A repórter, o bandido e uma sequência incrível de chantagens emocionais da esquerda

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Fonte: Pragmatismo Político (por Renato Rovai)

O vídeo que segue do Brasil Urgente, da Band, da Bahia, é um exemplo de jornalismo pra lá de esgoto. Uma repórter loirinha (Mirella Cunha), com rabinho de cavalo à la Feiticeria, coloca um jovem negro, com hematoma aparente de uma agressão recente, numa situação absolutamente constrangedora. Julga-o antes da Justiça, humilha-o por conta de sua ignorância em relação aos seus direitos e ao procedimento a se realizar num exame de corpo delito e acha isso tudo muito engraçado.

Assista ao vídeo acima e veja se este blogueiro está exagerando.

Trata-se de uma caso que exige uma ação urgente por parte da sociedade civil.

MEUS COMENTÁRIOS

O vídeo acima com certeza está para se tornar viral na Internet. Ele mostra um CRIMINOSO confesso (entre os 5 e 7 segundos do vídeo ele afirma “Eu tomei só o celular, e a corrente de ouro…”) que também é suspeito de estupro.

Mostra também uma jornalista (Mirella Cunha) ouvindo ele dizer que deveria ser feito um exame de “próstata” na mulher que teria sido estuprada. Ele cometeu uma série de gafes, mostrando ignorância em relação ao exame, ao nome do exame, e foi naturalmente ridicularizado pela jornalista. 

Notem a reação de indignação do blogueiro esquerdista do blog Pragmatismo Político. A idolatria dele aos criminosos é tão grande, mas tão grande, que eles agora não podem mais ser motivo de chacota caso cometam erros risíveis.

Quer dizer, se um religioso comete uma bobagem, deve ser motivo de chacota. Se o Bolsonaro comete uma gafe, deve ser ridicularizado. Mas um criminoso não pode. Obviamente, o esquerdista coloca os criminosos em um pedestal, conforme eu previ ao mapear a estratégia de esquerda Apologia e Tolerância ao Crime.

Mas não é só ele que apela à chantagem emocional. Veja a declaração de vários comentaristas de esquerda, no mesmo blog (meus comentários em itálico, logo à frente de cada declaração):

  • “Meu pensamento ao ver o vídeo foi o mesmo das suas palavras. Não dei uma risada. Fiquei com nojo dela.” (Ela é motivo de nojo? Sei. Mas este nojo não deveria estar direcionado ao criminoso?)
  • “Rabo de égua, jornalismo lixo. Tomara que algum jurista tome as dores dele e peça uma indenização contra essa emissora.” (Qual seria a acusação? Algo como “Ela riu de mim por que falei errado?!)
  • “Meu que otaria, ela é que deveria responder a um processo por calunia de difamação [sic]! OTARIA” (Calúnia de difamação?!?! Hauhauhau. Bem, não é só o criminoso do vídeo que merece ser ridicularizado…)
  • “É ISSO AI LIBERDADE DE EXPRESSÃO? ESTA MULHER DEVE IR PRA CADEIA! NOJENTA! POR MAIS QUE O MULEQUE ESTEJA ERRADO, NÃO CABE A ELA JULGAR MUITO MENOS HUMILHAR SEJA LÁ QUEM FOR.” (É, liberdade de expressão não pode ser exacerbada, né? Por exemplo, está proibido rir de criminosos que falem errado… É cada uma!)
  • “Que mulher ignorante! Inteligência não é saber dizer próstata,é saber respeitar as pessoas e não humilhar.” (Verdade, saber ou não falar o português não é critério para definir inteligência. Mas quem sabe simular choro para conseguir uma legião ao seu favor, mesmo cometendo crimes, deve ser um critério de inteligência, certo?)
  • “Depois vem dizer que não há diferença entre negros, pobres e ricos. Aposto que se fosse um Thor da vida isso não aconteceria. Processa essa monstra. Como que policia deixa esses jornalistas terem acesso. Prendam o cara, julguem, não deixem a pessoa exposta assim.” (Se o Thor, filho do Eike, cometesse tais erros de português, mesmo tendo estudado nos melhores colégios, mereceria mais do que ridicularização. Mereceria um soco. Aliás, quer dizer agora que a reporter só riu de alguém que cometeu erros bizarros de português por que o sujeito era negro? Fala sério…)
  • “Band? Datena, Boris Casoy, Justus, Malafaia… Esgoto midiático fascista. Esperar o quê?” (Como não podia faltar, o truque “Seu, Seu Fascista”)
  • “Humilhado algemado, sem direito a revide, ódio inflado.” (E depois não querem ser acusados de torcerem para o bandido…)
  • “CADELA DO DEMONIO!” (Calma, calma, muita calma nesta hora. Ainda tem muitos bandidos soltos para fazer a festa dos esquerdistas)

Enfim, os comentários daquele blog são EVIDÊNCIAS do comportamento esquerdista, conforme mapeei na estratégia já citada Apologia e Tolerância ao Crime.

Por fim, não dá para deixar de notar o tanto de palavras de indignação ao “tratamento cruel” dado ao criminoso CONFESSO só por que ele sofreu uma humilhação verbal. Compare agora com a quantidade de palavras de pesar destinadas à VÍTIMA do criminoso, que teve um celular roubado, assim como uma corrente, tendo sido vítima de constrangimento físico, pelo uso de violência no assalto (ainda que talvez não tenha ocorrido o estupro). Vítima esta que foi sumariamente ignorada pelos esquerdistas.

Está bem claro de que lado eles estão.

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3 COMMENTS

  1. Isso só me lembra de um caso em que um bandido entrou na casa da mulher pelo telhado, na cozinha. Ele se atrapalhou e caiu. Caiu em cima do faqueiro, pegando um monte de cortes profundos.

    Ele processou a mulher pelo ocorrido. E ganhou.

    Agora, seria interessante ver os comentários dessas mesmas pessoas se fossem elas as assaltadas pelo bandido…

  2. A lavagem cerebral promovida pela esquerda foi tão intensa que até mesmo alguns amigos até hoje tidos por mim como “conservadores” me mandaram esse vídeo, indignados com a “brutalidade” da repórter. Parece que a repórter é o bandido, o bandido é a repórter e a vítima da tentativa de roubo e estupro simplesmente não existe. Ô saudades do tempo em que a população podia ouvir pela rádio Globo de São Paulo o deputado radialista Afanázio Jazdji entrevistar os bandidos na base do “seu ca-na-lha!”..”seu ban-dido!”…”seu va-ga-bun-do”! Hoje ele teria problemas com o Ministério Público por chamar bandido de bandido.

    • Ah, mas aí o negócio é esculachar até o conservador que caiu no truque. Na boa, a jogada foi bem feita mas o truque tem que ser desmascarado. E no negocio é ridicularizar até o conservador que caiu no truque. Abs, LH.

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