Segurem-se na cadeira: por que tanto conservadores cristãos quanto humanistas/esquerdistas estão errados quanto a evolução?

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O livro Monkeys on our Backs, de Richard Tokumei, é simplesmente uma verdadeira paulada, e o massacre começa já no sub-título com a seguinte premissa: “Por que conservadores e esquerdistas estão ambos errados quanto a evolução?”.

A leitura é uma delícia, misturando psicologia evolucionista politicamente incorreta, dinâmica social e um tanto de humor e cinismo, junto com uma quantidade até irritante de citações a autores como Larry Amhart, Steven Pinker e Thomas Sowell.

Eis a síntese do livro de Tokumei:

Esquerdistas aceitam a teoria da evolução, mas suas crenças e propostas políticas não são consistentes com ela. Em contraste, os conservadores tendem a rejeitar a teoria da evolução, mas suas crenças e propostas políticas estão consistentes com ela.

E isso tem tudo a ver com o que tenho escrito aqui desde que a dinâmica social se tornou um dos meus paradigmas centrais: infelizmente, muitos conservadores (especialmente cristãos), não dão valor suficiente à teoria da evolução, pois se o fizessem poderiam reduzir a pó todo o humanismo e o esquerdismo. Por outro lado, humanistas/esquerdistas vivem em negação em relação a tudo que a teoria da evolução tem a nos dizer, e ainda capitalizam politicamente dizendo que são “adeptos da teoria da evolução”, mesmo que a neguem o tempo todo.

Para além da falácia genética e da falácia moralista

Lembremos que Tokumei é um ateu ultra-darwinista (como eu), e toma como um de seus cânones centrais a teoria do gene egoísta, de Richard Dawkins, que eu já neguei em meu passado teísta. (Embora hoje eu não tenha nada contra a teoria do gene egoísta, ainda acho que a seleção de grupo tem um maior poder explicativo do que a evolução centrada unicamente no gene, mas isso não atrapalha em nada a explanação de Tokumei)

Baseado na tese do gene egoísta, Tokumei sinaliza quatro pontos que sustentam seus achados:

  1. Todas as coisas vivas são construídas por genes com o único propósito de garantir que tantas cópias de si próprias quanto possível existirão no futuro
  2. Os genes residem em você porque eles tiveram um efeito positivo médio dentre todos os organismos individuais e ambientes que “habitaram” ao longo de milhares de gerações
  3. Os genes não dão a “mínima”! As emoções humanas, por exemplo, são apenas uma maneira de garantir o item 1.
  4. A melhor forma de entender uma espécie, incluindo o homo sapiens, é através da observação dela, elaborando hipóteses baseadas nas observações. Isso é o mesmo que adotar a perspectiva dos deuses gregos, observando a tragédia e a comédia da vida no mundo terreno. Em outras palavras, devemos deixar de tomar apenas como base as explicações que as pessoas dão para suas ações por que tais explicações podem ser meras racionalizações para ações de auto-interesse ou até mesmo erradas.

Por causa do item 4, Tokumei nos alerta para tomarmos cuidado com duas falácias principais: a falácia genética e a falácia moralista. No primeiro caso, assume-se que por que algo existe, então é como deveria ser. Exemplo: “se os homens são propensos ao estupro, então o estupro seria correto”. Nada mais falso. Já a falácia moralista, assume em uma particular instância que por algo estar enraizado como “moral” em nossa sociedade (ou em um sistema específico de pensamento), os estudos científicos devem apresentar os resultados conforme esta moral nos diz, ou então estes resultados devem ser negados. No passado, líderes religiosos adoravam a falácia moralista. Hoje em dia, os esquerdistas praticamente tem o monopólio de seu uso, por isso as pesquisas científicas que renegam aquilo que eles consideram como moral são condenadas.

Deve-se, portanto, fugir das duas falácias, e um bom argumento se baseia em definir que algo que fique em um meio termo entre fugir tanto da falácia moralista quanto da falácia genética pode nos dar uma resposta adequada. Exemplo: A valorização da família tradicional, feita pelos cristãos. Ao mesmo tempo é uma diretriz moral, que pode ser justificada de forma racional, mesmo que ainda seja contestada por esquerdistas – que adoram propor “novas formas de família”. Mas ao mesmo tempo em que existem argumentos morais para justificar a perspectiva cristã, eles também estão alinhados com o que a evolução tem a nos dizer. Sim, de acordo com a perspectiva evolucionista, a família tradicional é digna de elogios. Se existem dois juízes (a evolução e a racionalização moral) que precisam entrar em um acordo, ganha a perspectiva conservadora. Por outro lado, mesmo que o “modelo alternativo” de família dos esquerdistas possa ser apresentado de forma argumentativa, pela ótica da evolução ele é apenas uma piada de mal gosto.

A análise de Tokumei também é diferente daquela assumida por muitos conservadores cristãos. Estes acreditam que o cristianismo nos deu uma moral, mas na verdade esta moral obedece as leis da natureza. O cristianismo se tornou um sistema moral sólido, pois em uma seleção cultural com outros sistemas, se mostrou o mais adequado de acordo com a natureza considerando um grupo (eis a seleção de grupo, junto com a seleção cultural) vivendo no ambiente ocidental. Claro que ele não nos diz qual o melhor sistema moral em termos globais, comparando com o hinduísmo, o islamismo ou o judaísmo, pois os ambientes são diferentes. Mas em muitos casos a visão conservadora, especialmente a ocidental (que é aquela que passa pelo crivo de Tokumei), está mais alinhada com a teoria da evolução.

Atenção de novo para ninguém se perder:

  1. Nada está sendo justificado apenas por que é parte de um sistema moral discutido argumentativamente, o que seria a falácia moralista
  2. Assim como nada está sendo justificado apenas por que está de acordo com a teoria da evolução, o que seria a falácia genética
  3. Ao invés disso, algo que ao mesmo tempo é justificável em (1) e (2), assume a dianteira dentre as opções adequadas, pois obedece tanto uma análise moral quanto uma análise evolutiva

Quero deixar isso bem claro pois em qualquer texto que escrevi anteriormente a respeito do assunto, fui mal compreendido por ambos os lados da contenda, mas especialmente mais mal compreendido pelos esquerdistas que simplesmente enlouquecem diante de argumentos que misturam psicologia evolutiva e filosofia moral.

