Como se fosse um praticante de ski, articulista da Carta Capital mente e comprova todas as teses deste blog quanto a mitomania marxista

5
4

Uma das principais preocupações que um auditor de fraudes deve ter é não só apontar a arquitetura de uma fraude, mas dar demonstrações de sua ocorrência. Caso contrário, qual seria a valia do trabalho do auditor? De que adiantaria investir esforços em investigações de um tipo de fraude se ela NÃO OCORRE?

Só que, desde que estudo esquerdistas, tem sido muito fácil encontrar as evidências das fraudes cometidas por eles, mostrando que minha tese de que não há debate a partir de esquerdistas (mas guerra política), segue extremamente sólida.

A revista Carta Capital, órgão do governo petralha, é o periódico mais esquerdista atualmente no cenário nacional. Obviamente, seria aquele a propagar mais mentiras contra os rivais, mesmo que o rival, no caso, seja uma publicação de esquerda moderada, a Revista Veja. Esta última tem um perfil completamente progressista, a la Obama (aliás, eles amam Obama de paixão), enquanto a primeira tem orientação marxista. E, como já mostrei no post anterior, Lenin orientou seus adeptos a mentirem o máximo que conseguirem contra os oponentes. Dito e feito.

Em um texto publicado na última edição da revista, “O Efeito Skuromatic”, a Carta Capital adotou a postura que podemos categorizar como a estratégia Baixaria Total. Sabe aqueles fóruns de Orkut que servem somente para a guerra política entre pessoas que apelam à baixaria o máximo que conseguirem? É exatamente isso que a Carta Capital tentou fazer.

Vamos começar a investigação:

Os editores de revista Veja andam assistindo a filmes de ação demais. No afã de se defenderem sem dar explicações plausíveis para a íntima relação de um jornalista da semanal com um contraventor preso – e diante da reação a essa promiscuidade na internet –, construíram um roteiro de terror B que até Zé do Caixão se recusaria a filmar. A tese era a seguinte: robôs controlados por uma militância esquerdista raivosa teriam inundado a internet com mensagens de ódio para atacar a imprensa livre. Esses robôs (em forma de aranhas? Ou de formigas?) seriam guiados por maléficos seres que tiveram seu cérebro derretido por excessiva leitura de terroristas do calibre de Antonio Gramsci, defensor da eliminação física, mental, espiritual e literária de seus adversários. E o futuro da humanidade estaria sob risco, caso esse exército de seres inanimados e vampirescos vencesse. É uma mistura de O Ataque das Aranhas Gigantes, Exterminador do Futuro e Plano 9 do Espaço Sideral (título em português de um dos clássicos do rei do cinema trash, Ed Wood).

A estratégia utilizada acima é a Simulação de Falso Entendimento.

Quando se menciona o termo “robô”, em termos de Internet, obviamente se fala em máquinas virtuais, que executam scripts automatizados. Estes scripts servem apenas para poupar a ação humana de manualmente executar certas operações. Basta ler um pouco sobre automação de testes na Internet e saber que ao mencionarmos “robôs” e “máquinas virtuais” no ambiente virtual, não estamos falando de robôs no estilo do filme “Gigantes de Aço”.

É claro que a Carta Capital sabe disso, mas está executando um truque, confirmando o que sempre falo: NÃO HÁ debate com esquerdistas. Há uma série de artimanhas e truques que devem ser desmascarados. É Lênin 100% na veia.

Obviamente, existem outros truques no meio, como por exemplo a ampliação indevida da relação de um jornalista com o Cachoeira. Se este último foi utilizado apenas como informante, não há nenhuma contravenção realizada pela Veja. Mas, como sempre, o truque da Carta Capital é mentir em sequência.

Para piorar, a Carta Capital considera “refutada” a afirmação da Veja sobre os “robôs virtuais” apenas pelo truque de simulação de falso entendimento, e a partir daí tenta tomar a prova pela tese, em mais um estratagema erístico. Nisso, tentam transformar todas as investigações sobre Antonio Gramsci em falsas, como a seguir: “[…] seriam guiados por maléficos seres que tiveram seu cérebro derretido por excessiva leitura de terroristas do calibre de Antonio Gramsci, defensor da eliminação física, mental, espiritual e literária de seus adversários. ”

Nem de longe. É possível que tais “robôs” sejam programados pelo próprio Partidão, e portando nem seria preciso do uso de militantes que tiveram seu cérebro doutrinado por Gramsci. Estes últimos são os funcionais. Aliás, são outro tipo de “robôs”, mas aí já falamos de uma metáfora para descrever pessoas doutrinadas, assim como eram os fiéis do Revendo Moon e de Jim Jones.

