Sakamoto e sua fixação na idéia de que beijo gay tem TEM QUE SER considerado normal

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Fonte: Blog do Sakamoto

Tolerância é bom. Mas legal mesmo não é apenas tolerar, mas acreditar que as diferenças tornam o mundo mais interessante e rico do que a monotonia monocromática da velha ditadura comportamental a que estamos subjugados pela religião, pela tradição, pelo preconceito.

Dizem que falta informação e, por isso, temos uma sociedade que pensa de forma tão tacanha. Que não temos contato com o “outro” e, portanto, continuamos a temê-lo. Mas e quando a informação sobre o outro não flui como deveria por medo dos atores públicos que deveriam tornar isso possível? É difícil ser vanguarda na defesa dos direitos humanos, eu sei. Mas o governo pode ser esforçar um pouco mais.

Afinal de contas, que mensagem o poder público quer passar barrando campanhas de saúde destinadas ao público gay que não se escondam atrás de nossa vergonha heterossexual e mostrem a realidade como ela é? Dois gays ficando em uma balada é uma cena que não difere de um homem e uma mulher na mesma situação – ao contrário do que os autores de novelas querem passar, com aquelas cenas platônicas ridículas, quando envolvem duas pessoas do mesmo sexo, feitas para não ofender os membros da TFP na sala de jantar.

A campanha acima chegou a ser veiculada na internet pelo Ministério da Saúde, que a retirou, considerando sua exposição um “equívoco”. O órgão afirmou que o vídeo deveria ser exibido apenas em locais fechados, para o seu público-alvo.

Mas aí é que está a questão: quem é de verdade o público-alvo? Um vídeo como esse, na prática, tem dois objetivos: um é prevenir doenças sexualmente transmissíveis e incentivar o uso de preservativos. Mas o outro, tão importante quanto, é de tornar comum uma cena que deveria ser encarada como comum por toda a sociedade. Nenhuma manifestação de afeto deveria ser taxada de anormal. Anormal é quem torce o nariz para ela.

Mostrar um beijo como esse não choca. O que choca é o medo de exibi-lo.

Meus comentários

Sakamoto é um dos maiores esquerdistas funcionais da Internet. E ostentando tal reputação, ele tem que meter o bedelho para propagar qualquer trucagem de esquerda, não importando o nível de desonestidade necessário para a implementação dos truques.

Com esse texto a respeito da não exibição da propaganda do carnaval sobre preservativos (contendo um beijo gay), ele não poderia agir de forma diferente.

Segundo Sakamoto, o mundo não é tão “interessante e rico”, por causa de uma “monotonia monocromática” oriunda do que ele rotula de “velha ditadura comportamental”. Nada disso faz o menor sentido, como não poderia deixar de ser, mas o interessante é que é a mesma cartilha repetida ad nauseam: se os homens são dominantes, é por “imposição cultural e religiosa”, e se os homens gostam de acasalar com mulheres, a culpa é da… “imposição cultural e religiosa”. *bocejos*

Esquece o infeliz que esse é o comportamento padrão não só de nossa espécie, como de todas as outras. Em suma, é a dinâmica social, sendo o principal sentido da vida a sobrevivência e o segundo a replicação.

Isso faz com que naturalmente os homens sejam atraídos por mulheres com certas características (seios fartos, traseiros protuberantes, boa pele, determinada simetria facial) e as mulheres sejam atraídas por homens com determinadas características (status social, postura dominante, senso de humor, etc.). É claro que essa não é uma regra fixa, pois vemos sujeitos de bom status casados com verdadeiros dragões, e naturalmente achamos isso bizarro também.

Esse tipo de relacionamento sexual surgiu evolutivamente por um motivo: a necessidade de se gerar filhos. Sem filhos gerados, não há propagação da espécie. Qualquer sujeito que estuda as espécies, entende o darwinismo e ainda assim não aceita essa dura realidade, está vivendo em negação.

Não significa que todo ato sexual deva gerar um filho, mas sim que o instinto sexual surgiu PARA gerar filhos. Obviamente que, depois que controlamos a natalidade, sabemos que podemos fazer sexo numa boa em atos sexuais que não gerem filhos. Entretanto, isso não muda a natureza e os instintos de reprodução que consideramos normais. Enfim, um relacionamento amoroso/sexual normal é iniciado a partir de casais que tenham potencial para geração de filhos.

Logo, um sujeito de 20 anos com uma mulher de 70 não é um relacionamento que consideramos como NORMATIVO, mesmo que tenhamos que respeitar o direito deles se juntarem de forma consensual. Da mesma forma, não achamos normal assistir dois marmanjos se beijando e indo para a cama, em um relacionamento onde sequer um pênis vai adentrar em uma vagina. Se algum dia liberarem a zoofilia, obviamente acharemos esse ato algo bizarro e anormal, e daí por diante.

Mas por que achamos o casamento de um sujeito de 20 anos com uma senhora de 70 anormal? Ou mesmo achamos grotesco ver um doberman enrabando uma dona de casa? Assim como não é agradável ver dois caras vestidos de marinheiro, barbados, se beijando? Simples, estes exemplos não compõem o modelo NORMATIVO do que achamos ATRAENTE em relações amorosas/sexuais. Eles são pontos fora da curva.

Quando vemos um casal normal se beijando em público, é possível que um sujeito, dependendo da mulher que possua, tente se imaginar no lugar do outro. Assim como é possível que uma mulher assistindo a mesma cena se imagine no lugar da outra mulher (tal qual no exemplo anterior, isso depende do companheiro que ela tenha). Mesmo que não surja qualquer tipo de interesse e estejamos plenamente satisfeitos em nossas relações amorosas/sexuais, os atos de intimidade praticados por outros casais normais jamais nos causam qualquer desagrado, pois são no máximo extensões de nosso comportamento.

Sendo um homem ou mulher de comportamento sexual normal, é ESPERADO biologicamente que sintamos repulsa a comportamentos que não tenham nenhum traço do que entendemos por normalidade. Assim, é plenamente previsível uma mulher heterossexual achar um casal heterossexual se beijando algo normal e até admirável, como também achar uma mulher beijando seu doberman algo nojento.

Só que essas reações instintivas não surgem por causa de “tradição religiosa”, mas sim pela forma como somos BIOLOGICAMENTE PROGRAMADOS pela seleção natural para gerarmos descendentes, e assim mantermos a espécie como esse grande sucesso evolutivo que ela é. Pode até ser que a religião cristã tenha se estabelecido por ter ao mesmo tempo nos dado dicas de como viver em sociedade, respeitando o próximo, AO MESMO TEMPO em que não negamos nossa biologia.

Claro que essa é uma verdade nua e crua que não pode ser negada a não ser por fé cega em um esquerdismo que visa vender uma falsa ilusão aos gays: a de que eles serão considerados como um PADRÃO NORMATIVO do comportamento amoroso/sexual no mesmo status que o relacionamento heterossexual.  Não serão, jamais serão, pelo fato de que biologicamente temos uma programação totalmente diferente daquela vista nos casais gays.

Não há uma explicação satisfatória para o comportamento homossexual em termos de benefício evolutivo, mas da mesma forma não há razão para termos aversão aos homossexuais e nem sequer retirarmos deles o direito de viver satisfatoriamente em nossa sociedade. Isso seria injusto e injustificável. Mas daí a cobrar que mudemos nosso instinto biológico de visualizarmos como normal um casal heterossexual em público, para que visualizemos da mesma forma um casal gay, é totalmente absurdo.

Desonesto como raros, Sakamoto tenta nos impor a idéia de que agir conforme fomos biologicamente programados para observar e praticar atos amorosos/sexuais é “pensar de forma tão tacanha”. Nada disso, tacanha é o Sr. Sakamoto, que tenta fingir achar normal o relacionamento gay (a não ser que ele seja gay, é claro) somente para simular tolerância e capitalizar politicamente em cima dos gays.

Quando ele afirma que o objetivo da campanha deveria “tornar comum uma cena que deveria ser encarada como comum por toda a sociedade” ele tenta negar a programação biológica humana. Arbitrariamente, ele diz que isso jamais deveria ser considerado anormal. Para ele “anormal é quem torce o nariz” ao presenciar um ato gay.

É o contrário. Em termos biológicos, normais são os heterossexuais que acham belo ver a prática sexual padrão, como nós praticamos. E ao mesmo tempo achamos bizarro ver coisas como relacionamento gay, zoofilia e outros.

Ao termos esse instinto natural, que é o que nos motiva a buscar as relações sexuais que gerem a manutenção da espécie, não estamos sendo nem um pouco anormais. Não é uma campanha fajuta, defendida por esquerdistas desonestos, que irá mudar a biologia. Doa o quanto doer aos gays, não há como eles mudarem o comportamento padronizado de nossa espécie de forma biológica através de anúncios de TV mostrando gays beijando como se fossem iguais aos casais heterossexuais.

