O psiquiatra Lyle Rossiter nos comprova que o esquerdismo é uma doença mental

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Geralmente vemos esquerdistas se referirem a quem é da direita como um “louco da direita”, e daí por diante. O problema é que a crença da direita é coerente até com o que a teoria da evolução tem a nos dizer. Enquanto isso, a crença esquerdista é baseada em quê? É isso que começamos a investigar de uma forma mais clínica a partir do livro The Liberal Mind: The Psychological Causes of Political Madness, de Lyle Rossiter, lançado em 2011.

Conforme a review da Amazon, já notamos a paulada que será dada nos esquerdistas:

Liberal Mind traz o primeiro exame profundo da loucura política mais relevante em nosso tempo: os esforços da esquerda radical para regular as pessoas desde o berço até o túmulo. Para salvar-nos de nossas vidas turbulentas, a agenda esquerdista recomenda a negação da responsabilidade pessoal, incentiva a auto-piedade e outro-comiseração, promove a dependência do governo, assim como a indulgência sexual, racionaliza a violência, pede desculpas pela obrigação financeira, justifica o roubo, ignora a grosseria, prescreve reclamação e imputação de culpa, denigre o matrimônio e a família, legaliza todos os abortos, desafia a tradição social e religiosa, declara a injustiça da desigualdade, e se rebela contra os deveres da cidadania. Através de direitos múltiplos para bens, serviços e status social não adquiridos, o político de esquerda promete garantir o bem-estar material de todos, fornecendo saúde para todos, protegendo a auto-estima de todos, corrigindo todas as desvantagens sociais e políticas, educando cada cidadão, assim como eliminando todas as distinções de classe. O esquerdismo radical, assim, ataca os fundamentos da liberdade civilizada. Dadas as suas metas irracionais, métodos coercitivos e fracassos históricos, juntamente aos seus efeitos perversos sobre o desenvolvimento do caráter, não pode haver dúvida da loucura contida na agenda radical. Só uma agenda irracional defenderia uma destruição sistemática dos fundamentos que garantem a liberdade organizada. Apenas um homem irracional iria desejar o Estado decidindo sua vida por ele, ao invés e criar condições de segurança para ele poder executar sua própria vida. Só uma agenda irracional tentaria deliberadamente prejudicar o crescimento do cidadão em direção à competência, através da adoção dele pelo Estado. Apenas o pensamento irracional trocaria a liberdade individual pela coerção do governo, sacrificando o orgulho da auto-suficiência para a dependência do bem-estar. Só um louco iria visualizar uma comunidade de pessoas livres cooperando e ver nela uma sociedade de vítimas exploradas pelos vilões.

O que temos aqui, na obra de Rossiter, é o tratamento do esquerdismo de forma clínica, por um psiquiatra forense. (Um pouco mais no site do autor do livro, e um pouco mais sobre sua prática profissional)

O modelo de mente esquerdista

O livro é bastante analítico, e, por vezes, até chato de se ler. Quem está acostumado a livros de fácil leitura de autores conservadores de direita, como Glenn Beck e Ann Coulter, pode até se incomodar. Outro livro que fala do mesmo tema é Liberalism Is a Mental Disorder: Savage Solution, de Michael Savage. Mas o livro de Savage é também uma leitura informal, embora séria. O livro de Rossiter é acadêmico, de leitura até difícil, sem muitas concessões comerciais, e de um rigor analítico simplesmente impressionante. Se não é sua leitura típica para curar insônia, ao menos o conteúdo poderoso compensa o tratamento seco e acadêmico dado ao tema.

Segundo Rossiter, a mente esquerdista tem um padrão, que se reflete tanto em um padrão comportamental, quanto um padrão de crenças e alegações. Portanto, é possível “modelar” a mente do esquerdista a partir de uma série de padrões. A partir daí, Rossiter investiga uma larga base de conhecimento de desordens de personalidade, e usa-as para modelar os padrões de comportamento dos esquerdistas. Segundo Rossiter, basta observar o comportamento de um esquerdista, mapear suas crenças e ações, e compará-los com os dados científicos a respeito de algumas patologias da mente. A mente esquerdista pode ser classificada como um distúrbio de personalidade por que as crenças e ações resultantes deste tipo de mentalidade se encaixam com exatidão no modelo psiquiátrico do distúrbio de personalidade. As análises de Rossiter são feitas tanto nos contextos individuais (a crença do cidadão esquerdista em relação ao mundo), como nos contextos corporativos (ação de grupo, endosso a políticos profissionais, etc.).

Rossiter nos lembra que a personalidade é socializada pelos pais e pela família, como uma parte do desenvolvimento infantil. Mesmo com a influência do ambiente escolar, são os pais que preparam a criança para o futuro. A partir disso, ele avalia o que é um desenvolvimento sadio, para desenvolver uma personalidade apta a viver em um mundo orientado a valorização da competência, dentro do qual essa personalidade deverá reagir. Uma personalidade sadia reagiria bem a esse mundo já sem a presença dos pais, enquanto uma personalidade com distúrbio não conseguiria o mesmo sucesso. Em cima disso, Rossiter avalia a personalidade desenvolvida com os itens da agenda esquerdista, demonstrando que muitos itens dessa agenda estão em oposição ao desenvolvimento sadio da personalidade.

Para o seu trabalho, Rossiter classifica os esquerdistas em dois tipos: benignos e radicais. Os radicais são aqueles cujas ações (agenda) causam dano a outros indivíduos. De qualquer forma, os esquerdistas benignos (seriam os moderados) dão sustentação aos esquerdistas radicais.

Rossiter define o homem como uma fonte autônoma de ação, ao mesmo tempo em que está envolvido em relações, como as econômicas, sociais e políticas. Isto é definido por Rossiter como a Natureza Bipolar do Homem, pois mesmo que ele seja capaz de ação independente, também é restrito pelo contexto social, na cooperação com os outros. A partir dessa constatação, tudo o mais flui. Para permitir que o homem seja capaz de operar com sucesso em seu ambiente natural, deve existir um desenvolvimento adequado da personalidade. Este desenvolvimento da personalidade surge a partir dos outros, idealmente a mãe e a família.

Outro ponto central: toda a análise de Rossiter é feita no contexto de uma sociedade livre, não de uma sociedade totalitária. Portanto, ele avalia o quão alguém é sadio em termos de personalidade para viver em uma sociedade democrática, e não em uma sociedade formalmente totalitária, como Coréia do Norte, Cuba ou China, por exemplo.

Competência em uma sociedade livre

Fica claro que não devemos esperar de Rossiter avaliação sobre um modelo de personalidade para toda e qualquer sociedade, pois ele é bem claro em seu intuito: desenvolver e estudar personalidades competentes para a vida em uma sociedade livre. A manutenção de tal sociedade requer regras para existir, que devem ser codificadas em leis, hipóteses, assim como regras do senso comum.

Nesse contexto, as habilidades a seguir são aquelas de um adulto competente em uma sociedade com liberdade organizada:

  • Iniciativa – Fazer as coisas acontecerem.
  • Atuação – Agir com propósito.
  • Autonomia – Agir independentemente.
  • Soberania-  Viver independentemente, através da tomada de decisão competente.

Rossiter define os direitos naturais do homem, para uma pessoa adulta vivendo em uma sociedade de liberdade organizada. Estes compreendem o exercício, conforme qualquer um escolher, das habilidades selecionadas acima, todas elas sujeitas às restrições necessárias para uma sociedade com paz e ordem. Assim, direitos naturais resultam da combinação de natureza humana e liberdade humana. Natureza humana significa viver como alguém quiser, sujeito as restrições necessárias para paz e ordem.

Considerando estes atributos humanos, Rossiter define como uma ordem social adequada, aquela que possui os seguintes aspectos:

  1. Honra a soberania do indivíduo
  2. Respeita a liberdade do indivíduo.
  3. Respeita a posse de propriedade e integridade dos contratos.
  4. Respeita o princípio da igualdade sob a lei.
  5. Requer limites constitucionais, para evitar que o governo viole os direitos naturais.

Os aspectos acima são avaliados na perspectiva do indivíduo, não de grupos ou classes, em um processo relacionado à individuação, conceito originado em Jung. Neste processo, o ser humano evolui de um estado infantil de identificação para um estado de maior diferenciação, o que implicará necessariamente em uma ampliação da consciência. A partir daí, surge cada vez mais o conhecimento de si-mesmo, em detrimento das influências externas. Eventuais resistências à individuação são causas de sofrimento e distúrbios psiquícos.

Segundo Rossiter, o indivíduo adulto que passou adequadamente pelo processo de individuação assume de forma coerente seu direito a vida, liberdade e busca da felicidade. Mesmo assim, isso não significa que ele pode fazer o que quiser, pois deve respeitar o individualismo dos outros e interagir com eles através da cooperação voluntária. Assim, o individualismo deve ser associado com mutualidade, para o desenvolvimento de um adulto competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada.

