sim por AUSÊNCIA de ação intelectual conservadora 30 ou 40 anos atrás.

Eu não prevejo uma mudança de cenário nos próximos 5 ou 10 anos.

Os esforços feitos hoje são para gerar efeitos de longo prazo.

Eu não acho que vamos dominar territórios esquerdistas hoje em dia. Na situação atual de doutrinação gramsciana nas universidades, isso é virtualmente impossível.

Mas acho plenamente viável construirmos bases de conhecimentos que, com o tempo, forneçam informações para uma elite intelectual de direita. Aos poucos, esse arcabouço de conhecimento vai gerando influência, para que, talvez em uns 15 ou 20 anos, seja muito fácil para um estudante de direita demolir facilmente um de esquerda na universidade.

E será nas universidades onde as batalhas mais estratégicas serão travadas.

Mas meu objetivo (ainda) não é nem ganhar essas batalhas no momento. Pois ainda há muito conhecimento a ser gerado, muita rotina a ser desmacarada, muita informação de suporte ao combate intelectual a ser produzida, antes de que possamos entrar nos combates para DOMINAR TERRITÓRIOS. E sem esquecer que, além da base de conhecimentos, temos que crescer em números.

Hoje é possível ganhar os debates que fazemos com eles, mas em relação ao TERRITÓRIO, isso ainda pertence à esquerda.

Hoje, por exemplo, no debate sobre o crime, o esquerdista coloca a imagem de um menor, simulando a cara de coitadinho, e diz: “está vendo, estou a favor de um pobre, ao contrário dos direitistas”. Pronto, no aspecto emocional, ele já ganhou o debate(!).

Imagine agora a situação em que alguém de direita começa a comparar a cara do marginal com a expressão do gato de botas (como no filme Shrek). E apartir disso, ridicularizar a tentativa do esquerdista em capitalizar com a expressão de coitadinho do meliante. E, mais ainda, demonstrar ao público que o esquerdista em si não passa de um chantagista emocional da pior qualidade.

Essa situação derrubaria o esquerdista no debate.

Hoje em dia nós temos base de conhecimento para arrebentar TODAS as rotinas dos esquerdistas no padrão acima? Ainda não. Além disso, para as rotinas desmascaradas, temos ainda MUITO trabalho de conscientização.

Mas nosso foco de conscientização ainda não é o cidadão comum, mas outros CONSERVADORES que estejam aptos a ir para a arena de debates.

Por tudo isso que falei, vamos reavaliar a questão do desânimo.

Se você espera HOJE conquistar territórios da esquerda, e garantir a presença do pensamento de direita lá, seja em mídias sociais como em outros meios, desista. A batalha está perdida a priori.

Agora, se você espera HOJE ajudar a criar uma base de conhecimento e trocar conhecimento entre internautas conservadores que estejam APTOS  a irem para o duelo, e ir gerando cada vez mais conhecimento, para que em uma próxima geração esse conhecimento esteja pronto para uso no território universitário, assim como nos outros ambientes de combate intelectual, então não há motivos para desistir. Há muito a ser feito e devemos ser otimistas quanto a isso. Motivo: os esquerdistas hoje estão na Espiral da Bobagem.

Agora a hora é de, mesmo estando em um cenário caótico, nos divertirmos desmascarando as bobagens deles. O conhecimento gerado a partir desse desmascaramento será valioso no futuro.

Em relação à esse tipo de esforço, há muito trabalho a ser feito.

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4 COMMENTS

  1. Olá Luciano. A luta contra o gnosticismo moderno (aka. esquerdismo) passa primeiramente pelo desmantelamento de suas bases filosóficas. Esse trabalho é fácil; uma vez que o suporte de todo o esquerdismo moderno é o marxismo, que por sua vez se sustenta no materialismo dialético. Ou seja, fraquíssima base. Aliás, seria muito salutar uma análise do materialismo dialético e histórico, para compreender melhor a mentalidade esquerdista, expondo o ridiculo dos pressupostos que tomam e a discrepância moral que gostam de ocultar da massa. Afim de não suscitar a rejeição que já sabem ser natural. Estou preparando um material nesse sentido, uma vez que sou ex-comunista e ex-integrante da formação do PCdoB.

    Paz em Cristo.

  2. Prezado Luciano, seu blog tem prestado um serviço inestimável à comunidade cristã no Brasil, sejam católicos, protestantes etc! Sua forma didática de explicar as questões em jogo e os estratagemas do inimigo são muito eficientes e eu indico seus textos pra todos meus amigos. Você já deve ter convertido até alguns ateus, inclusive! Parabéns pela sua iniciativa. O desânimo entre os conservadores é uma realidade, não temos como negar. A resistência ao esquerdismo reinante no mundo é uma batalha pra mais de 50 anos (no mínimo), sabendo-se é claro das gigantescas dificuldades impostas pela Nova Ordem Mundial globalista e isso apavora até os mais corajosos. Porém, é possível ver iniciativas como a sua surgindo em vários cantos do mundo. Combater o bom combate é sempre a melhor forma de se viver em Cristo.

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