Como se vê, é fácil demais desmascará-los.

Sigamos:

Ainda no sábado 12, mal a revista aportara nas bancas de todo o País, a tese dos robôs virou piada na internet. Uma das supostas máquinas, a usuária do Twitter @Lucy_in_Sky se identificou em entrevistas a blogs. Foi seguida por centenas de outros internautas que postaram mensagens na linha “eu sou um robô”. Prova de que na rede mundial a desmoralização vem a jato supersônico.

Esperem aí, vamos com calma. Obviamente que na guerra política, cada lado tem o papel de ridicularizar o outro lado. Essa é a arquitetura de qualquer guerra política. Se os militantes do PT propagaram a estratégia de fingir que os “robôs” relacionados à ação de Internet eram similares aos do filme “Eu, Robô” com Will Smith, isso não é VALIDAÇÃO de coisa alguma. Portanto, o parágrafo acima não prova nada a favor de Carta Capital ou contra a Veja. É apenas mais uma provocação de parquinho.

Mais:

A revista, uma das primeiras publicações a apoiar com entusiasmo o então candidato Fernando Collor de Mello, se diz responsável por sua queda. A respeito do apoio a Collor, vale lembrar uma entrevista de Roberto Civita, publisher da semanal, sobre seu primeiro encontro com o ex-presidente: ao conhecer o alagoano ele teria se sentido como uma adolescente de 16 anos. A citação é literal. Sobre a queda de Collor é preciso lembrar. A entrevista de Pedro, irmão já falecido do ex-presidente, afora alguns detalhes sórdidos, não iria produzir nenhum efeito no processo de impeachment. O que mudou a situação do chefe do Estado foram as declarações do motorista Eriberto França, descoberto pela IstoÉ. Após as denúncias do motorista, a situação de Collor ficou insustentável e o presidente foi obrigado a renunciar para não ser cassado.

Caramba! Aqui é preciso até ir com calma, já que existem alguns truques em sequência na frase acima.

Uma admiração pessoal de Roberto Civita por Fernando Collor não serve como prova de nada. Não existe absolutamente nada em termos jornalísticos dizendo que editores de revistas não podem nutrir admiração por figuras públicas. Mas o fato é que a Veja pode até ter apoiado Collor, mas publicou denúncias das fraudes cometidas por ele (inclusive a entrevista bombástica de seu irmão), que foram vitais no processo de impeachment de Collor. E as declarações do motorista Eriberto França, mesmo que ele tenha sido “descoberto” pela IstoÉ, foram propagadas na Veja também.

Isso é TOTALMENTE DIFERENTE da postura da Carta Capital, que tenta publicar notícias sobre Cachoeira em quantidade, ao mesmo tempo em que ESCONDE qualquer notícia sobre o Mensalão, que corre o risco de prescrever.

Não que eu tenha procuração para defender a Veja, publicação em relação a qual nutro várias suspeitas. Mas é evidente que, como esquerdista moderada, a Veja jamais descerá de nível tanto quanto a Carta Capital, que protege criminosos sem ficarem ruborizados.

As referências a Gramsci são patéticas, apostam na ignorância dos leitores. O mais grave, porém, foi a defesa mal disfarçada da censura na internet. Um contrassenso para quem diz defender com denodo e coragem a liberdade de expressão. Em poucas linhas, Veja lamentou a falta de uma “governança” na rede mundial de computadores, seja lá o que isso signifique. É preciso perguntar, a essa altura, quem tem arroubos totalitários.

Que raio de investigação é essa que apresenta as refutações sobre supostas “referências erradas” a Gramsci dessa forma? Olhem a refutação: “As referências a Gramsci são patéticas, apostam na ignorância dos leitores.”.