Rossiter estuda com afinco as características de desenvolvimento do invidíduo, de acordo com regras pelas quais ele pode viver em uma sociedade de liberdade organizada, e lista sete direitos individuais do cidadão comum, dentro dos quais ele pode exercitar sua autonomia, livre da interferência do governo:

  1. Direito de auto-propriedade (autonomia)
  2. Direito de primeira posse (para controlar propriedade que não tenha sido de posse de ninguém antes)
  3. Direito de posse e troca (manter, trocar ou comercializar)
  4. Direito de auto-defesa (proteção de si próprio e da proriedade)
  5. Direito de compensação justa pela retirada (a partir do governo)
  6. Direito a acesso limitado (a propriedade dos outros em emergências)
  7. Direito a restituição (por danos a si próprio ou propriedade)

Estes são normalmente chamados de direitos naturais, direitos de liberdade ou direitos negativos. O governo deve ser estruturado para proteger estes direitos, e precisa ser estruturado de forma que não infrinja-os.  A obrigação do governo em uma sociedade de liberdade organizada envolve implementar e sustentar estas regras para proteger o cidadão de infrações cometidas tanto por outros como pelo próprio governo.

Eis que surge o problema da mente esquerdista, que quer atacar basicamente todos os pilares acima. Em cima disso, Rossiter levanta as crenças da mente esquerdista, que, juntas, dão um fundamento do modelo da mente deles:

  1. Modelos sociais ideais tradicionais estão ultrapassados e não se aplicam mais.
  2. A direção do governo é melhor do que ter os cidadãos tomando conta de si próprios.
  3. A melhor fundação política de uma sociedade organizada ocorre através de um governo centralizado.
  4. O objetivo principal da política é alcançar uma sociedade ideal na visão coletiva.
  5. A significância política do invidíduo é medida a partir de sua adequação à coletividade.
  6. Altruísmo é uma virtude do estado, embutida nos programas do estado.
  7. A soberania dos indivíduos é diminuída em favor do estado.
  8. Direitos a vida, liberdade e propriedade são submetidos aos direitos coletivos determinados pelo estado.
  9. Cidadãos são como crianças de um governo parental.
  10. A relação do indivíduo em relação ao governo deve lembrar aquela que a criança possui com os pais.
  11. As instituições sociais tradicionais de matrimônio e família não são muito importantes.
  12. O governo inchado é necessário para garantir justiça social.
  13. Conceitos tradicionais de justiça são inválidos.
  14. O conceito coletivista de justiça social requer distribuição de riqueza.
  15. Frutos de trabalho individual pertencem à população como um todo.
  16. O indivíduo deve ter direito a apenas uma parte do resultado de seu trabalho, e esta porção deve ser especificada pelo governo.
  17. O estado deve julgar quais grupos merecem benefícios a partir do governo.
  18. A atividade econômica deve ser cuidadosamente controlada pelo governo.
  19. As prescrições do governo surgem a partir de intelectuais da esquerda, não da história.
  20. Os elaboradores de políticas da esquerda são intelectualmente superiores aos conservadores.
  21. A boa vida é um direito dado pelo estado, independentemente do esforço do cidadão.
  22. Tradições estabelecidas de decência e cortesia são indevidamente restritivas.
  23. Códigos morais, éticos e legais tradicionais são construções políticas.
  24. Ações destrutivas do indivíduo são causadas por influências culturais negativas.
  25. O julgamento das ações não deve ser baseado em padrões éticos ou morais.
  26. O mesmo vale para julgar o que ocorre entre nações, grupos éticos e grupos religiosos.

Como tudo na vida, o aceite de crenças tem consequências. No caso do aceite das crenças esquerdistas, consequências incluem:

  1. Dependência do governo, ao invés de auto-confiança.
  2. Direção a partir do governo, ao invés da auto-determinação.
  3. Indulgência e relativismo moral, ao invés de retidão moral.
  4. Coletivismo contra o individualismo cooperativo.
  5. Trabalho escravo contra o altruísmo genuíno.
  6. Deslocamento do indivíduo como a principal unidade social econômica, social e política.
  7. A santidade do casamento e coesão da família prejudicada.
  8. A harmonia entre a família e a comunidade prejudicada.
  9. Obrigações de promessas, contratos e direitos de propriedade enfraquecidos.
  10. Falta de conexão entre premiações por mérito e justificativa para estas premiações.
  11. Corrupção da base moral e ética para a vida civilizada.
  12. População polarizada em guerras de classes através de falsas alegações de vitimização e demandas artificiais de resgate político.
  13. A criação de um estado parental e administrativo idealizado, dotado de vastos poderes regulatórios.
  14. Liberdade invididual e coordenação pacífica da ação humana severamente comprometida.

Aliás, eu acho que Rossiter esqueceu de consequências adicionais como: (15) Aumento do crime, devido a tolerância ao crime, e (16) Incapacidade de uma base lógica para que a sociedade sequer tenha condição de julgar o status em que se encontra.

Por que a mente esquerdista é uma patologia?

Para Rossiter, a melhor forma de avaliar a mente do esquerdista é a através dos valores que ele tem, e os que ele rejeita. Mais:

Como todos os outros seres humanos, o esquerdista moderno revela seu verdadeiro caráter, incluindo sua loucura, nos valores que possui e que descarta. De especial interesse, no entanto, são os muitos valores sobre os quais a mente esquerdista não é apaixonada: sua agenda não insiste em que o invidívuo é a principal unidade econômica, social e política, ele não idealiza a liberdade individual em uma estrutura de lei e ordem, não defende os direitos básicos de propriedade e contrato, não aspira a ideais de autonomia e reciprocidade autênticas. Ele não defende a retidão moral ou sequer compreende o papel crítico da moralidade no relacionamento humano. A agenda esquerdista não compreende uma identidade de competência, nem aprecia sua importância, e muito menos avalia as condições e instituições sociais que permitam seu desenvolvimento ou que promovam sua realização. A agenda esquerdista não compreende nem reconhece a soberania, portanto não se importa em impor limites estritos de coerção pelo estado. Ele não celebra o altruísmo genuíno da caridade privada. Ele não aprende as lições da história sobre os males do coletivismo.

Rossiter diz que as crianças não nascem com este “programa”, que é adquirido especialmente durante o aprendizado escolar. Em resumo: um adulto, competente para operar em uma sociedade de liberdade organizada, na maior parte das vezes adquire estes valores dos pais e da família, mas um esquerdista radical não.

Basicamente, o esquerdismo pode ser caracterizado como uma neurose, baseada nos traumas do relacionamento com a família durante o desenvolvimento da personalidade. Sendo uma neurose de transferência, ela compreende as projeções inconscientes das psicodinâmicas da infância nas arenas políticas da vida adulta. É o resultado de uma falha no treino da criança nos elementos psicodinâmicos básicos de um adulto, competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada. (Obviamente, um esquerdista jamais irá reconhecer as “fendas” em seu desenvolvimento de criança até um adulto)

Rossiter nos diz mais:

Sua neurose é evidente em seus ideais e fantasias, em sua auto-justiça, arrogância e grandiosidade, na sua auto-piedade, em suas exigências de indulgência e isenção de prestação de contas, em suas reivindicações de direitos, em que ele dá e retém, e em seus protestos de que nada feito voluntariamente é suficiente para satisfazê-lo. Mais notadamente, nas demandas do esquerdista radical, em seus protestos furiosos contra a liberdade econômica, em seu arrogante desprezo pela moralidade, em seu desafio repleto de ódio contra a civilidade, em seus ataques amargos à liberdade de associação, em seu ataque agressivo à liberdade individual. E, em última análise, a irracionalidade do esquerdista radical é mais aparente na defesa do uso cruel da força para controlar a vida dos outros.

Agora fica mais fácil entender por que os esquerdistas são tão frustrados e raivosinhos em suas interações, não?

Os cinco déficits principais do esquerdista

Um esquerdista apresenta, segundo Rossiter, cinco principais déficits, cada um mais evidente nas diversas fases do desenvolvimento, desde os primeiros meses após o nascimento, até a entrada da fase adulta.