E podemos até duvidar da sinceridade de Sakamoto.

Talvez ele seja gay, e então fique revoltado quando não achamos o comportamento dele normal. Aí temos que respeitar o direito dele liberar o brioco para os outros. Mas é só isso que ele terá. Respeito. Não admiração.

Ou talvez ele seja um heterossexual, e portanto só terá sentimentos de identidade em relação a um casal heterossexual ou à sua relação heterossexual. Em relação aos comportamentos desviantes, ele sentirá nojo, mas FINGIRÁ que “sentir nojo ao ver relacionamentos bizarros” é algo abominável. Mas aí será um fingimento para obter capitalização política.

Como já disse, a verdade é nua e às vezes dolorosa. Mas não podemos negar os fatos para vivermos de ilusões. As meninas tem um brinquedinho de abrir e os meninos tem um brinquedinho de armar. O brinquedo de armar entra no brinquedinho de abrir, e daí sai um filhinho. Pode até ser que não saia, mas a brincadeira foi criada pela seleção natural para isso. Em caso de um dos brinquedinhos ter defeito (esterilidade), temos pena. Mas é a vida. Mas não é o padrão.

Entender os fatos e estudar o mínimo de biologia ajuda a não projetar um futuro ilusório no qual os gays estarão em PAR com os heterossexuais. Pensar nisso é mentir para todos os gays (o que é uma crueldade, pois é venda de ilusões), mentir para todos os demais heterossexuais e, pior ainda, mentir para si próprio.

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9 COMMENTS

  1. Em várias passagens do seu texto você utiliza um léxico teleológico para discorrer sobre a evolução, explica normatizações éticas a partir de normalidades estatísticas; isso seria um mero recurso didático (condizente com a “sofisticação” de seus leitores) ou estaria você negando inadvertidamente a dura realidade darwiniana da absoluta falta de sentido, propósito e finalidade do fenômeno vital que, em minha opinião, constitui a mais bela e valiosa lição do darwinismo? Sim, a verdade é nua e dolorosa, mas não podemos negar os fatos para viver de ilusões: estas alegadas reações naturais instintivas não passam de atavismos obsoletos; emboras não possamos nos livrar deles com facilidade, também não faz sentido dar-lhes livre vazão num contexto socioambiental em que eles são até nocivos. Seria como afirmar que não devemos nos conter diante de uma mesa de doces, ou promover o autocontrole e a educação alimentar na população só porque somos biologicamente programados para ingerir o máximo possível de calorias.

    Mais uma coisa, na ausência de uma explicação evolutuiva satisfatória para o comportamento homossexual, de incidência literalmente universal, diga-se de passagem, não se restringindo à espécie humana, qual seria a explicação mais aceita pelos homocéticos? E você, na qualidade de homocético darwinista, fundamenta em que sua discordância em relação ao estilo de vida (???) gay, mencionada em seu post um homocetico sai do armário?

    Uma terceira pergunta, que pode soar um pouco como ativismo glbt, não é realmente minha intenção, mas em todo caso não consigo cala-la: você utiliza como base para condenar a tentativa de domesticação de nossas reações naturais instintivas à cenas de afeto homossexual o fato de estas reações estarem profundamente entranhadas em nossa biologia. Acredito que tão entranhados quanto estão os sentimentos de culpa, vergonha e inadequação despertados nos homossexuais pela livre manifestação e expressão destas reações instintivas naturais por parte dos heterossexuais. Por que estes mesmos sentimentos dos homossexuais, igualmente entranhados, não justificam ao menos uma tentativa, um esforço, para educarmos a população acerca da homossexualidade? Vai dizer que é simplesmente assim que as coisas são, os heteros sentem nojo, os gays sentem culpa e vergonha, e é a dura realidade e não há nada que possamos fazer para muda-la? Em umoutro texto vc deu um exemplo de que é possível sim modificar nossa reação em relação às pessoas homossexuais ao mencionar que possui um cabelereiro gay. Uma cena como essa seria impensável (ou pelo menos altamente improvável) há uns 60 anos atrás, um macho-alfa conservador cortando o cabelo e fazendo a barba num cabelereiro assumidamente gay. Não há dúvidas de que o fato de esta ser uma situação corriqueira atualmente deve-se à militância pelos direitos das minorias das últimas décadas. Por que não podemos pelo menos tentar dar um passo além, se a experiência passada nos autoriza um mínimo de otimismo e confiança?

    Você disse em outro texto que os conservadores estão sim preocupados em melhorar o mundo, mas de modo mais lúcido e esclarecido que os esquerdistas ferrenhos. Você, agora em sua nova fase darwinista, não concordaria com uma abordagem utilitarista do problema que procurasse minimizar o sofrimento e aumentar a quantidade de felicidade no mundo? Veja bem, gays se beijando diante de um público ignorante sobre a homossexualidade = sentimentos de repulsa do publico + sentimentos de vergonha, culpa e inadequação dos gays. Saldo negativo. Gays reprimindo manifestações públicas de afeto = gays reprimidos + ausência de reações negativas ou positivas do público ignorante sobre a homossexualidade. Saldo negativo. Manifestações de afeto homossexual diante de um público educado sobre a homossexualidade = gays mais felizes + um número menor de reações negativas ou quantidade igual de reações negativas atenuadas pelo trabalho educativo. Não sei exatamente qual é o saldo, mas é indiscutivelmente o mais alto dentre os possíveis cenários, e baseado em pressupostos realistas. Que você acha desta proposta?

    • Há alguns equívocos em sua abordagem. Ao afirmar que algumas reações naturais instintivas “não passam de atavismos obsoletos”, não mostrou por que são obsoletos. Como citei, os elementos de atração nas mulheres não tem nada de obsoletos. Assim como os elementos masculinos que atraem as mulheres servem até hoje. Quando passa uma loira de alto nível estético na rua, olhamos de primeira. Isso é uma reação natural. Assim como sentimos atração por mulheres, sentimos repulsa por homens se agarrando. Aliás, atrações por algo tendem a gerar repulsa pelo oposto daquilo que nos atrai. Em termos de propagação da espécie não há nada de “nocivo” ao acharmos normal o relacionamento heterossexual, e portanto acharmos anormal o relacionamento homossexual (que não passa de um ponto fora da curva no jogo evolutivo.)

      Seu exemplo em relação a comparar a percepção natural sobre a sexualidade com o “vício por doces” é incorreto. Acharmos as mulheres atraentes e o relacionamento heterossexual normal, assim como acharmos as mulheres sem fertilidade não atraentes e o relacionamento sexual anormal, não traz nenhum prejuízo em termos de sobrevivência para nós. Já o “vício por doces” reduz a chance de sobrevivência. Isso serve para inviabilizar sua analogia.

      O auto controle de instintos deve ser feito, claro, mas somente para aquilo que diminui nossa chance de sobrevivência ou causa fortíssimas chagas sociais. Como por exemplo, o instinto natural de estupro.

      O fato de existir homossexualidade em outras espécies, não configura que tal comportamento é NORMATIVO, mas sim uma exceção, tal qual a pedofilia.

      Meu fundamento em relação à discordância quanto ao estilo de vida gay? É simples. Não há nenhum senso de identidade em relação ao nosso comportamento com o deles, não há atração sexual, não há benefício evolutivo nessa relação, não há sentido biológico, e podemos considerar uma falsa relação sexual. Aliás, a base da relação sexual é penis em vagina. O resto são simulacros para “apimentar” relação. É só isso que relacionamentos gays possuem. Não há como achar “normal” isso caso alguém seja heterossexual. E isso é biológico.

      Quando você diz que uso como “base para condenar a tentativa de domesticação de nossas reações naturais instintivas à cenas de afeto homossexual o fato de estas reações estarem profundamente entranhadas em nossa biologia”, também está sendo incorreto em sua análise. Na verdade, essa postura (de atração pelo sexo oposto, e aversão ao relacionamento de iguais) não é justificada SOMENTE pelo fato de ser natural, mas sim pelo fato de ALÉM DE SER NATURAL, é extremamente benéfica em termos evolutivos.

      Há outro erro aqui: “Em umoutro texto vc deu um exemplo de que é possível sim modificar nossa reação em relação às pessoas homossexuais ao mencionar que possui um cabelereiro gay. Uma cena como essa seria impensável (ou pelo menos altamente improvável) há uns 60 anos atrás, um macho-alfa conservador cortando o cabelo e fazendo a barba num cabelereiro assumidamente gay. Não há dúvidas de que o fato de esta ser uma situação corriqueira atualmente deve-se à militância pelos direitos das minorias das últimas décadas. Por que não podemos pelo menos tentar dar um passo além, se a experiência passada nos autoriza um mínimo de otimismo e confiança?”

