A imprensa “livre” morreu… antes ela do que eu

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Fonte: A Ordem Natural

Sumner Redstone disse há alguns anos que a imprensa do jeito que conhecíamos estava condenada à morte. Redstone é o todo poderoso do Grupo CBS, maior conglomerado de mídia do mundo, que controla a Columbia Pictures, a Paramont, a MTV e o próprio canal CBS.

Na época soube deste pronunciamento em um artigo do Diogo Mainardi, mas não dei a devida importância e penso que entendi aquilo em uma dimensão muito menor. Hoje, analisando a situação da imprensa em todo o mundo, principalmente após a grande concentração pós-2003, é fácil perceber que a fala do dono do CBS não era uma opinião, mas uma descrição de um fato inevitável.

O jornalismo que busca encontrar e difundir a verdade não existe mais. A imprensa de hoje é apenas um aparelho ideológico a serviço do dinheiro e da política. Jornalistas são apenas ideólogos repetidores e, na maioria das vezes, nem sabem disso.

O Brasil serve de exemplo: os grandes grupos de mídia estão a serviço dos planos globalizantes e os “blogs independentes” dependem do financiamento do governo.

Estamos perdidos!

Meus comentários

Eu não concordo com o blogueiro do site “A Ordem Natural”. Aos poucos, de forma incômoda e até cruel, os conservadores estão descobrindo que a imparcialidade da imprensa não passa de um mito.

Não há órgão de imprensa independente. E se um órgão não é de esquerda, é de direita.

No caso da Veja, ela é uma publicação de centro esquerda, enquanto a Carta Capital é de extrema esquerda. A primeira adora o Obama, a segunda ama o Lula. Aliás, alguém já viu reportagens da Veja que sejam favoráveis aos republicanos norte-americanos? Você não viu, e nunca vai ver. Já em relação ao Obama, à ele são dedicadas  verdadeiras odes, similares às que a Carta Capital faz para Dilma e seus asseclas.

O que os conservadores precisam entender de uma vez por todas é que acreditar na imparcialidade da imprensa é como acreditar em anjos descendo à Terra.

O fato é que a partir do momento em que alguém assume o seu papel em uma organização de mídia, ele vai fazer a sua posição política ser favorecida. O mesmo vale para a direção desta organização.

Por isso, precisamos de órgãos de imprensa que sejam “tomados”, como em uma guerra por espaços, por pessoas da direita, assim como existem órgãos de imprensa que hoje estão sob o jugo de pessoas da esquerda.

O território midiático é um local onde existe guerra por espaços, e o grupo que dominar mais territórios na mídia tende a vencer os conflitos políticos.

Por isso, não digo que estamos perdidos, pois agora sabemos a verdade nua e crua da mídia. Estaríamos definitivamente perdidos se não descobríssemos isso.

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5 COMMENTS

  1. A Globo é outro exemplo de esquerdismo, Ayan, apesar do ódio (imerecido, frise-se) que lhe devotam os extremistas do esquerdismo.

    Veja essa reportagem do Fantástico blindando uma aluna-problema expulsa de um internato religioso devido à quebra de normas de condutas pré-acordadas. A família da ex-aluna agora processa a escola por, ora, ora, homofobia.

    http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1680765-15605,00-ALUNAS+VIVEM+NAMORO+SECRETO+E+SAO+EXPULSAS+DE+COLEGIO+INTERNO.html

    A mãe de aluna explica: “O objetivo do processo é evitar que outras pessoas sejam vítimas de um comportamento bárbaro, próprio da idade média da inquisição”.

    Como o Fantástico pré-julgou o caso tratando mui favoravelmente a moça, pouco ouvindo o educandário, esse teve que publicar um esclarecimento constrangedoramente pormenorizado, expondo e esclarecendo todos os fatos que a tendenciosa reportagem optou por desconsiderar.

    O esclarecimento abaixo, divulgado pela escola, mostra como a mãe agradece várias vezes aos “inquisidores” pela paciência e cuidados para com a filha rebelde – uma menina, nota-se, indisciplinada, desrespeitosa, desmazelada e, segundo as palavras da própria mãe, “mentirosa”. Por que será que a mãe mudou tão radicalmente de opinião? Deve ter tido umas 50.000 razõe$ – e resolveu cobrar por cada uma delas na justiça.