Confiança básica: O primeiro déficit relaciona-se a confiança básica. Isto é, a falta de confiança nos relacionamentos entre pessoas por consentimento mútuo. Por isso, o esquerdista age como se as pessoas não conseguissem criar boas vidas por si próprios através da cooperação voluntária e iniciativa individual. Por isso, colocam toda essa coordenação nas mãos do estado, que funciona como um substituto para os pais. Se a criança não consegue conviver com os irmãos, precisa de pais como árbitros. Este déficit inicia-se no primeiro ano de vida. As interações positivas de uma criança com a mãe o introduzem a um mundo de relacionamento seguro, agradável, mutuamente satisfatório e a partir do “consentimento” entre ambas as partes. Mas caso exista um relacionamento anormal e abusivo na infância, algo de errado ocorre, e essa aquisição de confiança básica é profundamente comprometida. Lembremos que a ingenuidade é problemática, mas o esquerdista é ingênuo perante o governo, que tem mais poder de coerção, enquanto suspeita dos relacionamentos humanos não abitrados pelo governo.

Autonomia: Após os primeiros 15 meses, uma criança começa a incorporar os fundamentos de autonomia, auto-realização, assim como fundamentos de mutualidade, ou auto-realização (assim como realização dos outros). A partir dessa fase, a criança começa a agir por si própria para ter suas necessidades satisfeitas, de acordo com aqueles que cuidam dela. Junto com a ideia de autonomia, surgem ideias como auto-confiança, auto-direção e auto-regulação. A criança “mimada”, que cresce dependente do excesso de indulgência dos pais é privada das virtudes de auto-confiança e auto-controle e de atitudes necessárias para cooperação com os outros.

Iniciativa: No desenvolvimento normal, esta é a capacidade de se iniciar bons trabalhos para bons propósitos, sendo desenvolvida nos primeiros quatro ou cinco anos da vida de uma criança. No caso da falta de iniciativa, há falta de auto-direção, vontade e propósito, geralmente buscando relacionamentos com os outros de forma infantil, sempre pedindo por condescendência, ao invés de lutar para ser respeitado. Pessoas como esta personalidade normalmente assumem um papel infantil em relação ao governo, votando para aqueles que prometem segurança material através da obrigação coletiva, ao invés de votar naqueles comprometidos com a proteção da liberdade individual. A inibição da iniciativa pode ocorrer por culpa excessiva adquirida na infância, surgindo, por instância, do completo de Édipo.

Diligência: Assim como a iniciativa é a habilidade de iniciar atos com boas metas, diligência é a habilidade para completá-los. A criança, no seu desenvolvimento escolar, se torna apta a completar suas ações de forma cada vez mais competente. Na fase da diligência, a criança aprende a fazer e realizar coisas e se relacionar de formas mais complexas com pessoas fora de seu núcleo familiar. A meta desta fase é o desenvolvimento da competência adulta. É a era da aquisição da competência econômica e da socialização. Nessa fase, se aprende a convivência de acordo com códigos aceitos de conduta, de acordo com as possibilidades culturais de seu tempo, de forma a canalizar seus interesses na direção da cooperação mútua. Quando as coisas não vão muito bem, surgem desordens comportamentais, uso de drogas, ou delinquência, assim como o surgimento de ações que sabotam a cooperação. A tendência é a geração de um senso de inferioridade, assim como déficits nas habilidades sociais, de aprendizado e identificações construtivas, que deveriam ser a porta de entrada para a aquisição da competência adulta. Atitudes que surgem destas emoções patológicas podem promover uma dependência passiva comportamental como uma defesa contra o medo diante das relações humanas, vergonha, ou ódio.

Identidade: O senso de identidade do adolescente é alterado assim que ele explora várias personas, múltiplas e as vezes contraditórias, na construção de seu self. Ele deve se confrontar com novos desafios em relação ao balanço já estabelecido entre confiança e desconfiança, autonomia e vergonha, iniciativa e culpa, diligência e inferioridade. Esta fase testa a estabilidade emocional que foi desenvolvida pela criança, assim como sua racionalidade, sendo de adequação e aceitabilidade, superação de obstáculos, e o aprofundamento das habilidades relacionais. O desenvolvimento desta identidade adulta envolve o risco percebido de acreditar nas instituições sociais. O adulto quer uma visão do mundo na qual possa acreditar. Isto é especialmente importante se ele sofreu formas de abuso anteriormente. Sua consciência ampliada de quem ele é facilita uma integração entre suas identidades do passado e do presente com sua identidade do futuro. Nesta fase do desenvolvimento o jovem pode ser vítima das ofertas ilusórias do esquerdismo. É a fase “final” da escolha.

Uma cura para o esquerdismo?

Com uma identidade mantida por uma série de neuroses, o esquerdista não consegue mais assumir responsabilidades pelos seus atos, e muito menos pelas consequências de suas ações. Tende a se fazer de vítima para conseguir o que quer, e não se furta em mentir para conseguir seus objetivos. É quando podemos questionar: há uma cura para isso tudo? Possivelmente, mas a questão é que o esquerdista deve buscar ajuda por si próprio, mas quanto mais ele estiver recebendo reforço de seus grupos, menos vontade ele terá para fazê-lo. Ao contrário, mesmo com tantos déficits e tamanhos delírios, ele sempre julgará estar com a razão.

Diante disso, quem pode fazer algo pelos esquerdistas são os direitistas, mas isso só pode acontecer pela via da refutação e do desmascaramento de suas ações. Incapazes de julgarem seus próprios atos, jamais se deve confiar no auto-julgamento de um esquerdista. Todas as auto-rotulagens e outro-rotulagens tendem a ser mentirosas, assim como seus argumentos. A refutação de uma parte externa, não contaminada pela ideologia esquerdista, é a única alternativa que pode dar um fio de esperança ao esquerdista.

Entretanto, mesmo que ainda exista esperança para o esquerdista, os maiores afetados são os não-esquerdistas, que possuem suas vidas impactadas por suas crenças. Por isso, as nossas ações não devem ser realizadas primeiramente em prol de salvar os esquerdistas de suas patologias (envergonhando-o, por suas mentiras, assim como denunciando suas chantagens emocionais) , mas sim por salvar-nos das consequências de suas neuroses e psicoses.

Nesse intento, entender por que eles achem assim, como eles se sentem, e o que os tornou assim, passa a ser essencial. Neste ponto, a obra de Lyle Rossiter é simplesmente um achado.

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  1. Falando em doença mental, viu o Hélio Schwartsman esfregando na cara dos ativistas a etimologia do sufixo -ismo e explicando que “homossexualismo” não significa doença, mas simplesmente uma palavra que designa a prática daquele que se atrai por alguém do mesmo sexo? Aliás, é daquelas situações em que podemos perguntar se marxismo, humanismo e neoateísmo podem ser enquadrados como doenças mentais que geram em seus portadores o delírio de achar que tudo que tem “ismo” é doença, bem como perguntar que doença há em quem pratica pedestrianismo e ciclismoismo e outras tantas coisas que usam esse mesmo sufixo tão corrente em nosso idioma. Claro que é bem possível que se dê um tilt na cabeça do cara, por possivelmente ele ter cabulado a aula que explicava prefixos e sufixos e sequer se dê conta do que significam essas palavras.
    Aliás, seria interessante falar um pouco sobre a prática de marxistas-humanistas-neoateístas em ressignificarem as palavras de maneira planejada (e, portanto, diferente da ressignificação espontânea que pode surgir com o passar dos anos de uso da palavra pelas pessoas comuns) e, dotados dessa ressignificação que só eles sabem qual é, começam a atacar os do povo que sempre usaram determinadas palavras nos sentidos mais correntes, como tentativa de criar clima de censura branca.

    Exemplos disso: o tal lance do “homossexualismo” acima citado, mas também podemos aqui incluir “mulato” (que tentam fazer passar por “filho de mula”, para que o mestiço de negro e branco fique com vergonha de sua ancestralidade europeia, mesmo que se dê muito bem com ela e tenha identificação, quando na realidade a etimologia está mais para o termo árabe usado para quem tem ancestralidade mista), dizer que a categoria “pardo” do IBGE (mestiço, podendo incluir quem não tenha ancestralidade africana, como o caso de muitos mestiços da região Norte) significaria “negro” e justificaria a soma com a categoria “preto” (gerando a incrível distorção de dizer que a região Norte do país, segundo o Mapa da Violência 2012, seria aquela em que mais se mata negros no país, quando na realidade é aquela onde mais se mata mestiços, seja porque a maioria absoluta da população de lá é e se identifica como mestiça, seja porque há mais violência mesmo e ela poderia sujeitar a qualquer um, independente da cor), “vadia” como coisa boa (sendo que sua etimologia, do latim vagativus, transmite a ideia de alguém que anda sem rumo, podendo aí ser aplicado a uma mulher que faça sexo pelo sexo e não esteja nem aí para as consequências, mesmo que gere filhos) ou ficar achando ruim termos como “torturar os números para que eles nos digam alguma coisa” (jargão comum para se falar sobre distorções feitas com estatísticas verdadeiras). Podemos aí incluir tentativas de dizer que a linguagem corrente seria geradora de ambiente favorável para o cometimento de crimes, referindo-se aos termos populares com o pior sentido que eles possam ter ou mesmo retornando-se ao passado de um termo que originalmente poderia ser pejorativo, mas que o uso natural dele tirou tal significado (pensemos, por exemplo, em “aluno”, que no passado poderia significar em latim “sem luz”, mas que o tempo e o uso natural do povo encarregou-se de torná-lo igual a “estudante”, sem que houvesse ideólogos na jogada).
    Observemos que a ressignificação de origem espontânea leva mais tempo e é processada sem que haja líderes específicos, em um processo gradual. Pode até haver ressignificações espontâneas súbitas, caso uma palavra acaba se tornando algo ruim devido a um evento histórico traumático associado (
    Claro que no tal procedimento de ressignificação artificial embute-se um Derridazinho básico, mas há sempre o componente de má fé, que é o de dizer que alguém que sempre disse aquela palavra e sem qualquer maldade é um monstro por usar tais termos, bem como a tentativa de transformar em monstros a maioria de uma população que sempre usou tais termos.