      Na verdade, o fato de ir cortar a cabelo em um cabeleireiro gay só é possível pelo fato de que ele sabe os limites dele. A partir do momento em que ele PERDER OS LIMITES, obviamente perderá um cliente.

      Há um erro de percepção em toda a esquerda, que chama-se “futuro inexorável”. É a idéia de que podemos chegar a QUALQUER SITUAÇÃO, baseada em momentos de flutuação em comportamentos. Exemplo: uma garota lê livros de vampiros romanticos, e visualiza, com ardor e esperança, um futuro no qual TODOS só lerão livros iguais aos da série Crepúsculo. Mas quem diz que isso não levará a uma saturação e o boom de venda de livros de vampiros diminua? Qual o benefício em passarmos a ler só livros de vampiros romanticos?

      Então, realmente existe uma maior inclusão de gays na sociedade, e essa conquista poderá ser perdida com o fato de que gayzistas estão desrespeitando alguns limites ao tentar impor o seu estilo de vida como normativo aos heterossexuais. Não há motivos para “fazer uma forcinha” e criar uma mudança biológica que não trará nenhum benefício evolutivo à nossa espécie e nem aumentará nossa chance de sobrevivência. Isso para que? Só para satisfazer uma “mania” de gays em quererem fingir que são um casal PADRÃO igual um casal heterossexual?

      Podemos domesticar o nosso comportamento, mas para demandas realistas, como o direito das mulheres ao trabalho ou o fim da escravidão. Mas para uma “mania” de gays querendo fingir o que não são? Sem chance.

      Quando você diz que devemos “minimizar o sofrimento e aumentar a quantidade de felicidade no mundo”. Mas quem disse que se um gay não ficar se esfregando em outro homem perto de heterossexuais ele vai sofrer? Essa é uma demanda totalmente artificial e demagógica. Não passa de uma mania inventada por esquerdista. Chamamos isso de falsa demanda. Tal qual um ateu ficar choramingando por ver um crucifixo exposto em público.

      “Veja bem, gays se beijando diante de um público ignorante sobre a homossexualidade = sentimentos de repulsa do publico + sentimentos de vergonha, culpa e inadequação dos gays. Saldo negativo. Gays reprimindo manifestações públicas de afeto = gays reprimidos + ausência de reações negativas ou positivas do público ignorante sobre a homossexualidade. Saldo negativo. Manifestações de afeto homossexual diante de um público educado sobre a homossexualidade = gays mais felizes + um número menor de reações negativas ou quantidade igual de reações negativas atenuadas pelo trabalho educativo. Não sei exatamente qual é o saldo, mas é indiscutivelmente o mais alto dentre os possíveis cenários, e baseado em pressupostos realistas. Que você acha desta proposta?”

      A proposta é absurda e demagógica. Quem criou a noção de que a INFELICIDADE para um gay é não ficar beijando na frente de heterossexuais foram os movimentos gays. Quem disse que os gays naturalmente querem isso?

      O engraçado é que toda a sua equação se baseia em “felicidade dos gays”, como se toda a equação se baseasse no que os gays sentissem. Pelo contrário, qualquer equação teria que considerar tanto os direitos dos gays como o direito dos heterossexuais, e é nosso direito não ter imposição de um estilo de vida a gente, não ter professor ensinando aos nossos filhos que viadagem é a coisa mais linda do mundo, não ter que estar em um restaurante e aturar gays se esfregando somente por que confundem vida sexual com ação política e coisas do tipo.

      Aliás, público “ignorante” quanto a homossexualidade? Qual ignorância que existe? Pelo contrário, todos sabem que no relacionamento sexual gay não há geração de filhos, não há penis entrando em vaginas, não há o processo da corte belíssimo que funciona entre homem e mulher, etc.

      Atribuir a rejeição ao comportamento gay como “ignorância do que é ser gay” é no mínimo uma fantasia. Sabemos exatamente o que significa o comportamento gay, assim como sabemos o que significa o sujeito que casa com uma mulher invisível (igual no filme do Selton Mello) ou com um videogame.

      Então, quando vc afirma que o saldo é “o mais alto”, só se for na visão de um grupo de gayzistas que fingem que há um “sofrimento horroroso” dos gays pelo fato deles não poderem impor seu estilo de vida aos heterossexuais.

      Claro que é uma grande palhaçada da esquerda.

      Sua proposta é digna de riso.

      • Luciano,

        Você detectou muito bem tanto uma das características da mente revolucionária – inversão do tempo – quanto uma rotina de esquerda – sensibilidade histérica artificial. Perfeito.

        Me atenho ao seguinte ponto da sua argumentação para fazer um comentário:

        “Então, realmente existe uma maior inclusão de gays na sociedade, e essa conquista poderá ser perdida com o fato de que gayzistas estão desrespeitando alguns limites ao tentar impor o seu estilo de vida como normativo aos heterossexuais. Não há motivos para “fazer uma forcinha” e criar uma mudança biológica que não trará nenhum benefício evolutivo à nossa espécie e nem aumentará nossa chance de sobrevivência. Isso para que? Só para satisfazer uma “mania” de gays em quererem fingir que são um casal PADRÃO igual um casal heterossexual?”

        O que eu queria dizer é que todos os movimentos de militância política organizada das auto-intituladas “minorias oprimidas e excluídas” acabarão conseguindo o contrário do que dizem querer, que é também aquilo pelo que a maioria acredita estar lutando. Eles pedem, ou dizem pedir, ou acham que estão pedindo, igualdade e inclusão. Mas conseguirão o contrário.

        Nem vou entrar na questão da captura de todos esses grupos, e de suas demandas (justas ou não), pela esquerda e, mais precisamente, pelo PT, o que os fazem adotar um pensamento e uma sintaxe tipicamente neomarxista.O ponto é que eles forçam tanto a barra, e extrapolam o limite com tanta frequência, que vão acabar atraindo antipatia até mesmo de quem os aceita e não tem qualquer tipo de objeção nem preconceito. E talvez consigam impor uma mordaça literal e metafórica, criando uma desigualdade, mas ao contrário: eles, a “minoria oprimida e excluída”, se tornam titulares de direitos que mais ninguém tem. Fazem-se como que supercidadãos. E isso certamente também não atrai simpatia ou compreensão.

        Dou um exemplo pessoal, que não tem nada a ver com estilo ou escolha – é uma questão também biológica.

        Eu não sou racista. Tenho amigos e parentes (até um afilhado!) negros e/ou mulatos, tenho ídolos negros na literatura, na música, na política. Estudo a doutrina e já participei de cultos de Umbanda. Enfim, não tenho qualquer preconceito contra negros. Logo, eles estariam, ou não, no meu círculo de afeto e amizades independetemente de sua cor, certo? E isso seria exatamente o que desejam – a cor da pele não tendo a menor importância, positiva ou negativa -, não é?

        Ocorre que conheço alguns negros que, durante o curso de nossa amizade e convívio, passaram a integrar grupos racialistas. E outros que já integravam tais grupos quando os conheci. Em relação a ESSES negros, tenho muitas objeções e pouca simpatia. Daqueles que eram meus amigos, poucos sobraram – a não ser aqueles que não aderiram à militância (sem prejuízo de achar que a sociedade “é racista”. E, em relação aos que sobraram, a amizade esmaeceu, ganhou distância. Por causa da cor? Claro que não! Isso nunca foi critério. Mas, a partir do momento em que aderem a essa militância e a seu discurso, acreditando ou não nele, passaram a assumir traços de comportamento e a revelar traços de caráter que, aí sim, eu rejeito, porque incompatíveis com o meu próprio caráter.

        Eu continuo, portanto, nada racista; porém, com um negro “sindicalizado”, não consigo manter dois minutos de prosa. Até porque, nesse ínterim, ele já tem a certeza absoluta de que eu sou o racista – e não ele, obviamente.

        O mesmo pode ser aplicado ao feminismo radical, aos gayzistas, até mesmo aos religiosos mais extremos, de quem já partiram afirmações de que eu era “satanista e adorar do diabo”… por ouvir heavy metal.

        Concluindo: eles querem “sair do gueto”. Mas sairão de um para entrar em outro, este criado por eles mesmos. Pode até ser que estejam deixando um “gueto da vergonha” e passando a um “gueto do orgulho” (já viram como são comuns as expressões “orgulho gay”, “orgulho negro”, “orgulho mulher” etc?). Mas ainda será um gueto, porque a característica mesma que eles entendem que os deixa estigmatizados continuará a os deixar estigmatizados, apenas num sentido diferente.

        Abraço!