Por exemplo, quando eu digo que os conservadores cristãos estão corretos ao achar que seu modelo de família tradicional é um padrão interessante (mesmo que ao mesmo tempo eu defenda o direito dos gays fugirem deste modelo padrão, caso queiram e não prejudiquem ninguém), automaticamente começa a gritaria: “O Luciano quer determinar o que é correto SOMENTE pela evolução!”. Não. Eu uso uma combinação de ambos, e geralmente com isso a tendência é realizarmos uma análise mais assertiva, pois os sistemas morais que “pegam” são aqueles que atendem aquilo que a seleção natural nos diz. Isto é, grupos que estiveram sob o cristianismo, o islamismo e judaísmo se saíram melhor na seleção de grupo do que grupos sob outros paradigmas. E, de novo, isso não ocorreu “por causa” destes paradigmas morais, mas sim por que os paradigmas morais escolhidos estiveram melhor adaptados ao ambiente, e nos favoreceram em termos evolutivos.

Além de Thomas Sowell e Steven Pinker

Thomas Sowell, quase sempre lúcido, e Steven Pinker, as vezes lúcido e outras vezes insano, também contribuem para a análise de Tokumei. Por sorte, o autor pegou o melhor de Pinker, ao invés dos discursos delirantes humanistas que este às vezes implementa depois que fez amizade com uma turba de outros humanistas. (É, eu sei, a vida acadêmica não deve ser fácil. As vezes, é preciso comer na mão de outros delirantes e suportar os dogmas de seu tempo, e como o mito de nosso tempo é o humanismo…)

O que Sowell chama de visão irrestrita X visão restrita, Pinker chama de visão utópica X visão trágica. Já eu chamo de visão idealista x visão realista, ou crentes no homem X descrentes no homem.

Vamos à relação:

  • Visão irrestrita (Sowell) = Visão utópica (Pinker) = Visão idealista (Ayan) = Crença no homem (Ayan)
  • Visão restrita (Sowell) = Visão trágica (Pinker) = Visão realista (Ayan) = Descrença no homem (Ayan)

A visão “restrita”, definida por Sowell, tem a ver com a ideia de que o ser humano é restrito em relação ao que pode ser biologicamente, portanto é um animal falível, e cujas contingências não podem ser mudadas. Por isso, as mudanças sociais devem ocorrer a partir de evoluções contínuas e avaliação dos resultados destas mudanças, mas sempre considerando o que o ser humano é. A pergunta central é: As mudanças são úteis em termos de adaptação para a nossa sociedade, ou seja, nosso grupo, em termos darwinistas? Já a visão “irrestrita” ignora essa limitação humana e a partir daí surge o pensamento utópico, conforme mencionado por Pinker. Claro que pelo seu humanismo Pinker rotula a visão oposta como “trágica”, mas isso não passa de uma rotulagem propagandística. Prefiro outra terminologia: visão realista, em oposição à visão idealista. Mas, a meu ver, tudo é consequência da crença no homem, que é a crença em que o ser humano pode, por sua ação política, fugir de suas contingências naturais para criar um mundo planejado onde a “prosperidade global” será alcançada.

Por que a religião política é anti-darwinista e anti-científica?

A parte central do livro de Tokumei se baseia em demonstrar que os esquerdistas (adeptos da religião política), são anti-darwinistas (e portanto, vão contra o que a ciência tem a nos dizer sobre o ser humano), enquanto os conservadores de direita estão (muito) mais alinhados com o que a teoria da evolução tem a nos dizer. Logo, em termos de políticas implementadas, as políticas da direita conservadora são melhores para a nossa sociedade, pois são justificáveis moralmente e evolutivamente, enquanto as políticas da esquerda são justificáveis (e olhe lá) apenas moralmente. Resumindo, as propostas conservadoras são ao mesmo tempo apresentadas de forma moral, mas reconhecendo o que o ser humano pode alcançar, enquanto as propostas esquerdistas são apresentadas de forma moral, mas ignorando o que o ser humano de fato é (ou pode alcançar). Logo, isso conspira até contra a moralidade de suas propostas, pois propor o que não pode ser alcançado significa a venda de falsas ilusões, o que também é condenável moralmente.

Colocando as crenças e propostas esquerdistas na arena, é quando temos o momento para checar se a evolução desempata o jogo (isso se tomarmos a premissa, a título de argumentação, que ambas as propostas são igualmente “morais”) a favor de um dos lados.

É hora de começar…

Em relação a natureza do homem, esquerdistas tendem a crer na tabula rasa, e que o “meio forma o homem”, logo o ser humano é perfectível pela ação institucionalizada, geralmente via ação estatal. Mas o que a ciência nos diz é bastante diferente, pois entende que o ser humano é essencialmente egoísta (mesmo que seja também empático, mas apenas quando isso é possível – e qualquer assimilação do que o meio nos traz, apenas é uma forma de explorarmos melhor nossos instintos, ao invés de abandoná-los), e a ação humana não tem muito a fazer quanto a isso. O melhor, para os direitistas, é aproveitar o egoísmo humano e usá-lo para potencializar o crescimento da sociedade, apelando à ganância humana para garantir mais conquistas. Em termos evolutivos, ponto para a direita.

Quanto aos males do mundo, como guerra, pobreza e crime, para a esquerda elas acontecem por que as pessoas não se organizaram e entraram e acordo para eliminar estes males, e portanto basta planejar e executar uma estratégia (sempre com ação estatal, é claro) que “juntos chegaremos lá”. A direita, por outro lado, entende que os males do mundo ocorrem por causa de escolhas infelizes e limitadas que temos, de acordo com a natureza moral limitada do ser humano. A melhor forma de se opor a estes males, para a direita, é remover, se opor ou neutralizar os pontos nos quais os males estão localizados, em lugar de tentar “corrigir a sociedade” para garantir a inexistência dos males. Mais uma vez, entender a essência da espécie humana e agir diante do que é possível é uma ação “esperta” não só para os seres humanos, como para qualquer espécie.