    A garota, por sua vez, teve anotado em seu cotidiano escolar uma ficha corrida de “tentativa de faltar as aulas”, “desrespeito aos professores”, “desinteresse pelas aulas”, “falta às aulas”, “conversas em excesso”, “ausência dos deveres de casa”, “notas abaixo da média” e “atrasos aos horários das aulas”. Atenção! Todas essas ocorrências estavam abundantemente registradas antes da aluna declarar espontaneamente o seu comportamento homossexual.

    Além disso, duas outras alunas afirmaram que a moça as intimidou e constrangeu, tentando, inclusive, forçar uma a delas a manter um relacionamento amoroso, no que foi rechaçada. E mais: “em outro momento, não se importando com a presença de M. no quarto de dormir, mantinha relacionamento íntimo com J. debaixo de cobertores em sua presença”.

    A íntegra da nota do colégio está aqui:

    http://evidenciasprofeticas.blogspot.com.br/2012/06/postura-da-iasd-diante-do-caso-da-ex.html

    Como se vê, o rótulo de “homofobia” cria uma casta de inimputáveis abrigados de qualquer obrigação ética e social previamente conhecida e acordada. E os nossos veículos de comunicação – infestados de esquerdistas funcionais – promovem esse estado de coisas. Desse jeito, mesmo que um indivíduo não seja homossexual, pode assim declarar-se por lucro ou conveniência. E dane-se o acusado, que terá de providenciar prova negativa a seu favor – uma aberração jurídica que só existe em ditaduras. A saída é todos os cidadãos registraram em cartório que são homossexuais para fugir da patrulha – e olhe lá! Ó tempora, ó mores!

    A saída agora é reagir. Dentro das regras do estado de direito. Isso não envolve apenas uma instituição religiosa, mas toda uma sociedade que aos poucos vai sendo acuada por uma militância delirante e abusiva.

    Um abraço.

  2. Imparcialidade na Imprensa é quase impossível. Interesses políticos, ideologias de grupos dominantes e interesses individuais, dentre outros fatores, acabam comprometendo o bom jornalismo, assim penso. Desta forma, fica difícil imaginar uma “Imprensa livre”.
    Por exemplo:
    Suponhamos que jornalistas da rede Record de Televisão (ou outras redes de Tv confessional ou não), ao serem contratados, concordem em não falar contra o bispo Edir Macedo e sua igreja. Assim, o jornalista, ao assinar tal acordo,estará assumindo uma posição omissa em relação a possíveis “desvios” éticos e morais da equipe (ou líder e patrão) que passa a integrar, e, de certa forma “cúmplice” de algumas de suas “irregularidades”. Da mesma forma, a revista jornalística com filosofia (Esquerdista ou Direitista) que não publica ou reconhece realizações positivas ou conquistas políticas benéficas para toda população feitas por seus oponentes políticos, também está sendo parcial.
    Ainda que seja difícil se manter a IMPARCIALIDADE no meio jornalístico, torna-se imprescindível a HONESTIDADE. Porém, reconheço que ser IMPARCIAL E HONESTO, algumas vezes, é tão difícil quanto o caso de um POLICIAL de bem que tem a coragem de depor em Corregedoria contra abusos de poder, ilegalidades e atos corruptos de seus colegas de farda. Todos ganharíamos com o jornalismo HONESTO, isto é, aquele que tem compromisso com a verdade, custe o que custar, até mesmo os preconceitos e caprichos pessoais do próprio jornalista.

      • Pois é, igorgiritana. É justamente por isso que muitos excelentes jornalistas com dignidade, seriedade e competência costumam ficar no anonimato. Ganham menos, alcançam um público menor, mas não se submetem ao “sistema do jogo sujo” onde teriam de “vender o caráter” em nome do sensacionalismo, demagogia, e liderança de audiência ou record de vendas (no caso de mídia impressa), com base na denosnestidade intelectual.
        Pode observar, igorgiritana, como algumas revistas como “Superinteresante” geralmente tratam o Cristianismo, Islamismo e Judaísmo em comparação com o budismo e Espiritismo; como o Criacionismo e Design Inteligente são tidos como mero assunto religioso e não científico – não abrindo espaço para os adeptos de tais modelos terem sequer vez e voz para apresentarem suas pesquisas e defenderem suas cosmovisões – , enquanto o Evolucionismo é considerado o paradigma – fato – inquestionável.
        Quando um homossexual é injustiçado, sua preferência sexual, geralmente entra em cena como alvo da suposta intolerância sofrida, quando na verdade, héteros também são vítimas da mesma injustiça (as vezes com mais frequência até).
        A imprensa tem lado, mas o pior de tudo é que, com raras exceções, ela é desonesta também.

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