      • Não me dei o trabalho de mostrar que são obsoletas porque você tb não se deu o trabalho de mostrar que estas são reações naturais instintivas. Você só esboçou uma explicação possível para o caso de o sentimento de repugnância experimentado por ALGUMAS pessoas ser de fato instintivo. Mas esta é uma alegação bastante problemática contrariada por inúmeros fatos. Por exemplo, posso falar por mim e dizer que presenciar cenas AMENAS de afeto homossexual entre dois HOMENS me causam no máximo uma leve sensação de estranheza e constrangimento (que foi diminuindo com o passar do tempo e com a exposição sucessiva e rotineira, comum em grandes metropóles), mas nada traumatizante ou que vá me causar pesadelos à noite. E, convenhamos, cenas mais ousadas ofenderiam igualmente os “bons costumes” se protagonizadas por casais heteros ou homo. Nojo e repugnância até hoje só senti ao ser agressivamente abordado por homossexuais (com cantadas chulas), mas disso não se seguiu uma forte condenação da homossexualidade em geral, só a certeza de que dessa fruta eu não suporto nem o cheiro, hahaha!
        Se quiser descartar meu exemplo pessoal acima como evidência anedótica, considere então, por exemplo, os filmes pornográficos com duplas de lésbicas dirigidas ao público masculino em geral (digo em geral não no sentido de que homens em geral procuram este tipo de filmes, mas porque o público que o procura é em geral constituído por homens). Se formos aplicar seu critério, simplesmente inexistiria mercado para este tipo de produção, mas a verdade é que uma parcela significativa dos homens se excita com cenas desse tipo, ou tem fantasias sexuais envolvendo duas mulheres nos quais ocorreriam atos que, no seu linguajar, só serviriam para apimentar a relação. O fator que segundo vc deveria despertar a repugnância instintiva automática está presente _ ausência de benefício evolutivo _ mas o que temos, ao contrário, é a excitação sexual.
        Por fim, mais uma vez, considere a aceitação generalizada dos homossexuais pela sociedade alcançada nos últimas décadas. Se antes era impensável que uma pessoa sequer saísse do armário, hoje em dia, podemos até ser vizinhos de casais desse tipo, talvez com um ou dois filhos adotivos (ou até biológicos), e eles chegam inclusive a protagonizar filmes vencedores do Oscar sem que isso comprometa a arrecadação. Vc não acha isso bastante sugestivo de que o determinismo biológico que vc postula na verdade é bem mais maleável do que vc está disposto a admitir? Tem certeza de que seus limites são tão rígidos assim? Se você, por exemplo, avistasse seu cabelereiro numa praça de alimentação de um shopping center trocando carícias amenas com seu parceiro (no máximo um beijo como esse do vídeo acima), vc realmente deixaria de ser seu cliente? Não consigo ver racionalidade alguma numa decisão dessas.

        Você diz discordar quanto ao “estilo” de vida gay porque não se identifica com o comportamento deles. Observe com atenção e perceba que na verdade atribui uma significância excessivamente desproporcional a um único comportamento deles _ não a um estilo de vida completo _ com o qual vc não se identifica _ podem haver outros comportamentos com os quais vc também não se identifica, e que pelo seu critério tb deveriam despertar a repugnancia instintiva; por exemplo, eles podem ser fumantes ou consumirem alcool (diminui a expectativa de vida, compromete a qualidade dos gametas, causa fortes chagas sociais, etc), ou adeptos de esportes radicais (diminui a expectativa de vida), mas tenho certeza de que você não se oporia às estas práticas utilizando os imperativos darwinistas como justificativa, ou se indignaria se estas práticas fossem expostas de forma neutra nos meios de comunicação, como de fato o são. Tampouco acharia que um heterossexual cruzou algum limite ao acender um cigarro na rua, ou saísse com seu equipamento de montanhismo à luz do dia, diante dos olhos de todos os que não partilham de seu “estilo de vida”.

        Quando eu falei sobre ignorância quanto à homossexualidade, é claro que não me referia às obviedades que vc arrolou (exceto talvez pela ausência da corte entre os parceiros, o que não me parece ser de todo verdade); estava falando de seu ceticismo sobre os “pressupostos chave do movimento gay”. Você parece rejeitar ou até mesmo ignorar as melhores explicações apresentadas até o momento para a ocorrência do fenômeno (determinantes genético-fisiológicos), mas não propôs nenhuma explicação alternativa e apropriada à sua atitude em relação ao comportamento _ se você condena uma ação ou um comportamento, é porque acredita que seu autor possui controle sobre ela; mas acreditar que alguém pode escolher o que lhe traz prazer vai de encontro a tudo o que se sabe sobre a natureza humana, incluindo o que o darwinismo nos diz sobre ela. E lembre-se que sua explicação precisa também dar conta da ocorrência de comportamentos homossexuais em outras espécies. Não estou dizendo que a homossexualidade é correta porque naturalmente (sobrenaturalmente é que não é, ou antinaturalmente, ou não-naturalmente) ocorre em diversas espécies, incluindo a humana, até porque mesmo se ficasse demonstrado que ela traz benefícios evolutivos, disso não se seguiria que ela é correta. O que nos traz ao ponto mais problemático e na verdade insustentável de sua postura; embora faça pose de darwinista esclarecido e resignado à crueza e aridez de uma perspectiva evolutiva sobre a vida, você na verdade está profundamente imbuído de uma atitude finalista, teleológica, pré-darwiniana e característica da visão de mundo religiosa que supostamente abandonou. Você está vivendo em negação, e, como os humanistas que tanto fustiga, amparando-se no darwinismo para dar sustentação a concepções que este na verdade destrói por completo. Considere por exemplo, suas frases a seguir, a primeira retirada do post, a segunda de sua resposta:

        “Pode até ser que não saia, mas a brincadeira foi criada pela seleção natural para isso.”

        Esta, além de revelar uma profunda ignorância sobre a origem e a justificação evolutiva para a existência da reprodução sexuada, incorre na atribuição de propósitos à um processo cego, mecânico e automático sem finalidade e sem propósito algum. Nem nós nem nossas partes fomos feitos com objetivo intrínseco algum; uma visão darwiniana honesta e corajosa jamais afirmaria um absurdo desses. Eu te perguntei antes se isso era só um recurso pedagógico, vc não respondeu, mas a frase abaixo não deixa dúvidas sobre o estado de negação em que vc se encontra:

        “O auto controle de instintos deve ser feito, claro, mas somente para aquilo que diminui nossa chance de sobrevivência …”

        Me explica isso direito. Como é que se transforma o seguinte FATO CIENTÍFICO

        “Herdamos de nosso passado evolutivo uma predisposição ao consumo exagerado de calorias”

        na seguinte NORMA ÉTICA

        “Devemos conter nosso impulso inato ao consumo exagerado de calorias”?

        Aproveita e mostra pra gente como é que se faz esta mágica com o seguinte par É/DEVE:

        “Os seres vivos surgiram através de um processo que seleciona os indivíduos mais aptos a sobreviver às pressões ambientais e se reproduzir e deixar o maior número possível de descendentes”

        e

        “Nosso comportamento sexual DEVE ser estritamente orientado para a reprodução”.

        Antes que você caia na tentação de produzir um silogismo, tenha em mente que últimos pseudodarwinistas a adotarem esta norma como lema social terminaram por exterminar cerca de 10 milhões de judeus, ciganos, homossexuais, eslavos e outros indivíduos “biologicamente incorretos”, além de doutrinarem a população sob seu governo para que aceitassem a realidade nua, dura e cruel da extinção dos mais fracos e da sobrevivência dos mais fortes (ou dos pontos dentro da curva e fora da curva, segundo sua terminologia). Reflita sobre um aforismo de um dos raros pensadores a levar o darwinismo à suas últimas consequencias, o niilista alemão Friedrich Nietzsche: “Quem combate monstruosidades deve cuidar para que não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um abismo, o abismo também olha para você.”

      • John Thomas,

        Lá vamos nós de novo… Aliás, eu já refutei toda essa ladainha sua antes, em outros esquerdistas adeptos do movimento gay.

        Não me dei o trabalho de mostrar que são obsoletas porque você tb não se deu o trabalho de mostrar que estas são reações naturais instintivas.

        Claro que são reações naturais instintivas. Se alguém já pegou mulher em balada, vê como funciona as reações naturais instintivas das mulheres, e todo homem pode perceber as reações naturais instintivas suas também, oras.

        Você só esboçou uma explicação possível para o caso de o sentimento de repugnância experimentado por ALGUMAS pessoas ser de fato instintivo. Mas esta é uma alegação bastante problemática contrariada por inúmeros fatos. Por exemplo, posso falar por mim e dizer que presenciar cenas AMENAS de afeto homossexual entre dois HOMENS me causam no máximo uma leve sensação de estranheza e constrangimento (que foi diminuindo com o passar do tempo e com a exposição sucessiva e rotineira, comum em grandes metropóles), mas nada traumatizante ou que vá me causar pesadelos à noite.