E quanto ao maior mal do mundo? Este seria a guerra. Esquerdistas acreditam que um governo global ou uma coalisão global garantirá que o ser humano não mais entre em conflitos de larga escala, já que a guerra é em si um empreendimento irracional. Só que a direita entende a guerra como uma ação racional de conquista ou defesa territorial, e é inevitável que ocorra mais cedo ou mais tarde. Por isso, o melhor é se preparar para a guerra, como forma de garantir a paz. A evolução nos diz que precaução e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

No que diz respeito ao crime, esquerdistas acham que todos “nascem bons”. Essa mania vem desde os tempos em que Rousseau vendeu a eles a idéia do bom selvagem (“o homem é bom, a sociedade o corrompe”). Mas a direita tende a achar que as leis devem ser cumpridas, e que deve existir uma punição exemplar ao crime. Aliás, a ciência nos mostra que existem pessoas com maior ou menor propensão a cometer crimes violentos. Uma “tribo” que se protege melhor daqueles que tentam atacar a tribo a partir de dentro tende a ser mais bem sucedida. A visão da direita mais uma vez é a mais racional em termos evolutivos.

A esquerda acha que pode criar uma moral “por projeto”, ou seja, juntando um grupo de pessoas e saindo com um planinho dizendo: “Aqui estão os novos mandamentos, que são X, Y e Z, que, conforme nossa análise, irão funcionar para uma sociedade melhor”. Mas a direita acha que os sistemas morais devem ter sido internalizados e experimentados através de séculos e séculos de tradição, onde foram “testados”, isto é, passaram por um processo evolutivo, onde se mostraram mais adaptados ou não para criar sociedades com sucesso. Em suma, até para pensar em termos de “projetos morais”, a direita tem uma mente mais evolucionista do que os esquerdistas.

Em relação às mulheres, esquerdistas dizem que não há diferenças entre homens e mulheres, e entendem que a ideia de casal tradicional, onde o homem luta por recursos e a mulher busca criar os filhos, é uma “instituição arcaica” (dizem eles que é do tempo medieval). A direita tende a achar que o casamento tradicional é a melhor opção, e as carreiristas tendem a não fazer sucesso entre os homens conservadores. Aliás, esquerdistas criam sociedades onde as mulheres tem cada vez menos filhos, e na Europa isso está levando a uma islamização cada vez mais crescente. Em termos de seleção de grupo, dá para notar que aqueles grupos afetados pela proposta esquerdista estão se dando mal.

Até mesmo a religião tradicional, em que existe a crença em um ser superior para a busca do sentido da vida e das respostas últimas, é explicável evolutivamente. Além disso, há uma chance maior de quem é da direita assumir uma crença religiosa. Essa crença tende a nos afastar da crença no homem. Já a esquerda luta sempre que pode contra a religião tradicional, resultando em um cenário onde as pessoas deixam de cultuar um ser superior, passando a cultuar coisas como o Estado e a crer em utopias. Quer dizer, a não ser para pontos fora da curva (como eu, e isso deve ter uma explicação evolutiva, que Tokumei não aborda), a religião é, na maioria absoluta dos casos, inevitável no ser humano, e quando o ser humano não tem a religião tradicional, vai buscar a religião política. Mas se a religião política deriva em esquerdismo, todas suas consequências negativas, em termos evolutivos, entram na análise.

Enfim, estes são apenas alguns exemplos, e no livro Tokumei aborda uma série de outros paradigmas (todos de forma muito mais detalhada do que neste breve resumo) que se tornam dilemas da guerra ideológica esquerda X direita. E, na maioria absoluta dos casos, sempre fica comprovado que, evolutivamente, é mais sábio ouvir o que a direita tem a dizer, ao invés das fantasias esquerdistas.

Um estado laico englobando a religião política

O livro de Tokumei é basicamente uma versão “light” e descompromissada de Darwinian Conservatism, de Larry Arnhart, mas que pode ajudar a quebrar um pouco do preconceito com que os conservadores encaram a teoria de Darwin. Eu defendo que, ao invés disso, a direita (especialmente a cristã) deva abraçar o darwinismo com força, mandando para a vala sem dó nem piedade o criacionismo e o design inteligente. Simplesmente, vocês não sabem o que estão perdendo.

Quanto mais direitistas assumirem o darwinismo como paradigma, mais ficaria fácil demonstrar o quanto a esquerda é não só delirante como prejudicial.

Isto não significa que devamos propor uma visão totalitária para eliminar o pensamento esquerdista da sociedade (até por que a tendência totalitária, como nos mostra Sowell, é dos esquerdistas, enquanto a direita tem mais tendência a conviver com a diversidade), apenas torná-lo uma opção respeitável somente em termos privados, como uma religião política que de fato é, assim como é o humanismo.

Por exemplo: Uma mulher quer seguir o paradigma esquerdista, ou direitista? Ela que escolha o que quiser, mas não forcem quem é da direita a viver sob seus códigos. Querem bancar um amontoado de serviços públicos? Que paguem impostos opcionais, ao invés de compartilhar a conta com a direita. Querem aprovar o casamento gay? Que façam, desde que não forcem os conservadores a ter que achar tudo isso lindo e maravilhoso. Querem achar que o criminoso é um “homem bom, e as culpas são da sociedade”? Que o criminoso não seja punido caso mate um esquerdista, mas que vá para a cadeia caso a vítima seja da direita. E assim, sucessivamente, podemos enfim permitir que os esquerdistas testem suas ideias, mas neles próprios, não nos outros. E nós, da direita, possamos acompanhar esses testes do lado de fora.

Uma sociedade onde cada vez mais a religião política (e em consequência, toda a esquerda) possa ser cada vez mais empurrada para o domínio privado de seus crentes (que devem pagar o preço de suas crenças, mas não cobrá-lo dos outros), só pode ser alcançada com um conjunto sólido de críticas e evidências científicas mostrando o quão danosas (e fantasiosas) são as crenças esquerdistas para a sociedade. E para isso, o darwinismo cai conforme uma luva.

Pois, como Tokumei nos mostra, quem faz propostas e alimenta crenças de acordo com o que a ciência e a evolução tem a nos dizer, é a direita, enquanto a esquerda se opõe à ciência e a evolução, mas ao mesmo tempo dizem que estão do lado dela. Claro que, quando colocamos as propostas políticas da esquerda na mesa e as avaliamos tanto sob o crivo moral quanto darwinista, descobrimos que o comportamento esquerdista não é congruente com o discurso.

Mas até lá eles já capitalizaram politicamente tanto (e enquanto isso fizeram com que, por birrinha, muitos conservadores de direita fugissem de Darwin), que sairão ilesos enquanto se vendem ao público como “defensores de Darwin e da ciência”.

É exatamente por isso que tanto a direita como a esquerda estão erradas quanto a evolução. Repetindo o que é dito logo da introdução do livro: “Esquerdistas aceitam a teoria da evolução, mas suas crenças e propostas políticas não são consistentes com ela. Em contraste, os conservadores tendem a rejeitar a teoria da evolução, mas suas crenças e propostas políticas estão consistentes com ela.”



