Pe. Paulo Ricardo comete um erro e um acerto, ambos no nível estratégico: Após polêmicas, ele se ausenta em busca de conselho espiritual e jurídico

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Fonte: Gospel Prime

O padre Paulo Ricardo de Azevedo, de Cuiabá, escreveu uma carta em seu blog no último domingo (11) afirmando que vai deixar a capital do Mato Grosso para buscar “conselho espiritual” e “assistência jurídica”. Na semana passada um documento assinado por 27 padres do estado pedia o afastamento dele por suas declarações no evento “Vinde e Vede”.

O pároco lamentou a interpretação que deram para sua pregação quando insinuou que o “espírito mundano” tinha entrado na Igreja Católica, citando seus colegas padres que não estavam mantendo uma postura adequada. Os padres se sentiram ofendidos e caracterizaram os sermões de Paulo Ricardo como “austeros e ofensivos”.

“Vejam: Nossa Senhora está dizendo que a Igreja tá sofrendo um calvário. E por quê? Porque entrou dentro da Igreja o espírito do mundo. E entrou como? Entrou por causa de padre! Por causa de padre que não é padre! Por causa de padre que não honra a batina porque, aliás, nem usa a batina!”, disse o padre durante seu discurso.

Paulo Ricardo de Azevedo é o mesmo padre que recentemente chamou os evangélicos de “otários” por não acreditarem na intermediação da Virgem Maria e por entenderem que podem chegar a Deus apenas clamando por Jesus.

Enquanto os padres assinaram o pedido de afastamento de Paulo Ricardo os membros da paróquia lançaram uma petição pública eletrônica recolhendo mais de 13,2 mil assinaturas.

Além disso, cerca de 300 fiéis se reuniram na Igreja do Bom Despacho na última quinta-feira (8) para fazer uma moção de oração em apoio ao sacerdote.

Meus comentários

Primeiro, vamos ao puxão de orelha: quem disse que era o melhor caminho se AFASTAR nesse momento? Ora, quem tem que ficar afastado é o Daniel, por que transou com uma mulher que estava dormindo. Não quem não tem nada do que se desculpar. Esse é, portanto, um erro estratégico que pode custar caríssimo.

Segundo, nem tudo pode ser um desastre nessa decisão do padre. Ao que parece, ele buscará também aconselhamento jurídico. Se isso resultar em várias ações judiciais contra os esquerdistas que o difamam, ótimo. Isso é um acerto estratégico, pois configura a única ação aceitável no conflito político. No caso é a estratégia Guerra de Processos.

Enfim, o resultado contábil final nessa batalha política será decidido pelo que Pe. Paulo Ricardo fizer NESSE período de “folga”. Entretanto, na primeira apuração de resultados ele sai perdendo.

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2 COMMENTS

  1. Olá Luciano.

    Acompanho o site do Padre Paulo Ricardo e acredito que ele tomou essa atitude baseado no fato de que esse tipo de assunto se resolva de forma privada, pois quando há crises no clero é natural de que isso aconteça.

    Obrigado,

    Fabio.

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