        Aqui é outro exemplo de argumentação pífia sua. Quem disse que “repulsa” gera pesadelos à noite? Aliás, jamais tive pesadelos por ver gays se beijando.

        Sua tentativa de ampliação indevida foi extremamente desonesta, como vocês de esquerda fazem sempre. (e se tentar isso de novo em sua resposta, não terá seu post publicado)

        E, convenhamos, cenas mais ousadas ofenderiam igualmente os “bons costumes” se protagonizadas por casais heteros ou homo. Nojo e repugnância até hoje só senti ao ser agressivamente abordado por homossexuais (com cantadas chulas), mas disso não se seguiu uma forte condenação da homossexualidade em geral, só a certeza de que dessa fruta eu não suporto nem o cheiro, hahaha!

        Estranho, pois a afirmação “não suporto nem o cheiro” poderia ser encarada como homofóbica por esquerdistas e gayzistas em geral. Quer dizer, você acabou de confessar que não lhe agrada o relacionamento homossexual.

        Essa é sua reação natural. Pode-se entender que seu apoio a “evitar o terrível sofrimento” dos gays não se beijarem em ambientes frequentados por homossexuais seria apenas um fingimento apenas para capitalização política? Posso supor que sim.

        considere então, por exemplo, os filmes pornográficos com duplas de lésbicas dirigidas ao público masculino em geral (digo em geral não no sentido de que homens em geral procuram este tipo de filmes, mas porque o público que o procura é em geral constituído por homens). Se formos aplicar seu critério, simplesmente inexistiria mercado para este tipo de produção, mas a verdade é que uma parcela significativa dos homens se excita com cenas desse tipo, ou tem fantasias sexuais envolvendo duas mulheres nos quais ocorreriam atos que, no seu linguajar, só serviriam para apimentar a relação. O fator que segundo vc deveria despertar a repugnância instintiva automática está presente _ ausência de benefício evolutivo _ mas o que temos, ao contrário, é a excitação sexual.

        O que refuta sua tese é o fato de que as mulheres não adquirem vídeos com dois homens se agarrando.

        Mas isso é facilmente explicável evolutivamente.

        Homens são programados biologicamente para lutar por mulheres em quantidade. Assim, uma fantasia sexual envolvendo a si próprio com duas mulheres é uma extensão disso. (somos programados para espalhar nossa semente ao máximo)

        Portanto, ver duas mulheres juntas não entra em conflito com o benefício evolutivo disso, pelo contrário.

        E deixando minha tese ainda mais forte, não vemos mulheres atraídas pelo relacionamento gay entre homens.

        Boa tentativa a sua, mas somente me auxiliou.

        Por fim, mais uma vez, considere a aceitação generalizada dos homossexuais pela sociedade alcançada nos últimas décadas. Se antes era impensável que uma pessoa sequer saísse do armário, hoje em dia, podemos até ser vizinhos de casais desse tipo, talvez com um ou dois filhos adotivos (ou até biológicos), e eles chegam inclusive a protagonizar filmes vencedores do Oscar sem que isso comprometa a arrecadação. Vc não acha isso bastante sugestivo de que o determinismo biológico que vc postula na verdade é bem mais maleável do que vc está disposto a admitir? Tem certeza de que seus limites são tão rígidos assim? Se você, por exemplo, avistasse seu cabelereiro numa praça de alimentação de um shopping center trocando carícias amenas com seu parceiro (no máximo um beijo como esse do vídeo acima), vc realmente deixaria de ser seu cliente? Não consigo ver racionalidade alguma numa decisão dessas.

        Sua tese é novamente furada, pois é bem possível que os públicos gays comprem esses produtos. Além do mais, modismos gays podem existir, mas não significa uma tendência inexorável. Lembro por exemplo de um sujeito que no trabalho afirmou que assistiu o “Segredo de Brokeback Mountain”. Virou motivo de chacota em toda a empresa. Inclusive diziam “olha o Brokeback aí…”.

        Essa ACEITAÇÃO (mas não NORMATIZAÇÃO) de comportamentos gays tem um viés puramente capitalista. Tendo produtos dirigidos a gays, é natural que isso os torna um grupo economicamente viável.

        E tudo isso sem precisar que heterossexuais achem normal ver dois gays se beijando.

        Aliás, hoje todas as subculturas tem seu espaço. Economicamente, isso é melhor em termos capitalistas, como já disse.

        Em relação ao fato de ver o cabeleireiro onde frequento em uma praça de alimentação trocando carícias com o parceiro dele, isso não faria com que eu deixasse de ser cliente dele. Mas se ele tentasse beijar o seu parceiro em um ambiente familiar frequentado por mim, por puro ato exibicionista, com certeza perderia o cliente.

        (segunda tentativa de ampliação indevida tua… como já disse, na próxima não terá essa chance)

        Você diz discordar quanto ao “estilo” de vida gay porque não se identifica com o comportamento deles. Observe com atenção e perceba que na verdade atribui uma significância excessivamente desproporcional a um único comportamento deles _ não a um estilo de vida completo _ com o qual vc não se identifica _ podem haver outros comportamentos com os quais vc também não se identifica, e que pelo seu critério tb deveriam despertar a repugnancia instintiva; por exemplo, eles podem ser fumantes ou consumirem alcool (diminui a expectativa de vida, compromete a qualidade dos gametas, causa fortes chagas sociais, etc), ou adeptos de esportes radicais (diminui a expectativa de vida), mas tenho certeza de que você não se oporia às estas práticas utilizando os imperativos darwinistas como justificativa, ou se indignaria se estas práticas fossem expostas de forma neutra nos meios de comunicação, como de fato o são. Tampouco acharia que um heterossexual cruzou algum limite ao acender um cigarro na rua, ou saísse com seu equipamento de montanhismo à luz do dia, diante dos olhos de todos os que não partilham de seu “estilo de vida”.

        A prática de esportes radicais possui um benefício evolutivo. Servem para mostrar para as mulheres que se é alguém que aceita riscos, portanto pode obter mais coisas. Inclusive pode servir como demonstração de coragem. Desde que estes esportes não prejudiquem terceiros, sem problema algum.

        Acho o fumo repugnante, portanto sua comparação não serve também. E nenhum fumante vai ter um “sofrimento inenarrável” se for proibido de fumar em lugares PRIVADOS onde os não fumantes frequentam.

        Quando eu falei sobre ignorância quanto à homossexualidade, é claro que não me referia às obviedades que vc arrolou (exceto talvez pela ausência da corte entre os parceiros, o que não me parece ser de todo verdade); estava falando de seu ceticismo sobre os “pressupostos chave do movimento gay”. Você parece rejeitar ou até mesmo ignorar as melhores explicações apresentadas até o momento para a ocorrência do fenômeno (determinantes genético-fisiológicos), mas não propôs nenhuma explicação alternativa e apropriada à sua atitude em relação ao comportamento _ se você condena uma ação ou um comportamento, é porque acredita que seu autor possui controle sobre ela; mas acreditar que alguém pode escolher o que lhe traz prazer vai de encontro a tudo o que se sabe sobre a natureza humana, incluindo o que o darwinismo nos diz sobre ela. E lembre-se que sua explicação precisa também dar conta da ocorrência de comportamentos homossexuais em outras espécies.

        Enrolation.

        O mecanismo de corte entre as espécies tem finalidade de procriação. Para que serve o “mecanismo de corte” entre os gays?

        Vamos a um exemplo. Uma mulher seleciona um parceiro pois instintivamente vê nele o melhor provedor possível para futuros filhos dela com ele. O sujeito seleciona a parceira mais atraente fisicamente, que dará bons filhos. O relacionamento tende a durar, biologicamente falando, pois a mulher precisa da proteção do macho quando surgirem os filhos.

        Tem algo assim no relacionamento gay? Não, não tem. É apenas a manifestação de um desejo sexual, sem nenhum benefício evolutivo.

        Outra coisa, você diz que minha explicação deve “dar conta da ocorrência de comportamentos homossexuais em outras espécies”.

        Não, não precisa, pois o comportamento homossexual em outras espécies não é normativo, mas de exceção.