Não, mil vezes não. Mas de jeito nenhum. Ninguém em sã consciência chamaria o trecho acima de uma refutação. Lembremos que uma refutação precisa ser ESPECÍFICA. Deve apontar a declaração e mostrar as falhas nela, de forma clara para que os leitores possam observar. E não dizer que “são patéticas”. Isso seria aceitável até em uma conversa de boteco, para defender o Partidão, mas jamais ser parte de um texto investigativo.

Outro erro grotesco, que implode toda a iniciativa da Carta Capital é o seguinte: ” Em poucas linhas, Veja lamentou a falta de uma “governança” na rede mundial de computadores, seja lá o que isso signifique. ”

Mas se o autor da investigação diz “seja lá o que isso signifique”, ele simplesmente perdeu TODO O SEU CASO contra a Veja. Não existe isso de “seja lá o que isso signifique” quando se está investigando um ato formal.

Para ter um caso contra a Veja, ele teria que demonstrar EFETIVAMENTE que a declaração de pedido por “governança na Internet” teria o mesmo tom da censura à mídia proposta pelo governo PT. Proposta esta, como sempre, apoiada em uníssono por todos os colunistas da Carta Capital.

Ou seja, não temos certeza se o termo “governança”, escrito pela Veja, possui a conotação de censura na Internet. Em contrapartida, temos CERTEZA de que as iniciativas do PT a favor de controle da mídia são censura efetiva.

Notem quando a Carta Capital escreve “É preciso perguntar, a essa altura, quem tem arroubos totalitários”. Na verdade a pergunta é outra. Já sabemos que a Carta Capital, por apoiar o Partidão, tem arroubos totalitários. Resta a dúvida se a expressão “governança”, escrita pela Veja, denota as mesmas intenções. Quanto a isso, a Carta Capital não apresentou uma prova sequer a favor de seu caso. 

Espaço de compartilhamento de ideias e informações, a internet é de fato um terreno usado por militâncias organizadas de todas as correntes de pensamento desinteressadas em debater ideias. Protegidos pelo anonimato, cometem as maiores covardias. Mas uma coisa é inegável: são os internautas autoassumidos como “conservadores” (em temas como aborto, sexualidade, liberdades individuais, armamento e religião), aqueles que produzem os ataques mais virulentos da rede.

Aqui é apenas o truque de se “fingir de coitadinho”, ou até a estratégia Gato de Botas. Segundo eles os internautas assumidos como “conservadores”, produziriam os ataques mais virulentos da rede. Mas não apresentam uma prova sequer disso. A afirmação da Carta Capital tem o mesmo valor que a leitura na borra de café. E podemos citar um exemplo em que um esquerdista, Felipe Garcez, cuspiu na cara de um militar octogenário, sendo apoiado em coro por todos os marxistas. Existem indícios de pessoas da direita apoiando formalmente atos de violência? Difícil. O que faz mais uma mentira da Carta Capital ir para a vala…

Brasil tem cerca de 300 células neo-nazistas. Em entrevista recente concedida ao site de CartaCapital, a antropológa Adriana Dias, mestre pela Unicamp e estudiosa do tema há dez anos, lista cerca de 150 mil brasileiros que baixam mensalmente mais de cem páginas com conteúdos nazistas. Desse total, 15 mil são líderes e coordenam as incitações de ódio na internet. O número de sites, segundo a antropóloga, passou de 8 mil a 32 mil. Segundo a pesquisa, esses militantes são brancos, homens, jovens, com ensino superior (completo e incompleto), ligados à religião e demonstram ressentimento pela suposta perda de poder – o que explica os ataques a grupos de esquerda, nordestinos e integrantes da nova classe média. Cerca de 90% dos grupos atuam em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Só que o nazismo é um movimento de esquerda, conforme já demonstrado várias vezes por aqui. É uma religião política da mesma natureza que o marxismo. Obviamente, a contagem de crimes do marxismo é muito maior. Mesmo assim, o nazismo é abjeto. De qualquer forma, os “ataques” a nordestinos e “integrantes da nova classe média”, mesmo sendo abomináveis, ainda não alcançam a quantidade de violência praticada por marxistas contra os que não os apóiam (o caso de Felipe Gardez, que forneci anteriormente, é um exemplo disso). A citação de existência de nazismo não é um indício de conservadorismo, mas de esquerdismo. Apenas de um tipo diferente do que o marxismo. E ambos competem por número de atrocidades, embora o marxismo ainda siga na dianteira no quesito violência.