    Vejamos que é um processo que inclusive desconsidera o que o próprio povo pensa, bem como o que pensa quem porventura possa ser denominado por uma determinada palavra que o tal agente quer que seja vista como ruim para em cima disso capitalizar, mas que o próprio alvo da denominação use de maneira neutra ou boa.

    • Erraste quanto à origem etimológica da palavra aluno. Não tem nada a ver com “sem luz”. Isso é um mito popular que engana os descuidados (ver aqui http://pt.wikipedia.org/wiki/Aluno).

      Presumo, ainda, que sejas cristão, pelo tom de depreciação do ateísmo. Nisso, colocas tua argumentação anti-esquerda sob suspeita, porque, crendo em algo (sobrenatural) logicamente falho e desamparado de corroboração empírica, revelas um desapego à razão quando conveniente, que pode transparecer em outros pontos cegos intelectuais teus. Talvez o anti-esquerdismo e anti-humanismo sejam alguns deles.

      De qualquer forma, concordo contigo quanto à usurpação dos significados praticada pelos politicamente corretos – no geral acho que desenvolveste um bom texto argumentativo. Também repudio a esquerda, mas sou ateu convicto, como qualquer que preza a razão sempre é obrigado a ser. Acho que sou um libertário.

      • Francisco,

        Pelo que notei, o Cidadão usou um argumento anti-neo-ateísta, e não anti-ateísta.

        Aliás, como você prova que o crente possui “desapego à razão” por causa da opção por Deus?

        Aliás, como você diz que “preza a razão” mas não consegue provar sua maior racionalidade em comparação aos outros?

        A prova de sua “maior razão” surge a partir de quê? Auto-declaração?

        Aliás, eu sou ateu não-humanista…

        Aliás, é estranho para um libertário, que deveria defender meritocracia, tentar ganhar debate por auto-declaração de “razão” ao invés de resultados comparativos/competitivos.

        Abs,

        LH

      • Não inverta o ônus da prova, Luciano. Eu não inventei deuses. A alegação da existência é que precisaria ser provada, mas não pode por falta de corroboração empírica, como eu disse claramente. Além disso, o conceito de deuses é logicamente inconsistente (não é falseável), portanto não pode sequer se manter até a fase de corroboração empírica. O conceito é vazio de significado – só coisas falseáveis têm significado. Isso é uma questão filosoficamente bem resolvida. Não há racionalidade qualquer na crença no sobrenatural, como expliquei agora. Repito, falta consistência lógica, principalmente, e corroboração empírica. Eis a minha “prova”.

      • Eu não inverti ônus de prova nenhum. Alegação de existência ou de inexistência ambas precisam ser provadas, pois há um alegador. Não existe um argumento em favor de “não se prova inexistência” (quer dizer que se um médico afirmar que não existem sintomas de uma certa doença, ele não precisa se responsabilizar?).

        Você acabou de falar que a alegação de Deus não pode ser provada ou desprovada empiricamente, e então pede uma prova empírica. Se assim for, você estaria sendo irracional ao pedir algo que não pode ser provado empiricamente, e ainda assim tomar uma decisão sem ter feito o teste empírico. Ou seja, a decisão mais racional de acordo com suas premissas é a do agnosticismo.

        Por isso, sou um ateu agnóstico, ao invés de um “ateu convicto”, que sempre tem que lançar mão de truques semânticos para manter a auto-estima em debate, mas aí sempre pode surgir o constrangimento de aparecer um cético político pela frente.

        O texto abaixo é longo, mas pode te ajudar a não sofrer mais um papelão assim: http://lucianoayan.com/2012/10/17/fechando-o-caso-a-favor-do-ceticismo-politico-e-do-duelo-cetico/

        Você disse que “só coisas falseáveis tem significado”, mas isso também não está provado logicamente. Poderíamos dizer que qualquer coisa tem significado, desde que gere resultados para alguém. Neste caso, aquilo para o qual não temos uma avaliação empírica, pode-se escolher sem o uso da avaliação empírica, e obtermos um resultado ou não. Como se vê, não há um argumento para ignorar forçosamente coisas que não possuem avaliação empírica.

        Você não consegue demonstrar que há mais “racionalidade” na crença no sobrenatural.

        Aliás, falta consistência lógica em teu argumento, ao dizer que as coisas só podem ter significado se tiverem comprovação empírica. Mas onde existe a comprovação empírica para a hipótese de um universo sem Deus? Na verdade, a avaliação empírica só pode nos levar ao agnosticismo, não ao ateísmo ou teismo…

        Mas não foi essa a “prova” que eu pedi.

        Eu pedi outras provas:

        (1) A de que há mais racionalidade no ateísmo que no teísmo? E vc fracassou neste…
        (2) A de que há mais racionalidade em você do que no teísta… E isso seria importante, pois poderíamos cancelar contratações de teístas para funções de análise, por exemplo… mas de um grande time de analistas, temos muitos teístas, como ateístas (proporcionais as faixas populacionais), então a alegação de “maior racionalidade”, feita por um ateu, para obter o benefício desta alegação, é IMPORTANTÍSSIMA em meu paradigma de meu ceticismo político.

        Então, devemos rejeitar o ato de você tentar se vender para nós como “mais racional”, somente por causa de seu ateísmo (e eu sou ateu, e não me vendo por causa disso, pois sei que não posso provar), pois, se aceitarmos essa idéia, teremos um impacto social devastador, ao mesmo tempo em que a crença sua (ateu é “da razão” e teísta é “anti-razão”) é completamente carente de provas… empíricas.

        Tente trabalhar melhor em suas buscas para provar sua “maior racionalidade”.

        Aguardo.

        Abs,

        LH

      • Caro Luciano, entendo suas colocações lógicas, mas tentarei colocar a ideia da maior racionalidade no ateísmo de uma maneira simples.

        Eu tendo a pensar que é mais racional não acreditar em algo cuja existência não está embasada em evidências concretas, do que acreditar nesse mesmo algo, apesar da falta de evidências para sua existência. O ateísmo, como creio que o próprio Dawkins coloca em seu “The God Delusion”, não se sustenta na crença firme e convicta da não existência de um deus. O que se pode propor é uma escala de probabilidade, afirmando-se, quando muito, que essa existência é improvável. No entanto, os ateus se colocam como céticos, não aceitando a existência de algo, sem que haja evidências concretas para a mesma. Já os teístas seguem o caminho oposto. Afirmam convictamente (ou nem tanto) a existência de um deus, mesmo sem evidências para tal.

        É claro que você inverteu o ônus da prova, pois obviamente a alegação de inexistência é “provada” pela ausência de “provas” que corroborem a existência. E com isso eu nem quero afirmar que se prova a inexistência de deus (note as aspas), mas sim que a ausência de indícios, sinais ou evidências de sua existência fala muito mais a favor da racionalidade do pensamento ateísta (“não acredito até que se prove o contrário”), do que da do pensamento teísta (“acredito, mesmo sem prova alguma”).

        Aqui, para clarificar mais, basta usar aquela velha e batida comparação entre a existência da divindade e a existência de outros seres sobrenaturais: elfos, fadas, unicórnios. Como se “prova” a não existência deles? Ora, obviamente, pelo pouco que conceituamos acerca do universo, temos a noção (ainda que limitada pelo intelecto, pelos sentidos, pelas abstrações conceituais e pela razão humanos) de que tudo que existe deixa “impressões perceptíveis”, marcas, na realidade. Aquilo que não existe, por oposição, não deixaria “impressão” alguma que pudesse ser captada por nós. Logo, não se poderia “provar” a não existência de algo buscando marcas concretas no universo. A não ser, claro, que alguém pudesse escrutinar todo o universo, para depois atestar, com segurança, que nenhuma prova de fato haveria, de modo que estaria determinado que tal coisa certamente não existiria. Como isso é pouco prático, para dizer o mínimo, o que nós fazemos é inferir e pressupor a não existência (ou negar a existência) de tudo aquilo para o qual não temos “provas” do contrário. Obviamente, uma vez que as provas se apresentem, todos os que pensam racionalmente teriam, por coerência, que deixar de não acreditar e passar a acreditar. Sendo assim, parece-me lógico que o ônus da prova esteja naqueles que querem provar a existência de algo.