        Não estou dizendo que a homossexualidade é correta porque naturalmente (sobrenaturalmente é que não é, ou antinaturalmente, ou não-naturalmente) ocorre em diversas espécies, incluindo a humana, até porque mesmo se ficasse demonstrado que ela traz benefícios evolutivos, disso não se seguiria que ela é correta. O que nos traz ao ponto mais problemático e na verdade insustentável de sua postura; embora faça pose de darwinista esclarecido e resignado à crueza e aridez de uma perspectiva evolutiva sobre a vida, você na verdade está profundamente imbuído de uma atitude finalista, teleológica, pré-darwiniana e característica da visão de mundo religiosa que supostamente abandonou.

        haoihaoiahoahoahoiahoahoahoahoahoiah

        Te falta vergonha na cara, definitivamente. Você sabe que não consegue ganhar o debate e parte para a rotulação do adversário no debate.

        Se minha visão é característica de “visão de mundo religiosa”, como posso ter defendido como normal um sujeito ver lésbicas em ação e achá-las atraente? Note que você está querendo usar uma trucagem psicológica para dizer à platéia “não acredite nele, ele é religioso, viu”, mas não vai conseguir.

        Aliás, não há nada de “atitude finalista” em minha visão, pois eu não sou contra o direito dos gays fazerem o que quiserem. Se um gay quiser enviar uma garrafa de coca cola de 2 litros no ânus, que enfie. Problema dele. O que eu expliquei em meu texto é o oposto do que você falou. Estou dizendo que é compreensível que heterossexuais sintam REPULSA à prática gay, só isso. Tentar definir o comportamento gay como NORMATIVO é estúpido e indefensável.

        O termo “pré-darwiniano” usado por você foi só tentativa de provocação de parquinho, mostrando que você está querendo levar o debate para a baixaria.

        Você está vivendo em negação, e, como os humanistas que tanto fustiga, amparando-se no darwinismo para dar sustentação a concepções que este na verdade destrói por completo.

        Claro que não, ô burrinho. Não existe nada no darwinismo que diga que adeptos de comportamento de exceção, se não forem vistos como NORMATIVO pelos outros indíviduos da espécie, “sofrerão horrorosamente”. É você que está vivendo em negação, não eu.

        Considere por exemplo, suas frases a seguir, a primeira retirada do post, a segunda de sua resposta:
        “Pode até ser que não saia, mas a brincadeira foi criada pela seleção natural para isso.”
        Esta, além de revelar uma profunda ignorância sobre a origem e a justificação evolutiva para a existência da reprodução sexuada, incorre na atribuição de propósitos à um processo cego, mecânico e automático sem finalidade e sem propósito algum. Nem nós nem nossas partes fomos feitos com objetivo intrínseco algum; uma visão darwiniana honesta e corajosa jamais afirmaria um absurdo desses.

        É o fim da picada mesmo. Quando se diz “programado pela seleção natural” estamos vendo o sentido DAS ESPÉCIES, que é o aumento de chances de sobrevivência da espécie. Não seja mentiroso ao tentar fingir que estou atribuindo um “sentido” a algo vindo externamente às espécies.

        Assim, minha visão darwinista é totalmente honesta e amparada por fatos. Sua tentativa de mentir sobre o oponente, fingindo que eu disse algo que não disse, é sinal de sua desonestidade. De darwinista, seu paradigma não tem nada.

        Durma com essa: a expressão “programado pela seleção natural” é uma metáfora, e NÃO IMPLICA EM UM PROGRAMADOR EXTERNO (ou sobrenatural).

        Não sei se você percebeu, mas esquerdista desonesto aqui só serve para ser desmascarado.

        Eu te perguntei antes se isso era só um recurso pedagógico, vc não respondeu, mas a frase abaixo não deixa dúvidas sobre o estado de negação em que vc se encontra:
        “O auto controle de instintos deve ser feito, claro, mas somente para aquilo que diminui nossa chance de sobrevivência …”
        Me explica isso direito. Como é que se transforma o seguinte FATO CIENTÍFICO
        “Herdamos de nosso passado evolutivo uma predisposição ao consumo exagerado de calorias”
        na seguinte NORMA ÉTICA
        “Devemos conter nosso impulso inato ao consumo exagerado de calorias”?

        Simples.

        A predisposição ao consumo exagerado de calorias era utilíssimo em uma era de muitas atividades braçais. Hoje não é mais, portanto esse consumo exagerado de calorias não nos é útil em um mundo transformado pelos seres humanos no qual não precisamos de tantas atividades braçais. Aliás, se formos praticar musculação e levantar muito peso, precisamos novamente aumentar o consumo de calorias, ou seja, agir como fomos biologicamente programados para. Calorias não utilizadas convertem-se em gordura, e reduzem a chance de sobrevivência. Com isso, o sujeito torna-se menos atraente e é obrigado a se contentar com mulheres de menor nível. Mas instintivamente, somos programados para gostar de mulheres belas. Dois motivos para HOJE tomarmos cuidado com o excesso de calorias, e sem negar nada do que o darwinismo nos diz.

        Notou o que é citar os fatos? Sei que é difícil para alguém que, como você, vive em negação (pois tem que sofrer com qualquer análise darwinista da vida), aceitar os fatos.

        Aproveita e mostra pra gente como é que se faz esta mágica com o seguinte par É/DEVE:
        “Os seres vivos surgiram através de um processo que seleciona os indivíduos mais aptos a sobreviver às pressões ambientais e se reproduzir e deixar o maior número possível de descendentes”
        e
        “Nosso comportamento sexual DEVE ser estritamente orientado para a reprodução”.

        Onde foi dito que nosso comportamento sexual DEVE ser estritamente orientado para a reprodução? rsrsrsrsrsrsrsrs

        Se eu já disse que hoje temos a alternativa de planejamento familiar e não fazemos sexo só para reprodução, de onde vc tirou a tal “norma ética” que eu teria defendido? Ah, já sei, como esquerdista, você mentiu sobre o adversário pela ENÉSIMA vez.

        Você está desonestamente fingindo que eu disse coisas que eu não disse.

        Eu falei da origem da ATRAÇÃO humana em termos sexuais. Não do comportamento. Por exemplo, alguém pode ser ATRAÍDO por mulheres, mas alguém poderá cortar o pinto desse cara. A atração continuará, oras.

        Essa ATRAÇÃO existe por questões explicadas à luz da evolução, e são contingencias em relação às quais não podemos fugir.

        Em suma, ATRAÇÃO não é uma escolha. (comportamento, por sua vez, é uma escolha)

        Se os casais heterossexuais se ATRAEM sexualmente de uma forma, naturalmente irão ter REPULSA por comportamentos que não tem nada a ver com o seu.

        Por exemplo, não há nada de repulsivo em ver um penis entrando em uma vagina em um filme pornô, mesmo que seja o de outras pessoas que não você e sua parceira. Pois isso é normalíssimo para casais heterossexuais.

        Antes que você caia na tentação de produzir um silogismo, tenha em mente que últimos pseudodarwinistas a adotarem esta norma como lema social terminaram por exterminar cerca de 10 milhões de judeus, ciganos, homossexuais, eslavos e outros indivíduos “biologicamente incorretos”, além de doutrinarem a população sob seu governo para que aceitassem a realidade nua, dura e cruel da extinção dos mais fracos e da sobrevivência dos mais fortes (ou dos pontos dentro da curva e fora da curva, segundo sua terminologia). Reflita sobre um aforismo de um dos raros pensadores a levar o darwinismo à suas últimas consequencias, o niilista alemão Friedrich Nietzsche: “Quem combate monstruosidades deve cuidar para que não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um abismo, o abismo também olha para você.”

        Eu não acredito que nessa altura do campeonato você tenha tentado um truque tão infantil.

        Veja o quão baixo você desceu, ao ler sobre a falácia ad hitlerum: http://pt.wikipedia.org/wiki/Reductio_ad_Hitlerum

        O seu erro é o seguinte. O paradigma darwinista social, justifica INSTINTO e COMPORTAMENTO, ao mesmo tempo.

        Eu somente estudo o INSTINTO, e o direito básico de aproveitar esse instinto da melhor forma possível desde que isso não implique em prejudicar a vida dos outros.

        Ou seja, meu paradigma é OPOSTO ao usado pelos darwinistas sociais.

        Vá estudar!

  2. Eu é que estou enrolando? Você, primeiro, continua tomando por fato dado o que estou colocando em disputa desde o começo, que é sua alegação de que heterossexuais presenciarem cenas de afeto homossexual dispara uma repugnância automática, instintiva, irreversível e biologicamente justificada;

    Segundo, aborda colocações secundárias de meu comentário e ignora o ponto principal. Veja sua resposta ao que eu disse sobre minha reação às cenas de viadagem.

    Terceiro, continua se esquivando de apresentar sua compreensão do fenômeno homossexual, fala irrelevâncias sobre o assunto _ “Não, não precisa, pois o comportamento homossexual em outras espécies não é normativo, mas de exceção. ” _ e daí? Ele não é tão de exceção quanto na espécie humana?