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46 respostas

  1. Essa imagem do post parece um macaco dando risada na cara da esquerdalha… Chupem, esquerdistas! 😀

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  2. Luciano, hoje o mundo foi tomado de assalto pela renúncia do papa Bento XVI. É um duro golpe àqueles que combatem a religião política, aos cristãos em geral (afinal, Angela Merkel foi a primeira a reconhecer a perseguição mundial aos cristãos e é tão alemã quanto Ratzinger) e podemos considerar que, dependendo do que ocorrer no próximo conclave, há riscos para sacerdotes católicos mais ortodoxos (como o padre Paulo Ricardo, por exemplo). Receio até pela integridade da Igreja Católica, algo que pode por tabela afetar outras denominações cristãs (por mais que alguns estejam comemorando a renúncia do bispo de Roma por isso poder significar mais fiéis para outros rebanhos).
    Acho que valeria a pena falar um pouquinho que seja a esse respeito, mesmo que por ora seja difícil traçar cenários.

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    • Olha, Cidadão, a minha posição a respeito é um pouco dura, e acho que não tão agradável. Eu acho que a Igreja Católica não tem “punch” para vencer a guerra política, mas grupos evangélicos modernos sim. Eu acho que a base intelectual católica é mais forte, mas a postura não. Mas farei um post sobre isso sobre cenários sim, boa dica. Abs, LH

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      • Falando do padre Paulo Ricardo, seguem dois conteúdos do blog dele: um com a íntegra da carta de renúncia e outro com a análise inicial dele sobre a história toda. De outras fontes católicas vem o que disse Dom Damasceno, presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida, bem como o que diz Monsenhor Jonas Abib, fundador da Canção Nova. Do exterior, temos o que disse Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, bem como aqui há mais material de consulta sobre o assunto.
        Em relação à preocupação com a Igreja Católica, é pelo fato de ela ser instituição grande e razoavelmente coesa, que é suficientemente grande para suportar as pancadas vindas dos religiosos políticos. Ainda que igrejas evangélicas e protestantes tenham a vantagem da descentralização, acabam sendo aquela coisa mais desunida. Não que não existam trocas de farpas dentro do ambiente católico tão ruins ou piores que aquelas entre pastores e outras figuras do que veio de Lutero em diante, mas temos de pensar aqui que inegavelmente a Igreja Católica tem uma rede de sustentação maior que denominações independentes.

        Temos de lembrar que uma renúncia de papa em tempos altamente interconectados tem impacto muito maior do que a renúncia de Gregório XII em uma época em que as pessoas fora de Roma sequer sabiam qual a voz do Sumo Pontífice. Bento XVI usou bem os meios modernos de comunicação, como o tal lance de os sermões estarem disponíveis instantaneamente no site do Vaticano para quem quiser ver, o que inclusive deu mais poder aos fiéis. Porém, é um papa que renuncia em uma época importante de combate à religião política. Pense no que teria sido se João Paulo II tivesse renunciado ao papado bem na época em que a Cortina de Ferro estivesse em pé porque tomou dois tiros de Ali Agca. Possivelmente o Muro de Berlim estivesse em pé e a religião política poderia ter força ainda maior (uma vez que marxismo cultural sempre foi um ótimo instrumento do marxismo clássico para ação no Ocidente).
        Ficará a preocupação sobre quem será o próximo papa. Paira um medo de que possa ser alguém ligado à Teologia da Libertação, o que significaria a derrota moral antecipada da Igreja Católica e possível desmoronamento do tal lance importante de ser instituição grande o suficiente para suportar pancadas fortes. O que ocorrer com a Igreja Católica daqui em diante também pode afetar protestantes, pois estes conseguem ser mais “fantasmas da máquina” porque voam abaixo de radares e baterias que estão apontados para o Vaticano. Se o Vaticano cair, o natural balaio de gatos que pressupõe o que veio da Reforma em diante não vai conseguir mais voar tão abaixo do radar assim. Ainda que tenhamos Malafaias que façam questão de voar em direção a esses radares, por vezes é melhor ser um Stealth contra gente que pode desgraçar a vida de uma pessoa comum que se atreva a discordar do marxismo-humanismo-neoateísmo mais abertamente (vide as perseguições que esses promovem, muitas dessas vezes vinda de gente comum que não sabe estar gramsciando legal ao criar aquele típico clima de censura branca que vivemos hoje). Porém, só estão sendo Stealth por aproveitarem o desvio de foco.

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      • Obviamente que renúncia de papa que teve papel ativo na perseguição à Teologia da Libertação não passaria batida pelo Sakamoto, que já foi refutado nos comentários, ainda que outros obviamente apoiem posicionamentos religiosos políticos.

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      • Segue também o que diz Leonardo Boff a respeito do ocorrido, ainda mais pensando que Ratzinger teve papel importante no combate à Teologia da Libertação.

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      • Agora vai o que disse a respeito o Pondé (ainda que ele tenha errado feio ao dizer que, à exceção dos Estados Unidos, cristianismo é religião de país pobre) e o analista religioso e ex-frade dominicano Mark Dowd.

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      • Renúncia de Bento XVI foi respondida com ultraje a culto pelo Femen, cujas integrantes despiram-se dentro da Catedral de Notre Dame. Como disse anteriormente, a Igreja Católica não pode ter ninguém ligado à Teologia da Libertação como sucessor do atual papa, senão a falta de pulso firme sairá do campo visível e que menos importa (que é esse em que um Femen da vida atua) para o campo dos bastidores, campo esse que de fato importa (conforme os próprios marxistas culturais comprovaram).

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      • Aliás, fiquei devendo o texto sobre o Papa, mas sinceramente, nem sei o que escrever rs.