        Não sei se fui claro. Espero que eu tenha sido coerente. Gostaria de saber sua opinião sobre a ideia. Como eu mesmo coloquei, propositadamente, no início do meu texto, “eu tendo a pensar” assim. Não é uma verdade absoluta, mas uma constatação racional, sujeita a falhas, as quais, se houver, eu espero que você aponte.

        Abraços.

        PS: Quando o Francisco coloca que a existência de um deus não “pode ser provada”, creio que ele o fez querendo dar a entender que ela não tem bases para ser provada atualmente, não que é impossível de ser provada em qualquer momento. Foi apenas um escorregão na ambiguidade semântica do verbo “poder”.

      • Felipe Sales,
        Entendi seu discurso, mas mostrarei que ele é mais marketing pessoal (puramente emocional, não racional), do que avaliação dos fatos.
        Eu tendo a pensar que é mais racional não acreditar em algo cuja existência não está embasada em evidências concretas, do que acreditar nesse mesmo algo, apesar da falta de evidências para sua existência.
        Mas isso não é comprovação de maior racionalidade. É somente um truque semântico. Bastaria então o teísta dizer “Eu não acredito na hipótese ateísta para o cosmo”. Mas de novo, isso não é evidência de maior racionalidade, mas truque retórico para auto-venda.
        O que se pode propor é uma escala de probabilidade, afirmando-se, quando muito, que essa existência é improvável.
        Eu li o livro God Delusion, e a escala de probabilidade de Dawkins é totalmente irracional. Não se inventa probabilidades do nada, e esse é um dos erros de Dawkins. Aliás, o argumento dele (o Boeing 747) comete um salto indutivo bizarro.
        No entanto, os ateus se colocam como céticos, não aceitando a existência de algo, sem que haja evidências concretas para a mesma. Já os teístas seguem o caminho oposto. Afirmam convictamente (ou nem tanto) a existência de um deus, mesmo sem evidências para tal.
        É exatamente o oposto do que você disse. Não há evidências de maior ceticismo ou não em ateus ou teístas. Teístas apenas entendem que o mundo dá indícios de uma força maior, e ateístas dizem que não há. Mas ambas são apostas de fé, não testáveis empiricamente. Ambas são afirmações sobre as quais não temos evidência alguma para DAR UM PARECER.
        É claro que você inverteu o ônus da prova, pois obviamente a alegação de inexistência é “provada” pela ausência de “provas” que corroborem a existência.
        Você sabe que isso é apenas uma fraude intelectual de tua parte. Não existe um argumento que diga que “inexistência não precisa ser provada”. Vá dizer isso para um auditor e ele rirá na tua cara! Por exemplo, a afirmação “não existem certificados PMP na operação Samsung da Avenida Paulista” é uma afirmação de inexistência, e pode ser colocada sob teste. Provavelmente você não entenda o que significa validação e testabilidade de alegações, e pensou por slogans. Mas no mundo real a afirmação “não se testa inexistência” não faz o menor sentido.

        E com isso eu nem quero afirmar que se prova a inexistência de deus (note as aspas), mas sim que a ausência de indícios, sinais ou evidências de sua existência fala muito mais a favor da racionalidade do pensamento ateísta (“não acredito até que se prove o contrário”), do que da do pensamento teísta (“acredito, mesmo sem prova alguma”).
        É exatamente o oposto. O truque é semântico e não comprova maior racionalidade. Se os teístas soubessem que o discurso neo-ateu é somente truque e nada mais (e sem um traço de racionalidade), escreveriam “não acredito na hipótese ateísta” enquanto o neo-ateu diria “não acredito na hipótese teísta”. Bastando dizer “não acredito”, joga-se o ônus da prova pro outro? Truque ridículo, que não cola diante de um investigador de fraudes intelectuais, sorry.
        Aqui, para clarificar mais, basta usar aquela velha e batida comparação entre a existência da divindade e a existência de outros seres sobrenaturais: elfos, fadas, unicórnios. Como se “prova” a não existência deles?
        Mas ninguém pediu para se provar a “inexistência” de elfos, fadas e unicórnios. Rs. Ninguém pediu por que NINGUÉM ALEGOU a existência de elfos, fadas e unicórnios. Era só estudar um pouco sobre teste e validação. Recomendo um pouco da leitura sobre investigação de fraudes e perícia forense, pois esse discurso teu não faz sentido algum.
        Ora, obviamente, pelo pouco que conceituamos acerca do universo, temos a noção (ainda que limitada pelo intelecto, pelos sentidos, pelas abstrações conceituais e pela razão humanos) de que tudo que existe deixa “impressões perceptíveis”, marcas, na realidade. Aquilo que não existe, por oposição, não deixaria “impressão” alguma que pudesse ser captada por nós. Logo, não se poderia “provar” a não existência de algo buscando marcas concretas no universo.
        De novo o blá blá blá que é um mingau sem sentido…
        Você está confundindo a alegação padrão teísta, que não alega existir uma “criatura em um local específico”, com a alegação “há um elfo no quintal”. Esse truque extremamente irracional é a inversão de planos. Que eu saiba, erro lógico não é evidência de “racionalidade”.
        A não ser, claro, que alguém pudesse escrutinar todo o universo, para depois atestar, com segurança, que nenhuma prova de fato haveria, de modo que estaria determinado que tal coisa certamente não existiria.
        Não há irracionalidade maior do que tratar a hipótese de um oponente (no seu caso, são os teístas) de forma que não tem nada a ver com a hipótese dele. A idéia de “visitar todo o universo” só faria sentido se os teístas alegassem que Deus mora em algum lugar do universo. Notou que essa argumentação tua só impressionaria incautos?
        Não sei se fui claro. Espero que eu tenha sido coerente. Gostaria de saber sua opinião sobre a ideia. Como eu mesmo coloquei, propositadamente, no início do meu texto, “eu tendo a pensar” assim. Não é uma verdade absoluta, mas uma constatação racional, sujeita a falhas, as quais, se houver, eu espero que você aponte.
        Não há um acerto sequer em seu discurso, que é extremamente irracional.
        Veja. O neo-ateísmo é um discurso composto de fraudes intelectuais para impressionar os mais ingênuos, mas com um pouco de prática, percebemos as fraudes.
        Eu sou ateu, e duvido que Deus exista, mas eu não iria me rebaixar tanto empilhando uma fraude intelectual atrás da outra. O momento de “vasculhar todo o universo” (quando os teístas nem falaram que o Deus no qual eles acreditam mora em algum lugar do universo) é um exemplo da extrema irracionalidade de sua argumentação. Todo o discurso de “ônus de prova”, como vimos, não passa de um truque semântico, e quem já viu qualquer auditor trabalhar (e já apliquei vários workshops para investigadores de fraudes) sabe que essa frase “não se prova inexistência” não tem nenhuma relação com o mundo real.
        Entre ateísmo e teísmo, não dá para dizer qual é a opção mais racional. Mas que o neo-ateísmo é mais irracional, quanto a isso não temos dúvidas.
        Exemplo de “alta racionalidade” do neo-ateísmo: http://lucianoayan.com/2013/06/29/todos-os-argumentos-neo-ateistas-em-um-unico-video/

      • “Felipe Sales,
        Entendi seu discurso, mas mostrarei que ele é mais marketing pessoal (puramente emocional, não racional), do que avaliação dos fatos.”

        Luciano, não é marketing pessoal, é a simples tentativa racional de corroborar meus valores pessoais, para que eu não me sinta mal por tê-los escolhido. =D Brincadeiras à parte, vamos a avaliação dos seus fatos.

        “Mas isso não é comprovação de maior racionalidade. É somente um truque semântico. Bastaria então o teísta dizer “Eu não acredito na hipótese ateísta para o cosmo”. Mas de novo, isso não é evidência de maior racionalidade, mas truque retórico para auto-venda.”

        Você confunde “truque semântico” com pura “semântica”. Existe uma diferença ontológica entre o “acreditar” e o “não acreditar”. Mas eu concordo com você, bastaria o teísta dizer “eu não acredito” e ele estaria a meio caminho de entender a própria fragilidade de sua crença.

        “Eu li o livro God Delusion, e a escala de probabilidade de Dawkins é totalmente irracional. Não se inventa probabilidades do nada, e esse é um dos erros de Dawkins. Aliás, o argumento dele (o Boeing 747) comete um salto indutivo bizarro.”