Na esteira desse movimento, a atuação cada vez mais intensa de quadrilhas neonazistas foi alvo, em dezembro de 2011, do maior pico de denúncias dos relatórios da Safernet, organização que monitora crimes de ódio na rede. Segundo a associação, toda vez que figuras como o ex-militar Jair Bolsonaro, deputado federal pelo PP do Rio de Janeiro, faz declarações racistas/homofóbicas em público, uma avalanche de manifestações dessa natureza é despejada na internet. Segundo Thiago Tavares, presidente da Safernet, é como se a atitude encorajasse os grupos de ódio a sair da toca e transformassem ferramentas como o Twitter em campo de batalha.

Aqui é mais um truque. As declarações de Jair Bolsonaro não possuem nada de racismo nem homofobia. Aqui temos portanto um exemplo de denunciação caluniosa da esquerda. Só um detalhe: estão contando os truques da Carta Capital? Até agora, nenhum parágrafo passou no crivo sem ter ao menos um truque desonesto identificado por lá.

Sigamos:

Uma militância virtual que começa a ameaçar o mundo real: em 22 de março deste ano, a Polícia Federal prendeu dois homens acusados de planejar, a partir da rede, um ataque em massa contra estudantes de Ciências Sociais na Universidade de Brasília. Para a dupla, a faculdade era um antro de comunistas e gays.

Lembremos que o tal “ataque em massa” nem ocorreu. Ao contrário do ataque aos militares praticado no Rio de Janeiro. Portanto, temos um caso de “ameaça”, enquanto que do lado dos marxistas, a ameaça se materializou. De qualquer forma, como já demonstrei aqui, os nazistas que iriam atacar a UnB, eram na verdade esquerdistas. É como aquele ditado popular: “Eles que são brancos que se entendam”. Aqui é o seguinte: “Eles que são esquerdistas que se entendam”.  

A coisa fica ainda mais bizarra a seguir:

De acordo com os relatórios, uma simples partida de futebol é suficiente para despertar os crimes de ódio pela internet: logo após o Ceará eliminar o Flamengo pela Copa do Brasil, em maio de 2011, a ONG recebeu mais de 5 mil denúncias sobre perfis do Twitter que incitavam a violência contra nordestinos. Fenômeno similar foi observado pouco antes, em novembro de 2010, na eleição de Dilma Rousseff – que teve maior votação proporcional no Nordeste. Foram quase 3 mil denúncias de manifestações preconceituosas na rede social no dia seguinte à sua eleição.

O truque aqui é fingir que quantidade de denúncias é o mesmo que quantidade de ocorrências. Na verdade, não é. O fato é que existe um sentimento anti-São Paulo, em muitos estados, e uma militância focada em amplificar os casos ocorridos contra nordestinos (pois é uma técnica leninista criar vários grupos em conflito em um país, para desestabilizá-lo). É por isso que as violências cometidas contra os religiosos são denunciadas em muito menos quantidade que as violências contra gays.

Diante disso, não há evidências mostrando que há mais menções desfavoráveis a nordestinos (praticadas por paulistas), do que menções desfavoráveis a paulistas (praticadas por nordestinos e outros não-paulistas). Sendo assim, o “caso” da Carta Capital novamente se esvai em cinzas.

O caso mais emblemático foi a da estudante de Direito Mayara Petruso, que, inconformada com o resultado da eleição, escreveu no Twitter: “Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!” a quarta-feira 16, a Justiça Federal de São Paulo a condenou por crime de discriminação e preconceito. Ela deverá pagar multa, que será destinada a uma ONG que combate crimes cibernéticos, e prestar serviço comunitário. O Ministério Público Federal achou pouco, e promete recorrer.