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      • Ainda há tempo para digerir o impacto que é a primeira renúncia de papa em seis séculos, ainda mais que é algo que foge ao normal de uma humanidade que se acostumou com esse cargo tendo sua vitaliciedade cumprida normalmente. Observe-se que nem a Igreja sabe como chamar alguém que deixa de ser papa, se pelo seu nome de batismo ou o de cargo, o que significa que por lá ainda está um turbilhão daqueles. Matute bastante sobre o que escrever a respeito, ainda que em alguns casos estejamos mirando uma arma sem mira a laser ou visão de calor em uma sala escura para atingir um rato preto que se esconde em um canto que sequer conseguimos ver quando ingressamos nela. Ainda assim, é ponto importante em relação à batalha contra a religião política e observe-se que já temos uma série de exemplos de marxistas-humanistas-neoateístas faturando em cima instantaneamente.
        Seguem mais fontes católicas comentando sobre a renúncia do papa:

        Segue também fonte sem ligação religiosa, por sinal a mesma que comentou sobre Silas X Eli de maneira mais ou menos isenta, aqui também falando sobre o ocorrido (e acrescentando que pode ser que Bento XVI passe a exercer poder indireto):

        Segue também o que diz o Reinaldo Azevedo, bem como peguei o que disse Matheus Pichonelli, da Carta Capital, para termos o contraponto por uma vista de cunho mais religioso político.

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      • Mais um para enriquecer a base de dados de Luciano para que faça uma postagem sobre a renúncia do papa: diz-se que o “Vatileaks” (aquele lance do mordomo que vazou documentos secretos) teria sido a gota d’água para que ele saísse. O principal da coisa é que, a exemplo dos sermões cuja íntegra é acessível a qualquer um do povo que acesse o site do Vaticano, Bento XVI estava rumando a uma maior transparência da Igreja e isso começou a esboçar resistência dentro (poderíamos até perguntar se de repente o pessoal da Teologia da Libertação pode ter esqueletos que não querem que se saque do armário e poderiam ser dos que resistem). Aliás, falando em TL, segue o mais recente texto de Leonardo Boff sobre o assunto.
        E tem mais padre Paulo Ricardo: em um de seus textos mais recentes, ele desce a lenha na imprensa em relação à qualidade da cobertura do assunto. Também temos o em breve camerlengo Tarcisio Bertone falando na última missa do papa que sai no dia 28:

        E inclusive, e agora caindo no campo daquilo que fica mais na base do profético, com este vídeo publicado em 10 de novembro de 2012 falando que Ratzinger poderá ser substituído por um tal de Giuseppe Versaldi, que poderia ser o Pedro Romano da profecia de São Malaquias:

        Segue o que diz a descrição do vídeo publicado dois meses e um dia antes da renúncia:

        Esta “orb” responde a questão: GOSTARIA DE VER A FACE DO PAPA DE ALMA NEGRA.
        Ele é Giuseppe Versaldi, Cardeal italiano e atual presidente da Prefeitura para Assuntos Econômicos da Santa Sé.
        Quando este cardeal for eleito Papa, iniciará o período das tribulações narradas no livro de apocalipse.
        Papa Bento XVI renunciará por isso digo que ele será substituído e o seu substituto será Giuseppe Versaldi.

        Caso isso aconteça de verdade, acabamos por presenciar uma profecia internética. Por ora, e voltando a um campo católico mais estrito, segue a entrevista de Dom Eduardo Benes Rodrigues à Rede Vida:

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      • Enquanto este papa termina seu mandato e se arquiteta um novo conclave, Sakamoto começa falando do próximo chefe da Igreja e guina para descer a lenha no patriotismo. E, pra variar, já tomou uma série de refutações bem fundamentadas.

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      • Após ter escrito a respeito durante a semana, o padre Paulo Ricardo fala um pouco sobre a renúncia de Bento XVI em vídeo. Dá para ver que ele se esforça para manter a fala normalmente serena e com todas as forças segura o embargamento da voz:

        Aqui a coisa é mais espiritual mesmo, ainda que sempre devamos lembrar que o sacerdote é um dos que mais bem explicou a dinâmica do marxismo cultural na lusosfera do YouTube e esteja consciente de que o futuro conclave está sendo olhado com especial atenção pelos adeptos de Gramsci e amiguinhos como oportunidade para fazer marcha ainda mais forte dentro de uma instituição que muito já perdeu por causa de postulados da Escola de Frankfurt a ela aplicados pelas hierarquias menores (isso sem falar de outros espectros parecidos que possam ter passeado e feito estragos que enfraqueceram Roma). Por ora, vamos considerar que o padre esteja em processo de fazer a ficha cair e por ora não esteja em condições totais de emitir algum parecer sobre cenários futuros (ainda que tenha toda condição para tal).

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      • Mais sobre a renúncia do papa: desta vez é a entrevista com Hans Küng. Ainda que tenha notado ligeiros flertes com o marxismo cultural, a ideia que ele transmite possui alguma razoabilidade.

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      • Uma crítica em relação ao episódio da renúncia de Bento XVI é que subitamente todo mundo virou vaticanista. E este link que lhe passo, que reproduz artigo publicado na Gazeta do Povo, dá uma lapada legal em uma Barbara Gancia que chamou o papa de “arregão” por ter renunciado.

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      • Luciano, você que reclamava da inércia da Igreja Católica agora tem um prato cheio: Roma reconhece não só que houve erros em relação à condução dos casos de pedofilia como também devolve a bola para o que chama de “lobby gay” e lembra que houve casos de chantagens (achei um link da Carta Capital sobre o assunto, ainda que tenhamos sempre de levar em conta o viés da referida publicação).

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      • Interessante. Vamos ver se o próximo Papa tem a assertividade necessária. Tinha que chegar um lançando processos diariamente. Abs, LH

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  3. Oi Luciano,

    Achei este vídeo no youtube e acho que ele encaixa no assunto do seu post:

    Fica então a dica.

    Abraços

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  4. Blog do mensalão sempre cheio de fraudes:

    “Outra coisa que o Silas faz em sua resposta ao Eli é tratar orientação homossexual e comportamento sexual como se fossem a mesma coisa. “

    O Luciano já refutou isso dizendo que comportamento pode afetar a escolha.

    “certos conservadores como o Conde defendem que apenas o comportamento serve para definir se alguém é hetero ou homo. “

    Qual o trecho onde Conde afirma isso?

    “Um monte de Mariannes segurando o código civil Francês! A maioria das pessoas verão isso como a prova de que Marianne é um símbolo neutro que pode ser usado tanto por conservadores quanto por esquerdistas, mas gente como o Emerson é bem capaz de dizer que as Mariannes estavam lá para ridicularizar os esquerdistas”

    Para o Bruno, o Richard Dawkins usar uma camisa com a mensagem Ateístas por Jesus torna a religião cristã um símbolo neutro.