        Aqui eu te dou plena razão. Observe, no entanto, que eu não afirmei que a escala era boa ou que a existência de deus era improvável. O que eu disse foi que mesmo Dawkins só pode chegar ao máximo de dizer que ele é improvável, não impossível. Você está tentando me desqualificar pelos erros do Dawkins, não pelos meus.

        “É exatamente o oposto do que você disse. Não há evidências de maior ceticismo ou não em ateus ou teístas. Teístas apenas entendem que o mundo dá indícios de uma força maior, e ateístas dizem que não há. Mas ambas são apostas de fé, não testáveis empiricamente. Ambas são afirmações sobre as quais não temos evidência alguma para DAR UM PARECER.”

        Você está novamente dizendo que seria preciso testar a ausência de indícios empiricamente, coisa que tentarei refutar logo mais. Além disso, entendo o que você colocou, sobre teístas também encontrarem indícios da existência de deus, mas são indícios vagos, que não corroboram definitivamente a crença dos mesmos nesse deus.

        “Você sabe que isso é apenas uma fraude intelectual de tua parte. Não existe um argumento que diga que “inexistência não precisa ser provada”. Vá dizer isso para um auditor e ele rirá na tua cara! Por exemplo, a afirmação “não existem certificados PMP na operação Samsung da Avenida Paulista” é uma afirmação de inexistência, e pode ser colocada sob teste. Provavelmente você não entenda o que significa validação e testabilidade de alegações, e pensou por slogans. Mas no mundo real a afirmação “não se testa inexistência” não faz o menor sentido.”

        Claro que faz. Você mesmo reproduziu minha alegação, lá atrás, de que a ausência de provas seria a prova da inexistência. E agora você tenta jogar uma situação pontual e restrita (Samsung da Avenida Paulista), que pode ser facilmente verificável, e compará-la a uma muito maior, de difícil verificação. Como se coloca sob teste a inexistência de certificados na operação Samsung da Avenida Paulista? Não é verificando-se a falta de provas para a existência desses certificados no local? Como se faria isso com a existência de deus? E, mesmo se verificando todo o local, não haveria a possibilidade de esses certificados existirem escondidos em local de difícil verificação, mesmo com uma minuciosa busca e reunião de evidências contrárias?
        Você diz que minha afirmação não faz o menor sentido. Pois bem, dê exemplos claros de como se dá a prova e o teste da inexistência de algo, que não seja pela falta de evidências para sua existência, e eu me calo. Não fique me enrolando.

        “É exatamente o oposto. O truque é semântico e não comprova maior racionalidade. Se os teístas soubessem que o discurso neo-ateu é somente truque e nada mais (e sem um traço de racionalidade), escreveriam “não acredito na hipótese ateísta” enquanto o neo-ateu diria “não acredito na hipótese teísta”. Bastando dizer “não acredito”, joga-se o ônus da prova pro outro? Truque ridículo, que não cola diante de um investigador de fraudes intelectuais, sorry.”

        Sim. De novo, só porque você acha que a semântica é um truque, não quer dizer que isso a invalide. Meu ponto é exatamente o de que o ateísmo não deveria ser constituído pela hipótese da não existência de deus (e aqui eu concordo com a sua rusga contra o neo-ateísmo), mas da refutação da hipótese teísta, pura e simplesmente. Ora, se assim o fosse, não haveria “hipótese” ateísta a ser refutada. Portanto, “não acredito na hipótese ateísta” nem faria sentido. Mas, já que você quer ponderar esse ponto, não é o “não acredito” que joga o ônus da prova para o outro. É o “acredito” que traz o ônus da prova para SI. Não é óbvio isso?

        “Mas ninguém pediu para se provar a “inexistência” de elfos, fadas e unicórnios. Rs. Ninguém pediu por que NINGUÉM ALEGOU a existência de elfos, fadas e unicórnios. Era só estudar um pouco sobre teste e validação. Recomendo um pouco da leitura sobre investigação de fraudes e perícia forense, pois esse discurso teu não faz sentido algum.”

        Você recomenda leituras, mas tudo o que faz para invalidar meu argumento é dizer que “ninguém pediu para se provar a ‘inexistência’” desses seres. Bom, primeiramente, dado o seu próprio conselho, você precisaria de provar que ninguém de fato pediu isso. Ou o ônus da prova é meu? Em segundo lugar, obviamente eu fazia uma comparação abrangente e hipotética, que, se fosse levada adiante, mostraria a dificuldade ou impossibilidade de se provar a não existência de algo. Ou não podemos mais discutir hipóteses?

        “De novo o blá blá blá que é um mingau sem sentido…
        Você está confundindo a alegação padrão teísta, que não alega existir uma “criatura em um local específico”, com a alegação “há um elfo no quintal”. Esse truque extremamente irracional é a inversão de planos. Que eu saiba, erro lógico não é evidência de “racionalidade”.”

        Eu não disse que deus existira em “um local específico”. O que eu disse foi que, pelo que nós pudemos apreender de conhecimento até hoje, tudo o que existe deveria deixar sua marca na realidade. Essa marca deveria ser vista em algo que existe em um local específico ou deveria ser comprovada empiricamente. Não é a existência de deus em um local específico do universo, mas sua existência influenciando diretamente algo que exista em um local específico. Melhor teria sido para você dizer que os teístas vêem essa influência em várias coisas. Teria refutado meu argumento de maneira mais eficaz.

        “Não há irracionalidade maior do que tratar a hipótese de um oponente (no seu caso, são os teístas) de forma que não tem nada a ver com a hipótese dele. A idéia de “visitar todo o universo” só faria sentido se os teístas alegassem que Deus mora em algum lugar do universo. Notou que essa argumentação tua só impressionaria incautos?”

        Novamente, não peço para que encontrem deus sentado em um cantinho do universo, somente uma prova de sua influência na realidade, o que os teístas alegam ter aos montes. A sua argumentação não impressiona ninguém.

        “Não há um acerto sequer em seu discurso, que é extremamente irracional.
        Veja. O neo-ateísmo é um discurso composto de fraudes intelectuais para impressionar os mais ingênuos, mas com um pouco de prática, percebemos as fraudes.
        Eu sou ateu, e duvido que Deus exista, mas eu não iria me rebaixar tanto empilhando uma fraude intelectual atrás da outra. O momento de “vasculhar todo o universo” (quando os teístas nem falaram que o Deus no qual eles acreditam mora em algum lugar do universo) é um exemplo da extrema irracionalidade de sua argumentação.”

        O seu discurso, diferente do meu, até acerta em determinados pontos, mas em uma escala menor, que não valida completamente as suas teses. Você tenta me ridicularizar e apontar sua expertise como bases argumentativas, mas a minha impressão é a de que você não entendeu ou escolheu não entender o que eu disse. Eu já expliquei sobre o fato de deus não morar no universo, mas causar influência sobre ele. Essa influência teria que ser uma prova direta e irrefutável da existência do mesmo, sem poder ser explicada por outros meios, para que se provasse tal existência.

        “Todo o discurso de “ônus de prova”, como vimos, não passa de um truque semântico, e quem já viu qualquer auditor trabalhar (e já apliquei vários workshops para investigadores de fraudes) sabe que essa frase “não se prova inexistência” não tem nenhuma relação com o mundo real.”

        Eu disse, como você pode atestar, que a prova da inexistência é a ausência de provas da existência. Você ainda não me convenceu do contrário.

        “Entre ateísmo e teísmo, não dá para dizer qual é a opção mais racional. Mas que o neo-ateísmo é mais irracional, quanto a isso não temos dúvidas.”

        Tudo bem. Meu convite a você, então, é o de que você justifique o SEU ateísmo sem o uso das minhas “fraudes” ou “falácias”. Eu suponho que você tenha feito sua escolha baseado em algum grau de racionalidade. Eu lhe fiz várias perguntas ao longo do texto, mas minha ideia final é simples: pare de simplesmente tentar ridicularizar a minha racionalização e me apresente a sua. Por que você é ateu?

        PS: desculpe-me pelo tom agressivo em alguns momentos. Eu devo dizer que, você me ridicularizando ou não, o debate intelectual que você propõe é muito instigante e proveitoso. Obrigado por isso.