A afirmação acima novamente não prova nada a favor do “caso” da Carta Capital. Uma busca no Google foi o suficiente para encontrar um tópico no Orkut dizendo “Ódio aos paulistas e cariocas”. A diferença é que alguém propagando ódio aos nordestinos é condenado por discriminação e preconceito, mas alguém propagando o mesmo contra paulistas NÃO É. Ou seja, a Carta Capital omite todas as discriminações aos paulistas, e só considera como válidas para análise as discriminações aos nordestinos, configurando-se ela própria COMO PRECONCEITUOSA. Ou seja, além de perder seu “caso”, descobre-se mais uma faceta perigosíssima da mentalidade marxista existente lá. Para eles, o preconceito é aceitável, desde que sirva à causa. É fato: Lênin é o Jesus dos marxistas…

As demais dramatizações (como choradeiras por críticas a Dilma, que, ao que parece, é sacrossanta para a Carta Capital, e portanto não pode ser objeto de ridicularização na Internet) são irrelevantes, portanto vamos ao próximo ponto:

Nem por isso pediu-se censura à rede. Até porque os boatos não caíam do céu: na eleição, os partidos escalaram militantes para monitorar permanentemente o humor das redes sociais. O QG tucano, por exemplo, era comandado por Eduardo Graeff, ex-secretário-geral da Presidência no governo FHC. À sua disposição havia uma equipe de ao menos 50 militantes, dividida em turnos, para alimentar as redes sociais, sobretudo o Orkut e o Twitter.

Na verdade, o PT pediu o controle da mídia. E, obviamente, por ter um aparato virtual melhor, parece que o foco petralha não está tanto na Internet. Detalhe: uma equipe de 50 militantes do PSDB é irrisória perto dos milhares de petralhas que atuam na rede. O que configura, mais uma vez, que a denúncia da Veja sobre os “robôs” do PT é acertada. Resumo: a Carta Capital dá um tiro no próprio pé.

O texto ainda segue com repetições do fingimento de que a Veja pediu “censura à Internet”, e repete a mentira em vários parágrafos.

Ou seja: quem se sente injuriado ou ofendido, como no caso da atriz [Carolina Dieckman]  tem direito de pedir providências à Justiça sem necessariamente ferir o direito individual de outros usuários. Foi o que fez o jornalista Luis Nassif após uma série de ofensas escritas pelo braço armado da revista Veja (ironia) na blogosfera. Nassif atribui a esses soldados virtuais (seriam robôs-aranhas? ou formigas?) a origem de parte dos preconceitos manifestados pela rede. “Eu também sofri com as baixarias publicadas por Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo. Esse clima quem implantou foram eles.”

Eu já tratei a questão no post anterior. O fato é que Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo FINALMENTE estão respondendo aos ataques petralhas. Os marxistas não estavam acostumado a serem respondidos. Eles atacavam, e os conservadores ficavam calados. Quando estes passaram a responder, esquerdistas usam o dramalhão. Mas basta ler o blog de Luis Nassif para ver que, em termos de discurso assertivo (que ele rotula de “baixarias”), ele não perde para os dois citados. A dupla, no entanto, perde para o kulambista Paulo Henrique Amorim, que leva o debate para o território da baixaria absoluta.

A contradição parece de fato um patrimônio para quem agora defende a proximidade de seu principal jornalista em Brasília com um contraventor. O mesmo juízo não impediu a revista de denunciar, em reportagem de 2001, o jornalista Ricardo Boechat por considerar impróprias suas relações com uma fonte. Na época, Boechat editava no jornal O Globo uma prestigiosa coluna de notas políticas e econômicas e fazia comentários na tevê do grupo. Grampos atribuídos a Daniel Dantas, que disputava o controle de duas operadoras de telefonia com os canadenses da TIW, foram publicados por Veja. Em alguns deles, Boechat conversa com Paulo Marinho, assessor do empresário Nelson Tanure, representante dos canadenses na disputa contra Dantas e dono do Jornal do Brasil. Foi o suficiente para Veja acusar uma trama para favorecer um dos lados de uma disputa empresarial. A família Marinho, que agora defende a Veja, demitiu Boechat. Vale lembrar: sua fonte era um empresário, de métodos controversos, mas não um contraventor.

Agora, temos um problema de ausência de senso de proporções, mais um sintoma que acomete os marxistas. A Revista Veja publicou informações sobre a conversa de Boechat com Paulo Marinho, e lançou a notícia: do favorecimento de um dos lados em uma disputa empresarial. Se a família Marinho demitiu Boechat isso são outros quinhentos.