    “A página da Homovox no Facebook possui “incríveis” 535 “curtidas”. (2) Por curiosidade, pesquisei no Google sobre ONGs francesas gays que apoiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo e encontrei a SOS Homophobie que possui “apenas” 11.084 “curtidas”. (3) Se levássemos o numero de curtidas no Facebook como números absolutos, os supostos gays contrários ao casamento do mesmo sexo não seriam nem a metade, e muito menos a maioria.”

    Agora, número de “curtidas” no Facebook é o mesmo que popularidade. Se for assim, o Brasil tem 90% de ateus, pois a ATEA tem mais “curtidas” que muitas páginas de grupos cristãos.

    “Tradução do Francês: “Pequeno* erro dos nossos amigos espanhóis… ela não é gay, ela é casada há 25 anos e tem família…”

    O Bruno refuta o que ele mesmo disse, pois se homossexualismo também é desejo, então ela pode muito bem ser casada e ser homossexual convertida.

    É o que o Luciano diz, esquerdistas não tem ética nenhuma e se resumem a praticar fraudes intelectuais, é só achá-las e se divertir.

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    • Faz tempo que descobri uma patologia muito triste no Marco Suriani. Ele não percebe a realidade, mas vai criando realidades para justificar o que ele quiser. Daí ele cria “regras”, que só funcionam no mundo alternativo dele, e professa essas regras de modo incisivo para tentar convencer… não sei quem.

      Essa da Marianne foi demais. Agora, se alguém de direita usar uma camisa do Che Guevara, ele se torna um símbolo da direita tanto quanto da esquerda. A mente dele não entende que exceções não perfazem uma regra. Na verdade, exceções devem ser tratadas pelo que são, e não como novas negras. Se for assim, a comunicação humana nem faria sentido.

      Todos os outros pontos também são fraudes do mesmo nível. Eu lembro que quando ele tentou me refutar dizia “Se o Luciano quisesse X, deveria fazer Y, mas como não fez Y, então provou que quer W, e se quisesse esconder que não quer X, então deveria ter feito Z, e como não fez Z, então queria XY”. Chega até a ser engraçado assistir o como ele cria realidades alternativas que não fazem o menor sentido.

      Esse aí é cachorro morto.

      Abs,

      LH

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  5. Pra variar, novamente recomendo um cuidado adicional em tua postura “evoluciocêntrica” ^_^ Por exemplo, que as crenças religiosas sejam “explicáveis” em termos da evolução das espécies, não significa que essa explicação tenha sido comprovada — pelo contrário, até agora é impossível confirmá-la ou infirmá-la, o que transforma essa explicação num ato de FÉ, *** e você NÃO incluiu esta informação no teu texto ***, ¿no es verdad? 😉

    Desculpe se o que vem a seguir soar como um exagero infundado, mas para os (ex-)habitués (religiosos) do teu blog, você agora sempre parece estar não muito longe de levar a sério maluquices do tipo “X-Men”, em cujo universo a boa e velha *feitiçaria* é travestida como “resultado da evolução” 😛

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    • JMK,

      A teoria da evolução é uma teoria, mas a evolução é um fato. E minha explicação está sendo feita tomando como premissa a teoria da evolução. Note que minha explicação não faz juízo de valor sobre a natureza da crença, mas, em uma análise teológica, alguém poderia até utilizá-la como um fator a mais dentro dos argumentos religiosos.

      O que o texto se propõe, é, a partir do paradigma evolucionista (mas alguém pode propor outro, e isso enriqueceria a análise), estudar como as populações tem reagido diante da seleção de grupo (e da seleção de gene).

      Em relação aos “X-Men”, simplesmente não entendi a analogia, poderia me explicar mais.

      Aliás, como sempre eu gosto de objeções, pois posso tratá-las sempre que necessário.

      Vamos rever o meu argumento.

      1. A teoria da evolução diz que as escolhas da direita são mais acertadas
      2. E ao mesmo tempo diz que as escolhas da esquerda são erradas
      3. Entretanto, a direita tende a renegar a evolução, mas faz propostas de acordo com ela, enquanto a esquerda tende a “adotar” a evolução, mas faz propostas em contradição com ela
      4. Considerando a teoria da evolução como um fato, temos uma ironia fantástica
      5. Quanto mais pessoas da direita descobrirem essa contradição, melhor

      Esse é o “core” de meu texto, e não entrar no mérito da validade ou não da religião. (Por que isso é outra esfera de argumentação, onde existe tanto a argumentação moral quanto a evolutiva)

      Abs,

      LH

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      • A evolução é um fato, mas não a TEORIA DA EVOLUÇÃO

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      • Eduardo,

        Sim. Mas até agora a teoria da evolução é a mais consistente com os dados apresentados. Existem explicações alternativas, como o design inteliente, a ressonância mórfica de Sheldrake, e a hipótese Gaia, mas elas tem problemas sérios de testabilidade e previsibilidade.

        Abs,

        LH

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      • Sim, até poderia aceitar a teoria para a guerra politica ( 😀 ), mas eu consigo ver muitas falhas nela…

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      • Que fato ? TE é uma tremenda balela, que a própria ciência está aos poucos, descartando, embora haja muita resistência do pessoal mais orgulhoso que, sem a explicação “racional” não encontraria terreno firme para se mover, pois ficaria completamente às escuras.

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    • Esse papo de X-men não existe. Nem vale a pena comentar. E não parece ser a postura do Luciano (pelo menos é a conclusão que chego ao ler os textos dele). É coisa de quem nunca leu nem a wikipédia sobre evolução. O fundamento da evolução é a mutação, uma simples mudança no material genético que é completamente aleatória. Não existe direcionamento nenhum. E a natureza não quer um ser super poderoso, hiper populoso pra dominar o ambiente, pois o que vai acontecer é ele acabar com os nutrientes e morrer. Logo, a aquisição de certas características vistas como positivas não são tão positivas pra espécie. A não ser que a espécie tome conhecimento disso. Foi o que aconteceu com a espécie humana, uma vez que a teoria malthusiana não estava simplesmente “errada”. Ele só não contava com o avanço tecnológico.

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      • Eu avisei que a comparação com os X-Men foi um exagero proposital ^_~ (se não diretamente, pelo menos nas entrelinhas). O alerta foi contra a possível tendência de se querer usar a evolução como *paradigma explicativo* “para tudo” (OU para “muitas coisas”).