    Quarto, nega que esteja sendo teleológico e continua argumentando e justificando em cima de objetivos e propósitos intrínsecos:

    “O mecanismo de corte entre as espécies tem finalidade de procriação. Para que serve o “mecanismo de corte” entre os gays?”

    Tem que servir a propósitos reprodutivos, porra? Os dois não podem entrar nesse jogo por pura farra e diversão despretensiosa?

    “É o fim da picada mesmo. Quando se diz “programado pela seleção natural” estamos vendo o sentido DAS ESPÉCIES, que é o aumento de chances de sobrevivência da espécie. Não seja mentiroso ao tentar fingir que estou atribuindo um “sentido” a algo vindo externamente às espécies. ”

    Não entendi nada do que vc disse acima. Até porque, pra começar, a seleção natural não atua sobre espécies, atua sobre indivíduos carregando genes. (Qual o sentido de “sentido” aqui? Significado? Direção?) O que aumenta é a chance de sobrevivência do indivíduo de acordo com os genes que ele carrega, não da espécie a qual pertence.

    …a expressão “programado pela seleção natural” é uma metáfora, e NÃO IMPLICA EM UM PROGRAMADOR EXTERNO (ou sobrenatural).

    Não foi exatamente isso que eu disse, mas que em seu texto você se mostra indignado e repelido por indivíduos que dão a seus órgãos um uso alternativo ao que eles originariamente possuíam, o que denuncia sua ética teleológica que só faz sentido num contexto religioso. E é onde eu acho que um olhar darwinista sobre o tema na verdade favorece meu ponto: uma vez que se entenda esse que sentido e esse propósitos que enxergamos nos fenômenos vitais são na verdade ilusórios _ não fomos criados por ninguém, não fomos projetados para nenhum objetivo em particular _ que diferença faz se alguém mergulha em sua carreira em detrimento da formação de uma família, ou se envolve com outro do mesmo sexo, ou vai ser padre, ou vá fazer o que bem entender da sua vida? Por que não adotam simplesmente a máxima que vc colocou no finalzinho, “aproveitar esse instinto da melhor forma possível desde que isso não implique em prejudicar a vida dos outros”? A alegada repugnância automática instintiva e irreversível prejudica mesmo alguém ?

    E você não somente explicou em seu texto que é compreensível, mas insistiu que é perda de tempo trabalhar contra isso porque, segundo você, está nos nossos genes. Também é compreensível hostilizar pessoas de grupos etnicos diferentes do nosso, já que a evolução favoreceu as populações cujos membros eram mais cooperativos entre si do que com os de outras populações, mas disso não se segue que é perda de tempo esclarecer as pessoas sobre o que isso realmente é, como eu disse antes, um atavismo obsoleto, e tentar atenuar ou até suprimir sua manifestação.

    E pra te falar a verdade eu até agora não estou muito seguro do que vc quer dizer por normativo. Normativo, pára mim, é o que tem o caráter e a natureza de uma norma, de uma regra de conduta. Mas vc as vezes parece querer signifca-la apenas como um comportamento que apresenta alta frequencia. E nenhum dos dois faz sentido nessa discussão; ninguém quer impôr aos heteros a homossexualidade como regra de conduta, nem dizendo que ele é mais comum do que de fato é. Embora seja verdade que vejo com simpatia a idéia de que os heteros ignorantes possam sim vir a encarar a homossexualidade com naturalidade no sentido de que encaram qualquer coisa como natural ao compreenderem as causas, razões ou motivos que a determinam. Mais ou menos como naquela piada do sujeito que foi preso acusado de assassinato e disse ao delegado: “Mas doutor, é claro que isso foi uma morte natural; não é natural que alguém com 18 perfurações de faca no corpo venha a morrer?” Dê uma olhada nesse vídeo, é curtinho, menos de 5 minutos, uma animação livre para todas as idades:

    http://www.youtube.com/watch?v=PSQSx3OCrXQ

    Concorda comigo que, se as informações divulgadas nele forem verdadeiras, e se um “homocético” for convencido por elas, passará a encarar com naturalidade os relacionamentos homossexuais?

    Ah, e desculpa pela minha precipitação em usar a falácia ad hitlerum, realmente ainda era muito cedo e nem exaltado eu estava. É que sou inexperiente em discussões pela internet e não conheço muito bem a etiqueta, mas vou procurar me informar a respeito.

    • Hhahahahaha…

      Isso está engraçado, não posso negar. Nunca vi alguém tão desonesto desde o Bruno Almeida.

      Eu é que estou enrolando? Você, primeiro, continua tomando por fato dado o que estou colocando em disputa desde o começo, que é sua alegação de que heterossexuais presenciarem cenas de afeto homossexual dispara uma repugnância automática, instintiva, irreversível e biologicamente justificada;

      Se você não toma por fato aquilo que falo sobre o mecanismo de atração sexual humano, então você tem problemas em sexualidade. Das duas uma: ou você é gay ou está fingindo não sê-lo, e aí a reação de achar o sexo gay “normal” é um fingimento teu.

      Segundo, aborda colocações secundárias de meu comentário e ignora o ponto principal. Veja sua resposta ao que eu disse sobre minha reação às cenas de
      viadagem.

      Ué, desonesto, eu mostrei uma explicação evolutiva, biologicamente justificável, para que homens assistissem vídeos de mulheres lésbicas, e mulheres não assistirem vídeos de homens gays, e isso refutou toda a sua tentativa de me falsear. O que lhe resta senão o apelo à platéia? (que não funcionou, diga-se)

      Terceiro, continua se esquivando de apresentar sua compreensão do fenômeno homossexual, fala irrelevâncias sobre o assunto _ “Não, não precisa, pois o comportamento homossexual em outras espécies não é normativo, mas de exceção. ” _ e daí? Ele não é tão de exceção quanto na espécie humana?

      Não há benefício evolutivo para o comportamento homossexual. Portanto, ele é um “defeito”. Infelizmente, algum dia uma mãe teve um filho incapaz de ser atraído por mulheres, ou uma mulher incapaz de ser atraída por homens. Tragicamente, para a mãe deste filho ou filha, genes não serão transferidos para a frente. Se são peças defeituosas geradas em linhas de produção, não é preciso explicar a funcionalidade delas.

      Por exemplo, se alguém perguntar a alguém que produz carros para que ele serve, ele dirá: “é para levar as pessoas de um lugar a outro, rapidamente”. Se sair da linha de produção um carro que não anda, o produtor não precisará explicar PARA QUE FEZ UM CARRO QUE NÃO ANDA. Basta entender que o carro é um “ponto fora da curva”.

      E isso não mostra NENHUMA FALHA de compreensão do comportamento homossexual. Você está apenas incomodado pelo fato de eu estar jogando os fatos na sua cara e eliminando sua ilusão de mundo de Pollyana. (um mundo que você fantasiou em sua cabeça para fingir que gays serão comportamento ‘normativo’ um dia)

      Quarto, nega que esteja sendo teleológico e continua argumentando e justificando em cima de objetivos e propósitos intrínsecos:
      “O mecanismo de corte entre as espécies tem finalidade de procriação. Para que serve o “mecanismo de corte” entre os gays?”
      Tem que servir a propósitos reprodutivos, porra? Os dois não podem entrar nesse jogo por pura farra e diversão despretensiosa?

      Pronto!

      Acabou de colocar a relação sexual em um NÍVEL INFERIOR à relação heterossexual. Sem querer, você acabou de me ajudar mais uma vez em minha argumentação.

      Relação heterossexual -> Se deixar de ser praticada, a espécie é extinta.
      Relação homossexual -> Se deixar de ser praticada, qual o prejuízo para a espécie? Nenhum.

      Entendeu pq a relação heterossexual é NORMATIVA, e portanto o padrão de referência para os heterossexuais normais? Sexo com cães, sexo entre iguais, sexo com criancinhas… são pontos fora da curva. São, como você disse, meras “farras e diversões despretensiosas”. Não há benefício evolutivo, e portanto não se tornam padrões normativos.

      Tu é realmente muito despreparado…

      Não entendi nada do que vc disse acima. Até porque, pra começar, a seleção natural não atua sobre espécies, atua sobre indivíduos carregando genes. (Qual o sentido de “sentido” aqui? Significado? Direção?) O que aumenta é a chance de sobrevivência do indivíduo de acordo com os genes que ele carrega, não da espécie a qual pertence.

      Está totalmente errado. Seleção natural atua sobre espécies, grupos, indivíduos e genes.

      A forma como uma ESPÉCIE tem um comportamento sexual, determinará como esta espécie é bem sucedida no jogo evolutivo.