Esse fato não tem relação alguma, em termos de proporções, para ser usado em comparação com o fato de que o Partidão, aliado à Carta Capital, tenta CRIMINALIZAR a Revista Veja por causa de um jornalista seu, Policarpo Junior, usar Cachoeira como informante. Aliás, a própria CPI, totalmente aparelhada, desistiu de levar a frente a tentativa puramente política em tornar o uso de informações de Cacheira pelo jornalista como um item da investigação do caso Demóstenes.

Quer dizer, a relação entre Boechat e Paulo Marinho não tem nada a ver com a relação entre Policarpo e Cachoeira. A Veja não propôs nenhuma ação criminal e nem tentou usar o caso de forma puramente política para apoiar um partido no poder. A Carta Capital está fazendo isso. Tentar usar o caso Veja X Boechat para justificar a baixaria absoluta da Carta Capital, em aliança com o Partidão, é uma evidência clara de ausência do senso de proporções.

Para Nassif, as últimas edições de Veja revelam o baque de uma publicação que, segundo ele, desde a Operação Satiagraha tem perdido legitimidade. Segundo o jornalista, a revista dá sinais de não ter “estratégia de enfretamento de crise” a cada edição. Ao declarar guerra às redes sociais, afirma, a semanal passou “um baita recibo”: na base de textos “infantilizados”, só despertou a atenção de seus leitores ainda não conectados à internet sobre o que acontece nas redes. Isso num momento em que, segundo ele, cada vez mais leitores correm para a internet em busca de informação diversificada.

Aqui, novamente, a manutenção da mentira, mostrando que Nassif, ao contrário do que ele afirmou, realmente apela à baixaria. Elementar. Não existiu nenhuma “guerra às redes sociais”, mas a identificação de uma militância e o uso de “robôs”. Conforme exemplarmente denunciado por Reinaldo Azevedo, temos aqui identificação narra um fato.  E contra fatos não há argumentos.

Finalizando:

Amadeu acredita que a revista reage às novas formas de comunicação porque percebeu não ter o controle do canal de interlocução. Pior: disputa agora com centenas de pessoas a influenciar outros milhares. “É uma reação típica de quem não é acostumado a conviver com o debate amplo na sociedade. Esses debates que antes eram feitos no boteco, hoje são feitos nas redes. E a Veja não queria conversar com ninguém.” E completa: “Não me lembro de ver nem o Berlusconi reagir dessa forma, depois de ser criticado como foi na internet. Nem o Rupert Murdoch”.

Espere aí, espere aí…

A matéria começa tentando refutar a existência de “robôs” (sejam o uso de máquinas virtuais, sejam o uso de milhares de doutrinados de fato), e ao final confessa o crime? Vejam: “disputa agora com centenas de pessoas a influenciar outros milhares”.

Quer dizer, os caras, no final:

  1. Confessam que existe um aparato para militância petralha na Internet
  2. Reconhecem a estratégia gramsciana de tomada de posição 

É o momento em que o fraudador se orgulha demais de sua fraude, e comete atos falhos, fechando o caso mostrando que a Carta Capital não conseguiu refutar a denúncia da revista Veja. Pelo contrário, a endossou.

Os principais truques identificados aqui foram: falsas analogias, simulações de falso entendimento, aconselhamento do oponente (falarei disso no futuro, como exemplo em que Nassif diz como a Veja “deveria agir”, o que não passa de truque psicológico), citações seletivas de fatos, vitimismos, coitadismos e daí por diante.

É por isso que defino o cético conservador, conforme defendido por este blog, como um denunciador de rotinas, e nada mais.

Ao ler um texto como esse da Carta Capital tenho a mesma sensação de Dexter neste post. É como observar movimentos de um praticante de ski. O articulista da Carta Capital pula de uma mentira para outra provavelmente sem ficar corado. Entendem por que eu digo que Lenin ficaria orgulhoso desses sujeitos?

Anúncios

5 COMMENTS

  1. Cheguei aqui através de um link postado por um comentarista de Augusto Nunes!
    Já coloquei em meus favoritos! Excelente leitura! Parabéns!

Deixe uma resposta