        E sim, vários religiosos e alguns não-religiosos (eu, eu e mais eu, por exemplo =^.^= )
        percebem, em artigos como o deste dia, menos um plano e uma fundamentação para a guerra política contra as esquerdas, e muito mais uma certa tentativa de se vender uma “futura agenda anti-religiosa alternativa”. 😉 Óbvio que esta não é a intenção do Luciano (não em nível consciente, pelo menos e com certeza), mas enfim, é a impressão que deixa em vários de nós, os leitores do blog.

        Espero ter ajudado ^_^

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  6. Texto espetacular, maturidade incrível, li três vezes.

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  7. Então, com o casamento para gays, aborto liberado e a eutanásia – para quem quiser – no caso, esquerdistas, numa pespectiva evolucionista, os direitistas vão povoar a Terra.

    Mas os fatos em alguns momentos mostram algo diverso. Com a liberação do aborto nos EUA, a maior parte dos abortados foram as crianças negras e pobres, donde se extrai que os abortistas na verdade querem abortar filhos alheios, ensinar gaysismo para filhos de conservadores, assassinar velhinhos de familias alheias com canetas de burocratas.

    Como diria o Olavão, a familia Rockfeller continua tradicionalíssima com uma penca de filhhos, netos, bisnetos e apaniguados, buscando aplicar seus conceitos para outrem e dominar as máquinas estatais justamente para isso.

    Diga-se o mesmo das famílias tradicionais dos intelectuais comunistas.

    A posição conservadora deve ser de precaução, portanto. É por isso que a vida deve ser inviolável para todos, desde a concepção ate a morte natural, o casamento gay não deve ser tolerado para ninguém porque é alavanca para gaysismo em escolas públicas, direitos aos filhos de conservadores de opção de gênero e uso de drogas e pedofilia.

    Assim, embora concorde de que aplicar uma pespectiva evolucionista na guerra cultural possa render frutos dada sua força como símbolo, e que é uma explicação persuasiva da superiordade do pensamento conservador, tal ainda não foi empiricamente comprovada, mormente quando se trata de evolução cultural de religiões monoteístas de poucos milenios, a idéia de liberação desses “novos direirtos” apenas para seus interessados diretos me parece uma jogada arriscada porque é imprevisível o desfecho dos acontecimentos.

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  8. Oi Luciano,
    Gostei do post e o raciocínio parece estar correto, mas não tenho certeza a respeito de um aspecto (isso porque ainda não pesquisei sobre o assunto, mas farei isto depois). Baterei na tecla da união homossexual. Óbvio que, assim como você, não me importo com a união homoafetiva, casamento, etc e tal. Até apoio, pois acho que as pessoas tem direito de casar com quem quiser, independente do sexo, mas não tenho certeza se este seria um comportamento prejudicial do ponto de vista evolutivo. Na teoria parece certo, e até concordo, mas acho que ele simplesmente não interfere em nada. Primeiro porque teríamos que ver se a população humana está em equilíbrio (apesar de um pouco difícil de responder, se analisarmos subpopulações e testarmos o equilíbrio de Hardy-Weinberg, acho provável que a população humana esteja em equilíbrio de forma geral). Partindo do ponto que a população está em equilíbrio, teria que haver um número gigante de homossexuais (coisa de bilhões até) pra perturbar o equilíbrio e causar algum tipo de preocupação (isso acalmaria os cristão tão conhecedores da genética e da evolução).
    Já que toquei no ponto cristão, e agora vou citar os conservadores, se eles estão tão preocupados em termos de reprodução e usam o conceito de evolução, por que então não apoiam a idéia de reprodução aleatória? Ela é muito benéfica pra aumentar a variabilidade genética. Mas já sei a resposta pra essa pergunta, seria a moral e os princípios cristãos. Ok, entendo, respeito, mas o ponto é: Os gays não podem se unir porque vai diminuir a variabilidade, mas o homem/mulher não podem transar a doidado pra aumentar essa variabilidade? A ideia de casamento e monogamia é “contra” a evolução (mas esse argumento vai de contra com o que postei anteriormente. O fato é que a monogamia não está interferindo negativamente em nada na variabilidade e a união homoafetiva também não afetará).
    Outra coisa pra deixar os cristão conservadores despreocupados é o fato de não haver mulheres reclamando de sexo. Se uma delas postar isso no facebook por exemplo vai chover pica por um ano pra ela e reprodução segue seu curso. Pode até haver propaganda gay e o número de gays aumentar 200% que acho que ainda sim vai ter macho e fêmea cruzando a doidado. É uma preocupação tola, ao meu ver.
    Fim do meu post: Deixa os gays casarem, os casais serem monogâmicos… (eu acho que) Isso não tem a menor relevância pra variabilidade genética em termos de população mundial. Saber se os esquerdistas ou os conservadores estão mais próximos da teoria da evolução vai dar uma diferença, numa escala de 0-1.000.000.000, de 1 ou 2, sei lá.

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    • Se fosse homossexualismo na população de pandas, tigres brancos, aí seria algo preocupante. Mas na humana? Bobagem… Tão arrumando aspectos da teoria da evolução pra reafirmar seus dogmas e crenças. É quase o mesmo que pegar trechos bíblicos e transformar aquilo em selvagerias e absurdos. Nada mais.

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    • Diego,
      Eu concordo contigo. Eu também não digo que a homossexualidade é prejudicial do ponto de vista evolutivo, mas a valorização da família tradicional como o padrão é benéfica. Mas no geral, concordo com teu argumento que a existência de homossexuais, até por que são exceção, não são capazes de prejudicar o equilíbrio populacional.
      E no geral concordo contigo e compartilho de seu ponto de vista.
      Abs,
      LH

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      • Vamos lá Luciano, vamos ao que interessa de fato nessa militância
        gayzista. Eles não querem direitos. Eles querem que todos duvidem de sua
        sexualidade http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/as-barbies-lesbicas-e-os-dis-kens-na-banheira-ou-professor-de-%E2%80%9Chomocultura%E2%80%9D-quer-%E2%80%9Cdesnaturalizar-a-heterossexualidade%E2%80%9D-e-revela-real-objetivo-do-%E2%80%9Ckit-gay/

        Eles querem acabar com noções de força, caráter e masculinidade.
        Querem que homens se vistam de mulherzinhas para serem mais sensíveis
        Querem instigar mulheres a serem mais incisivas em relacionamentos ao ponto de
        torná-los impossíveis. O fato é querem acabar com a fraternidade natural entre homens
        e mulheres. Querem politizar todas relações humanas se não entre homens opressores e
        fêmeas submissas, entre homens insensíveis e homens sensíveis.
        É só ver os fenômenos da Egalia e das feminazis, de militantes gayzistas e coisas afins.
        Não, eles não querem só casar no civil, querem que padres e seus rebanhos se sintam
        humilhados quando casarem nos altares.
        Aos seus leitores homo, que acredito sejam pessoas normais sem desejos de vinganças
        e de poder, quero o melhor, sem perseguições, nem acusações.
        Mas são claros, objetivos dessa canalha política. Transformar o mundo como é a alma
        dessas pessoas atormentadas.

