Em 2001, Lula culpou governo por greve da PM

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Fonte: blog do Josias de Souza

Há 11 anos, a Bahia viveu drama parecido com o que eletrifica o Estado há cinco dias. Uma greve da Polícia Militar fez subir as estatísticas criminais. Uma onda de saques e arrastoões ateou pânico nas ruas de Salvador.

Corria o ano de 2001. Governava a Bahia César Borges. Filiado ao PFL (hoje DEM), integrava o grupo político de Antonio Carlos Magalhães. Enfrentava oposição renhida do PT. Inclusive do então deputado federal Jaques Wagner.

Nessa época, Lula era candidato a sucessor do tucano Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República. Em campanha na cidade gaúcha de Santa Maria, foi instado a comentar a greve dos policiais baianos. Responsabilizou o governo pefelê pela desordem:

“Acho que, no caso da Bahia, o próprio governo articulou os chamados arrastões para criar pânico na sociedade. O que o governo tentou vender? A impressão que passava era de que, se não houvesse policial na rua, todo o baiano era bandido. Não é verdade.”

Lula injetou política na confusão: “Os arrastões na Bahia me lembraram os que ocorreram no Rio em 92, quando a Benedita [da Silva] foi para o segundo turno [nas eleições para a prefeitura]. Você percebeu que na época terminaram as eleições e, com isso, acabaram os arrastões? Faz nove anos e nunca mais se falou isso.”

O Lula de 2012, às voltas com o tratamento contra um câncer na laringe, ainda não disse palavra sobre a greve que tisna a administração petista do amigo e ex-ministro Jaques Wagner. O Lula de 2001 não hesitou em apoiar os grevistas:

”A Polícia Militar pode fazer greve. Minha tese é de que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial.”

Traçou uma analogia entre o Brasil e a Suécia: “Se considero a atividade essencial, mas pago salário micho, esse cidadão tem direito a fazer greve. Na Suécia, até o Exército pode fazer greve fora da época de guerra.”

César Borges, hoje filiado ao PR, reagiu assim às críticas: “Além de falar muita besteira, Lula demonstra que está completamente desinformado. Foram deputados petistas que insuflaram a greve e, depois, quando perceberam que o movimento estava fora de controle, procuraram o governo para abrir um canal de negociação.”

Líder do movimento grevista que atormenta a Bahia há cinco dias, o soldado Marco Prisco corrobora agora a versão difundida por César Borges em 2001. Afirma que o então deputado Jaques Wagner ajudou a montar o esquema de financiamento da greve de 11 anos atrás.

Em entrevista concedida neste sábado (4), Jaques Wagner enxergou as digitais dos grevistas na onda de violência: “Parte dos crimes pode ser parte da própria operação montada. A tentativa de criar um clima de desespero para fazer a autoridade do governo do Estado sucumbir ao movimento.”

Acrescentou: “É tentativa de guerra psicológica. Parte disso é cometida por ordem dos criminosos que se autointitulam líderes do movimento. […] Não é possível que governadores sejam ameaçados por policiais com arma em punho”.

O antecessor César Borges dizia coisa muito parecida: “Houve uma ação deliberada de um grupo para implantar o terror na Bahia, para mostrar que a greve da PM tinha adesão total. Não acredito que a iniciativa dos saques e arrastões tenha partido do povo baiano, que é pacato e ordeiro. Havia, no movimento, muitos radicais, policiais que não merecem vestir a farda.

Ontem, como hoje, a solução adotada pelo governo baiano para remediar o problema foi acionar Brasília. A exemplo do que fez Dilma Rousseff agora, FHC enviou soldados do Exército para patrulhar as ruas.

Diz-se que a história sempre se repetiu. Por uma dessas ironias que só a política pode prover, a história que se repete na Bahia é a que, no passado, o PT de Lula e Jaques Wagner consideravam pré-história. Abaixo, cenas de um saque ocorrido na sexta-feira (3), no bairro de Pirajá, na capital baiana.