      Exemplo: se os homens fossem poligamos e usassem sexo só como diversão, as mulheres não teriam a proteção da prole. Como o ser humano ao nascer é frágil, não haveria a figura do pai. Os predadores poderiam se aproveitar disso facilmente e hoje em dia a espécie humana talvez estivesse extinta.

      Se você não sabe disso, como quer discutir o darwinismo?

      É por isso que quando escrevi o trecho a seguir você não entendeu nada: “É o fim da picada mesmo. Quando se diz “programado pela seleção natural” estamos vendo o sentido DAS ESPÉCIES, que é o aumento de chances de sobrevivência da espécie. Não seja mentiroso ao tentar fingir que estou atribuindo um “sentido” a algo vindo externamente às espécies.”

      Vá estudar!

      Não foi exatamente isso que eu disse, mas que em seu texto você se mostra indignado e repelido por indivíduos que dão a seus órgãos um uso alternativo ao que eles originariamente possuíam, o que denuncia sua ética teleológica que só faz sentido num contexto religioso.

      Mais uma vez você mente. Eu não estou “indignado” com a existência da relação homossexual. Só mostrei que não há problema algum, e é perfeitamente natural, um heterossexual achar “repulsivo” ver a prática gay, e que gays não deveriam ficar chateados com isso.

      Além do mais, você mente de novo ao falar que possuo “ética teleológica”. Eu só estudo como surgiu o comportamento sexual humano, mostro os que estão fora do jogo evolutivo, e entendo o comportamento de quem não se agrada ao ver a viadagem.

      E é onde eu acho que um olhar darwinista sobre o tema na verdade favorece meu ponto: uma vez que se entenda esse que sentido e esse propósitos que enxergamos nos fenômenos vitais são na verdade ilusórios _ não fomos criados por ninguém, não fomos projetados para nenhum objetivo em particular _ que diferença faz se alguém mergulha em sua carreira em detrimento da formação de uma família, ou se envolve com outro do mesmo sexo, ou vai ser padre, ou vá fazer o que bem entender da sua vida? Por que não adotam simplesmente a máxima que vc colocou no finalzinho, “aproveitar esse instinto da melhor forma possível desde que isso não implique em prejudicar a vida dos outros”? A alegada repugnância automática instintiva e irreversível prejudica mesmo alguém ?

      O darwinismo não te ajuda em momento algum, não se iluda.

      Vou dar exemplo.

      A tendência ao estupro existe e tem explicações evolutivas, mas é perigosa pois gera ações violentas que desestabilizariam a nossa sociedade. Portanto, é justificável contornar o desejo natural a isso.

      Quando você afirma que “propósitos nos fenômenos vitais são na verdade ilusórios”, você mostra a sua extrema ignorância em darwinismo. Na verdade, temos explicações evolutivas satisfatórias para praticamente todos os nossos comportamentos, sejam aqueles que devemos podar (tendência ao estupro), restringir por opção (consumo excessivo de calorias) e daí por diante.

      Mas a tendência a acharmos agradável a postura heterosseuxal, em detrimento da homossexual, não traz prejuízos a ninguém (salvo a gays histéricos, que caíram no conto do vigário dos gayzistas), e somente traz benefícios à espécie.

      Aliás, se alguém mergulha em carreira e não tem filhos, também não vai ser considerado normativo. E se for mulher, vai ficar para a titia e as outras mulheres dirão: “nossa, ela não teve filhos até hoje…”.

      Esse instinto, de valorizar o comportamento sexual normal, em detrimento daquele anormal, é o que ajudou a NOSSA ESPÉCIE a ser o sucesso evolutivo que é.

      Aliás, a “alegada repugnância automática” é extremamente benéfica, pois isso significará aderência a uma postura oposta. Para a espécie, é otimo.

      E você não somente explicou em seu texto que é compreensível, mas insistiu que é perda de tempo trabalhar contra isso porque, segundo você, está nos nossos genes. Também é compreensível hostilizar pessoas de grupos etnicos diferentes do nosso, já que a evolução favoreceu as populações cujos membros eram mais cooperativos entre si do que com os de outras populações, mas disso não se segue que é perda de tempo esclarecer as pessoas sobre o que isso realmente é, como eu disse antes, um atavismo obsoleto, e tentar atenuar ou até suprimir sua manifestação.

      Como sempre, você está mentindo.

      Eu não disse que é injustificável lutar contra esse instinto humano SOMENTE por que é instinto humano, mas sim por que AO MESMO TEMPO que é um instinto humano, esse instinto é extremamente benéfico para a sequência da espécie.

      Eu já cansei de repetir argumentos e você distorcê-los. Tenha o mínimo de vergonha na cara e saiba que, se estou te dando este espaço, respeite o outro lado. (mas como você não fará isso, já vou avisando que não adianta escrever um texto longo. se eu encontrar a MÍNIMA distorção que seja em qualquer coisa que eu afirmei, seu texto não será publicado, ok?)

      E você não mostrou pq esse instinto é “obsoleto”. Tentou apenas repetir isso como se fosse convencer a platéia pelo uso da repetição. Isso funciona para o teu círculo de amizades, não aqui.

      E pra te falar a verdade eu até agora não estou muito seguro do que vc quer dizer por normativo. Normativo, pára mim, é o que tem o caráter e a natureza de uma norma, de uma regra de conduta. Mas vc as vezes parece querer signifca-la apenas como um comportamento que apresenta alta frequencia. E nenhum dos dois faz sentido nessa discussão; ninguém quer impôr aos heteros a homossexualidade como regra de conduta, nem dizendo que ele é mais comum do que de fato é.

      Neste caso, o que descreve o comportamento sexual de nossa espécie sob a luz da teoria da evolução? É o comportamento heterossexual, entre casais que possam gerar filhos. O resto deve ser respeitado, mas não passa de “comportamento alternativo”.

      Tentar impor o relacionamento homossexual no mesmo PÉ DE IGUALDADE em que o relacionamento heterossexual é a sua bandeira e a dos gayzistas, e quanto a isso é fácil mostrar que sua requisição é absurda.

      Embora seja verdade que vejo com simpatia a idéia de que os heteros ignorantes possam sim vir a encarar a homossexualidade com naturalidade no sentido de que encaram qualquer coisa como natural ao compreenderem as causas, razões ou motivos que a determinam.

      Não existe isso de “héteros ignorantes”, então aqui é o seguinte: você sabe que não tem argumentos e parte para a ofensa ao adversário. É coisa de esquerdista mesmo, não dá para dourar a pílula. Aliás, eu encaro o fenômeno homossexual com naturalidade, e creio que a maioria dos conservadores também. O que não implica em achar que gays tem que vir se beijar em nossos estabelecimentos.

      Dê uma olhada nesse vídeo, é curtinho, menos de 5 minutos, uma animação livre para todas as idades:

      hoaihaohaoahoahoaha…

      Tentar vender sua crença com vídeo infantil é descer demais de nível. Tu consegue realmente ser um dos mais patéticos esquerdistas a aparecer por aqui.

      Aliás, que argumento desse vídeo refuta qualquer coisa que eu disse?

      Concorda comigo que, se as informações divulgadas nele forem verdadeiras, e se um “homocético” for convencido por elas, passará a encarar com naturalidade os relacionamentos homossexuais?

      Eu vi o vídeo e estou convencido que esquerdista realmente se ilude com muito pouco. Aliás, você parte de uma premissa mentirosa que eu encarava os relacionamentos homossexuais sem “naturalidade” (seja lá que diabos vc queira dizer com isso). Sabemos que viadagem existem pois nossos pais nos explicavam que existiam meninos que gostavam de meninos e meninas que gostavam de meninas. A diferença é que mesmo encarando com naturalidade coisas como bebedeira, uso de drogas, homossexualidade, não precisamos achar isso NORMATIVO e temos o direito de ter repulsa ao ver tais coisas.

      Você achou que fosse ganhar o debate com esse vídeo patético? Mas quem disse que não sabemos que o relacionamento sexual existe? Quem disse que não sabemos que pessoas que saíram com “defeito” na linha de produção não possuem atração pelo sexo oposto? rs.

      Quer dizer, você não tem argumentos. Quer xingar o outro lado de “ignorante” (e por sermos “ignorantes”, prezaríamos o relacionamento sexual normal, em detrimento do anormal) e fim.

      Você vai repetir isso mais duzentas vezes? Claro que vai, pois esquerdistas tentam ganhar por repetição, não por argumentação. (mas como já disse, a mínima tentativa de distorção em meus argumentos ou qualquer tentativa de ofensa, vai mandar seu post direto para a lixeira, portanto não adianta chorar por aí dizendo que eu te “censurei”, pois considere isso como um aviso)

      P.S.: Quanto à falácia ad hitlerum, entendo sua precipitação. (mas outras falácias suas vão ocorrer)

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