      • Luciano, não é marketing pessoal, é a simples tentativa racional de corroborar meus valores pessoais, para que eu não me sinta mal por tê-los escolhido.
        Você está confundindo a crença em um evento com “valor pessoal” como se fosse um valor moral? Hehehehe…
        Você confunde “truque semântico” com pura “semântica”.
        Não confundo não. Mudar a forma de apresentar uma proposta é só truque semântico.
        Existe uma diferença ontológica entre o “acreditar” e o “não acreditar”. Mas eu concordo com você, bastaria o teísta dizer “eu não acredito” e ele estaria a meio caminho de entender a própria fragilidade de sua crença.
        Veja como tudo não passa de truque semântico. Se considerássemos seu modelo de realidade, então a hipótese ateísta seria frágil por existir um “não acredito”?
        O que eu disse foi que mesmo Dawkins só pode chegar ao máximo de dizer que ele é improvável, não impossível.
        E daí? O que isso prova? Dizer que algo é “improvável, não impossível” é também um truque psicológico que não muda o fato de aceitação ou não de algo. Por exemplo, eu posso dizer que acho a hipótese humanista impossível ou improvável, mas apenas pelo efeito psicológico, pois eu posso fugir da obrigação de calcular a improbabilidade. Alegar improbabilidade, ao invés de usar a expressão impossível, mas sem trazer o número da probabilidade, é somente truque, que não muda o fato de alguém aceitar ou não uma hipótese.
        Além disso, entendo o que você colocou, sobre teístas também encontrarem indícios da existência de deus, mas são indícios vagos, que não corroboram definitivamente a crença dos mesmos nesse deus.
        Eles acham que os indícios não são vagos, e você acha que são. Aí, por enquanto, temos uma discussão de parquinho.
        E agora você tenta jogar uma situação pontual e restrita (Samsung da Avenida Paulista), que pode ser facilmente verificável
        O que fiz foi provar que a afirmação “não se prova inexistência” é falsa.
        Como se faria isso com a existência de deus? E, mesmo se verificando todo o local, não haveria a possibilidade de esses certificados existirem escondidos em local de difícil verificação, mesmo com uma minuciosa busca e reunião de evidências contrárias?
        Lá vai. Se não há como obter evidências empíricas, o máximo que se pode fazer é estabelecer hipóteses para crer em Deus ou não crer em Deus. E então avaliar o mundo se está coerente com essas hipóteses ou não. Enfim, a racionalidade não está na verificação empírica, por que ela é impossível (basta ler a hipótese dos teístas), mas sim na argumentação dada por alguém para justificar sua crença ou descrença não justificável racionalmente.
        Pois bem, dê exemplos claros de como se dá a prova e o teste da inexistência de algo, que não seja pela falta de evidências para sua existência, e eu me calo. Não fique me enrolando.
        Este é um exemplo de sua irracionalidade. Se eu digo que não há “teste” empírico da existência de Deus, conforme a alegação dos teístas, é enrolação pura continuar pedindo o teste, e não a argumentação. Desculpe, mas sua argumentação é de muito baixo nível.
        Não é preciso disso para não crer em Deus.
        Meu ponto é exatamente o de que o ateísmo não deveria ser constituído pela hipótese da não existência de deus (e aqui eu concordo com a sua rusga contra o neo-ateísmo), mas da refutação da hipótese teísta, pura e simplesmente. Ora, se assim o fosse, não haveria “hipótese” ateísta a ser refutada. Portanto, “não acredito na hipótese ateísta” nem faria sentido. Mas, já que você quer ponderar esse ponto, não é o “não acredito” que joga o ônus da prova para o outro. É o “acredito” que traz o ônus da prova para SI. Não é óbvio isso?
        Você acaba de confessar um truque, só isso. O fato é que se estudarmos o mundo como ele é, e antropologicamente como surgiram as crenças, vemos que não existiam comitês para “registrar hipóteses”, e então usar a cronologia que você sugeriu (mas que só existe em sua cabeça, é uma ficção criada por você). Os animais humanos estabeleciam explicações para o mundo e sua origem, e um cosmo com um criador é uma explicação tão válida como um cosmo sem um criador. Foi só posteriormente que humanistas tentaram enrolar o leitor levando um assunto que era discutido filosoficamente (não sei se você sabia disso) há muito mais tempo para fingir que era hipótese científica, para fazer joguinhos onde fingiam que a discussão era nos moldes da investigação científica (quando o assunto era metafísico). Então, sabemos que toda essa noção de “ônus da prova é de teístas” ou “ônus da prova é de ateístas” não passa de uma encenação que só impressiona ingênuos.
        Vamos lá, de forma resumida: Quando um neo-ateu diz que “o teísta apresentou uma hipótese para afirmar a existência de Deus, de forma que ele pudesse ser testado empiricamente, está mentindo para fingir que está discutindo um assunto que é puramente filosófico”.
        Bom, primeiramente, dado o seu próprio conselho, você precisaria de provar que ninguém de fato pediu isso. Ou o ônus da prova é meu?
        Não, não preciso provar, pois eu modifico a expressão para “duvido que alguém tenha pedido isso”. Mas, mesmo que tenha pedido, mostrarei que a alegação é completamente diferente da alegação filosófica teísta.
        Em segundo lugar, obviamente eu fazia uma comparação abrangente e hipotética, que, se fosse levada adiante, mostraria a dificuldade ou impossibilidade de se provar a não existência de algo. Ou não podemos mais discutir hipóteses?
        Claro que podemos discutir hipóteses, mas somente do jeito que elas são formuladas.
        Quer tratar a coisa CIENTIFICAMENTE mesmo? Há evidências de que temos um instinto para a crença em Deus, e vários psicólogos evolucionistas tratam disso. O problema é que não temos como checar Deus empiricamente, conforme as descrições nas escrituras. Diante disso, temos como aproveitar o instinto natural, ou tentar superá-lo. Não temos evidências ainda de qual opção aumenta ou diminui nossas chances de sobrevivência. A questão de qual decisão mais racional a ser tomada deve ser discutida CIENTIFICAMENTE à luz da teoria da evolução.
        Se quiser fazer EFETIVAMENTE um debate entre ateus, podemos levar a discussão para este nível, ao invés de você tentar prosseguir com truques para tentar enganar teístas ingenuos em redes sociais, mas que não enganam nem a mim, que não sou teísta.
        Eu não disse que deus existira em “um local específico”. O que eu disse foi que, pelo que nós pudemos apreender de conhecimento até hoje, tudo o que existe deveria deixar sua marca na realidade.
        Mas os teístas dizem que pelas marcas na realidade, coerentes com a hipótese deles acreditarem em Deus, a crença na existência de Deus está justificada. Um exemplo é a crença de que o homem é um animal superior aos outros animais, ou a ordem do universo, etc, etc.
        Favor ler isto antes de prosseguirmos, pois parece que você nem entendeu os paradigmas meus para propor algumas sandices que está propondo: http://lucianoayan.com/2013/01/17/quando-o-retorno-em-2011-ao-ateismo-dos-meus-velhos-tempos-fez-uma-legiao-de-neo-ateus-molharem-as-calcas-em-agonia-e-desespero/
        Novamente, não peço para que encontrem deus sentado em um cantinho do universo, somente uma prova de sua influência na realidade, o que os teístas alegam ter aos montes. A sua argumentação não impressiona ninguém.
        Quem disse que quero impressioná-lo. Seu julgamento é apenas emocional. Eu não tenho que provar “a influência na realidade”, apenas avaliar sua argumentação, que é muito frágil. Já descobri truques semânticos, homonímias sutis, mudanças de modo, etc.
        Não dá para nem começar…
        Eu já expliquei sobre o fato de deus não morar no universo, mas causar influência sobre ele. Essa influência teria que ser uma prova direta e irrefutável da existência do mesmo, sem poder ser explicada por outros meios, para que se provasse tal existência.
        Agora o truque é da ampliação. Quer dizer, para um ateu não acreditar não é preciso “ter provas diretas e irrefutáveis de um cosmo sem Deus”, mas para um teísta é preciso “ter provas diretas e irrefutáveis de um cosmo com Deus”. Só isso já mostra a desonestidade intelectual. Isso não é debate racional de tua parte, desculpe.
        Ler mais sobre debate racional: http://lucianoayan.com/2013/06/01/glossario-debate-racional/
        Eu disse, como você pode atestar, que a prova da inexistência é a ausência de provas da existência. Você ainda não me convenceu do contrário.
        É isso é uma grande besteira. Não se prova “inexistência” apenas por dizer que o oponente tem “não tem provas de existência”, seja lá o que você quer dizer com isso, mas, na boa, tudo parece slogan para gerar efeito psicológico mais do que argumentação de fato.
        Tudo bem. Meu convite a você, então, é o de que você justifique o SEU ateísmo sem o uso das minhas “fraudes” ou “falácias”. Eu suponho que você tenha feito sua escolha baseado em algum grau de racionalidade. Eu lhe fiz várias perguntas ao longo do texto, mas minha ideia final é simples: pare de simplesmente tentar ridicularizar a minha racionalização e me apresente a sua. Por que você é ateu?
        Está aqui: http://lucianoayan.com/2013/01/17/quando-o-retorno-em-2011-ao-ateismo-dos-meus-velhos-tempos-fez-uma-legiao-de-neo-ateus-molharem-as-calcas-em-agonia-e-desespero/
        Eu devo dizer que, você me ridicularizando ou não, o debate intelectual que você propõe é muito instigante e proveitoso. Obrigado por isso.
        Eu não te ridicularizei, mas sim alguns argumentos seus. Se você me vir debatendo com neo-ateus e esquerdistas, verá que eu os ridicularizo mesmo. Mas no seu caso, estou atacando somente sua argumentação, que está muito desfocada.
        Uma dica é conhecer o que um autor defende antes de ficar pedindo coisas para ele que não fazem o menor sentido.
        Leia o texto sugerido, e depois seguimos.
        Lembre de minha proposta: você quer DE FATO discutir RACIONALIDADE na escolha de uma crença não-testável empiricamente. Então vamos levar a coisa a frente.
        Lembrando que não falaremos da hipótese da existência de Deus, que, como mostrei, não está nem de longe demonstrada como “mais racional” ou “menos racional”.
        Ao contrário, CIENTIFICAMENTE, vamos discutir a RACIONALIDADE DA ESCOLHA, ok?
        A discussão é pesada, mas você poderá aprender uma coisa ou duas com ela. Enfim, este é o blog de um ateu que levou o darwinismo às últimas consequências, e é com ele que vamos testar hipóteses de racionalidade, ok?