 

Meus comentários

Ao invés de dizer que se existe greve da polícia a CULPA É DO GOVERNO, tenho que agir conforme minha consciência. Isso significa constatar o óbvio: a greve da PM é ilegal, pois é uma categoria que não pode fazer greve.

Eu só posso fazer isso pois não sou um adepto da mentalidade da esquerda. Já os esquerdistas agem de forma oposta. Para eles, “bom é o que está do lado deles, e mau é o que está contra”.

Pessoas normais possuem empatia pela situação dos cidadãos de Salvador (BA), e querem a resolução do problema. Já petralhas não teriam empatia alguma pela população baiana CASO o governador fosse de outro partido, como comprova o texto de Josias de Souza.

Isso também explica a chantagem emocional feita por todos os petralhas no caso da reintegração de posse do Pinheirinho, mas uma omissão total no caso de reintegrações de posse que ocorrem sob os governos do PT. (Já no meu caso, eu sou a favor de todas as reintegrações de posse, pois não decido minha oposição à situações de quebra da lei somente por questões partidárias)

Esse fator (a inexistência de uma noção de moral objetiva, e postura praticamente sociopata perante às questões sociais), por si só, já deveria ser o suficiente para criarmos rejeição social ao esquerdismo.

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2 COMMENTS

  1. É aquela linha de raciocínio explicada por Yuri Bezmenov (desertor da KGB) na década de 1980, todo mundo sai perdendo com greve, menos os donos de sindicato.

    Toda greve é nada mais nada menos que luta ideológica, nunca é para real melhoria de condições, pense o seguinte: Eu sou metalúrgico e meu sindicato manda que eu faça greve para exigir 20% de aumento de salário, com a minha greve, minha fábrica DEIXA de obter lucros e com isso, mesmo que ela me dê aumento acabará por descontar o prejuízo em alguma área (acabo me lascando com mais horas de trabalho, piora na qualidade do meu equipamento ou qualquer outra coisa), além disso, com a minha greve, todas as empresas que necessitavam do metal da minha fábrica foram prejudicadas e tiveram que comprar metal mais caro de outros lugares fazendo com que o produto final delas seja encarecido, digamos que eu todo feliz com meu aumento decida comprar um carro, vou na concessionária e descubro que o preço dos carros aumentou (por causa do metal), me ferrei, precisarei de MAIS aumento para comprar um carro agora… Mas o sindicato que é invenção de esquerda ganhou:

    -“vamos mostrar para estes capitalistas quem é que manda” (yuri)-

    Se em um país os preços não aumentam por causa das greves, alguém seja o governo, sejam as empresas, estão pagando CARO para estabilizar os valores e é esse o sonho econômico delicioso dos subversores, com o tempo o pais quebra e tomam conta, o pais vende a alma para acordos externos, geralmente quem se apresenta são países comunistas, (como a China, por exemplo) ou organizações cheias de viés marxista (como a onu) e com isso esse país fantoche quebrado, para se sustentar, não poderá lutar de forma ALGUMA para impedir o domínio marxista, mesmo ao custo de seu próprio povo, cultura, religião, etc.

    A Grécia é um exemplo…

  2. Sou baiano, e infelizmente man, arrastões e saques são comuns em Salvador, mesmo quando não tem greve da polícia. E posso te dizer mais, a culpa é do governo sim, embora isto não justifique a greve, pois concordo com vc, que os policiais estão agindo fora da lei e deveriam ser punidos. Porém desde que este “governo” assumiu a Bahia que a criminalidade só tem aumentado. Incharam a cidade, hoje Salvador tem mais de 3 milhões de habitantes e é mal estruturada. O governo tem feito nada para combater a violência que só tem aumentado na Bahia. Recentemente não estou morando mais lá, mas fico preocupado por minha família que ainda mora lá.

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