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      • Lugger,
        Este é um blog em investigação de guerra política, com base na dinâmica social, e muitas vezes encontramos coisas que não são o que parecem à primeira vista. Aliás, estou escrevendo um post sobre a PL 122, bastante analítico, mostrando o que é preocupante ou não nessa lei de acordo com a ótica da guerra política.
        Vamos lá.
        Segundo a técnica porta na cara, muitas vezes se pede algo absurdo, que será negado, e em seguida surge um outro pedido, mais brando, que tende a ser aceito. Claro que as vezes, eles aceitam o pedido absurdo, como na Suécia, mas a coisa é temporária, pois é tão contra-evolutiva que não vai demorar para eles serem motivo de chacota.
        O que o movimento LGBT quer de fato é a criminalização do cristianismo, por isso criaram a PL 122. O Kit Gay é só um pedido absurdo para que, quando for aprovada a PL 122, ninguém reclame, pois este é o pedido ameno.
        Portanto, não se preocupe com a questão deles quererem “acabar com noções de força, caráter e masculinidade”.
        Isto é apenas uma jogada da parte deles para tentar aprovar o PL 122.
        Abs,
        LH

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  9. E desta nasce a frase “O que você faz não importa, desde que eu não seja obrigado a concordar contigo…” 😀

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    • Sim, Luciano, sei das artimanhas para os quais eles buscam isso. Mas o que me questiono não são os comos, e sim os porquês.
      E sei que eles não querem acabar com as características acima citadas, mas sim, ter monopólio delas. Como demonstrado na pacifica manifestação da IPCO. Afinal eles ridicularizam qualquer característica que eles não tem monopólio. E falo de todas as franjas do partido, falando em termos de gramsci. Afinal o objetivo é tornar o partido ( para isso logicamente submeter até o papa) o imperativo categórico da intelectualidade orgânica.

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  10. Excelente texto, o argumento evolucionista foi fundamental para que eu “endireitasse”.
    E quanto ao maior mal do mundo? Este seria a guerra.
    Discordo dessa alegação. As mortes por democídio, ou seja, o assassinato de pessoas por governos, chegaram a 262 milhões no século XX, enquanto as guerras no mesmo período mataram “apenas” 41 milhões.
    Mesmo assim, o argumento do direitismo evolucionista continua inabalado: as democracias mataram apenas 2 milhões desse total de vítimas de democídio, a maioria por bombardeio durante guerras contra ditaduras, já os regimes totalitários colaboraram com 175 milhões de mortes. Esse número prova facilmente que poder sem limites nas mãos de humanos mata sem limites.
    Quanto à prevenção à guerra, R.J. Rummel argumenta que democracias não entram em guerra umas contra as outras. Assim, qualquer um que defenda o governo global como única possibilidade de garantir paz no mundo está cometendo uma fraude intelectual.

    Esquerdistas aceitam a teoria da evolução, mas suas crenças e propostas políticas não são consistentes com ela.
    Vale lembrar que a esquerda já usou o criacionismo como justificativa teórica para matar gente:
    “A vontade de Deus foi que deu aos homens sua forma exterior, sua natureza e suas faculdades. Aquele que destruir a obra de Deus está desta forma combatendo a obra divina, a vontade divina.”
    “O pecado contra o sangue e a raça é o pecado original deste mundo e o fim da humanidade que o comete.”
    “Quem ousa pôr as mãos sobre a mais elevada semelhança de Deus
    [a raça ariana] ofende a essa maravilha do Criador e coopera para a sua expulsão do paraíso.”
    Ou seja, para Hitler os arianos são uma obra especial de Deus, e a mistura de sangue é um sacrilégio contra a Criação. Esse é o tal “racismo darwinista” de Hitler.

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  11. A evolução como apresentada na teoria, e de fato, na realidade, é falsa ou possui muitos pontos frágeis não solucionados, e isto está claro pra mim. Não vou entrar nos méritos da discussão, no entanto. Porque eu concordo que, apesar de não ser adepto da mesma, a considero útil no combate político. Dessa mesma maneira que vc propôs nesse artigo.

    Mas acho que este teu argumento terá mais impacto em direitistas do que em evangélicos/católicos, uma vez que cristãos buscam a verdade (ou deveriam buscá-la) acima de tudo. Por isso, mesmo que não saibam refutar a teoria da evolução, não irão adotá-la no lugar do criacionismo, nunca (ou não deveriam), já que a verdade bíblica vai contra a proposta evolucionista. Note-se que não estou falando que não-religiosos não lutam pela verdade, mas sim que um cristão, em teoria, deveria lutar por aquilo que ele acredita ser verdade, mesmo a altos custos.

    Eu acho que seu texto seria mais impactante se vc sugerisse que estudássemos a teoria da evolução não para adotá-la como visão da realidade, mas sim como ferramenta de ataque ao humanismo. Eu não preciso ser darwinista pra detonar meu adversário humanista utilizando a teoria; basta que meu adversário seja darwinista-humanista, e ele estará vulnerável ao argumento utilizado no texto.

    Bem, ótimo texto, Luciano.

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  12. Acreditar que um dinossauro terópode “evoluiu” e se transformou no pardal que brinca aqui nos galhos da árvore do meu quintal é tão fantasioso quanto crer que um homem se transforma em lobisomem. TE é alo tão ridículo que é preciso mais fé para acreditar naquela merda do que em histórias bíblicas ou em contos de fada ou em Grimm.
    “ah, mas as evidências”….quais ? Existem cerca de 8,7 milhões de espécies no planeta. Para que todas pudessem ter ewvoluido até chegarem onde estão hoje, seria necessário que o registro fóssil estivesse literalmente abarrotado de exemplares de transição, coisa que não está.

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  13. Ayan, acho que já passou da hora de você atualizar a sessão dos livros indicados.

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