      • Francisco, me responda uma coisa: se Deus é uma energia onipresente( que é o que eu e todos que tem a fé no Senhor Deus acreditam) como a ciência a provaria, se não é algo palpável e nem visível? Se vc diz que não existe, prove! Não vem com essa de quem acredita tem de provar, é muito pelo contrário: pessoas que se julgam acima dos outros como vc, e dizem que sabem e tem ctz que não existe, são quem tem de provar! Cadê a prova? Vc não tem e nunca terá! Nem a ciência e nem ngm, a não ser quem tenha fé! Xeque-mate! Refute se puder, coisa que não poderá, a não ser ficar divagando e divagando…
        P.S: coloquei a parte ” pessoas que se julgam…” pra vc ter algo pra refutar!

      • Luciano, você realmente possui uma base de conhecimento extraordinária, parabéns pelo seu esforço, e de repente, parabens pela familia, nao sei se foi seu pai, mae, avo, quem influenciou nesse caminho, as vezes é um professor tambem, mas seja la quem foi, ou se foi apenas voce, em um esforço individual, meus parabens, Li suas replicas e e as treplicas, muito boas.

        Vale lembrar que acreditar em Deus, nunca significou abrir mao da razão ou por exemplo, da lógica, nem tudo é possivel testar, ora, as mentes brilhantes que ja passaram por essa vida, muitas vezes não tinham como testar nada, tinham apenas hipoteses, e por incrivel que pareça, como uma epifania, eles acertavam, mas essa discussão me fez lembrar de outras que eu participei em 2009, 2010, e parece que os discursos nao mudaram… são sempre as evidências, e parcialmente influenciadas pela propria cosmovisão

    • É? “Deve ser por isso então” que os países com o maior índice de desenvolvimento humano do mundo adotaram, há muito tempo, a Socialdemocracia como sistema governamental sócio econômico. Países nórdicos , sem exceção; Japão…

  2. Primeiro coisa ilógica de todo esquerdista é propor igualdade ao mesmo tempo que alega estar concedendo liberdade.

    Só quem não gosta de pensar muito não percebe que não existe liberdade num sistema que tenta conceder igualdade, porque assim que alguém decide fazer algo diferente dos outros, ele acaba sendo não-igual aos outros. É tão básico isso que até uma criança entenderia – se ela não tivesse sido doutrinada pela esquerda nas escolas públicas brasileiras.

    • É bem isso mesmo, Aforista… Na verdade quando todo esquerdista propõe “igualdade ao mesmo tempo que alega estar concedendo liberdade”, ele mata as duas coisas, tanto a igualdade quanto a liberdade, já que quem vai propor essa igualdade já estaria AUTOMATICAMENTE FORA e ACIMA desse processo; fora que LIBERDADE depende de uma coisa chamada IMPREVISIBILIDADE, que é um dado da equação esquerdista não computado, já que todo esquerdista tende a criar um mundo completo e ideal, sem falhas, num futuro hipotético. Todos os “ajustes de rota” feitos pelas esquerdas são no intuito de ESCONDER os rastros de crimes e fracassos que se acumulam pelo caminho da história revolucionária.

  3. Marx e aqueles que seguem suas ideias (criticamente) não são esquerdistas, são cientistas sociais e NENHUM cientista social negligencia a dialética marxista sem correr um grave risco epistemológico.

    O dia em que esse Pseudo-Intelectual, que nem Psicólogo é, apontar, como Marx faz com Adam Smith e Ricardo quanto à Economia em O Capital, os prós e contras desse tal de “esquerdismo” citando, discutindo e PROVANDO as questões socialistas eu realmente vou acreditar no que diz.

    Agora “o esquerdista não consegue assumir responsabilidade por seus atos”?

    Qual é a doença de um estudante que reinvidica um R.U. ou Moradia? Qual é a doença de um trabalhador que reinvidica melhores salários e quando o patrão decide fechar a fábrica ele a toma e administra melhor que o mesmo?

    Qual é a doença dos bolivianos que quando privatizaram a água do páis, INCLUSIVE ÁGUA DA CHUVA, lutaram por um governo de cunho popular, com interesse público?

    Acredito somente que o Pseudo-Intelectual esqueceu de citar a doença de Abraham Lincoln quando propôs o fim da escravidão….

    Se isso é uma doença meus caros, só me resta recomendá-la a todos vocês.

    Como a dialética marxista nos ensina, a história se desenvolve por meio de resoluões das contradições, das tensões sociais/naturais etc., uma luta de classes não é mais que a expressão disso…

    Negar isso não é ser doente, é ser burro mesmo….

    • Hora de colocar um esquerdista sob teste cético.. 😉

      Marx e aqueles que seguem suas ideias (criticamente) não são esquerdistas, são cientistas sociais e NENHUM cientista social negligencia a dialética marxista sem correr um grave risco epistemológico.

      Truque… ele confunde DESCARTAR a tese marxista, com negligenciá-la. Puro truque semantico, que foi desmascarado.
      Outro truque dele é dizer que o oponente ocorre em “grave risco epistemológico”, mas não descreve qual…

      Putz, assim é fácil demais pra mim…

      O dia em que esse Pseudo-Intelectual, que nem Psicólogo é, apontar, como Marx faz com Adam Smith e Ricardo quanto à Economia em O Capital, os prós e contras desse tal de “esquerdismo” citando, discutindo e PROVANDO as questões socialistas eu realmente vou acreditar no que diz.

      O Lyle Rossiter é mais que psicólogo.. é psiquiatra forense 🙂
      Aliás, como alguém que refuta o socialismo vai “provar” a validade das questões socialistas? Sua solicitação é estúpida e infantil.
      Aliás, “eu vou acreditar no que diz” é uma falácia da validação pessoal… ex “algo é válido pq acredito que é”.

      Muito fraco, mas muito fraco mesmo…

      Agora “o esquerdista não consegue assumir responsabilidade por seus atos”?

      Vamos testar abaixo….

      Qual é a doença de um estudante que reinvidica um R.U. ou Moradia? Qual é a doença de um trabalhador que reinvidica melhores salários e quando o patrão decide fechar a fábrica ele a toma e administra melhor que o mesmo?

      Por que ao invés de “reinvindicar R.U.” o sujeito nao busca seu próprio alimento? Ou mesmo moradia?

      Ihh… ajudou ainda mais a tese do Rossiter sem perceber.

      E em relação a trabalhador reinvindicar melhores salários, isso não é esquerdismo, mas lei do mercado. O sujeito vende seu trabalho, e cobra um preço, oras…

      Aliás… que história é essa de “patrão decide fechar a fábrica ele a toma e administra melhor que ele”?

      Mas se ele é tão bom administrador assim, pq estava ali dependendo do emprego, ao invés de já ter criado a fábrica antes?

      Quem não tem a doença mental do esquerdismo percebe sua contradição de imediato…

      Qual é a doença dos bolivianos que quando privatizaram a água do páis, INCLUSIVE ÁGUA DA CHUVA, lutaram por um governo de cunho popular, com interesse público?

      Mas a Bolívia, com sua restrição de água, é uma consequência do esquerdismo… Aí, para corrigir problemas do esquerdismo, pediram mais esquerdismo. rs.

      Doença mental mesmo 🙂

      Acredito somente que o Pseudo-Intelectual esqueceu de citar a doença de Abraham Lincoln quando propôs o fim da escravidão….,

      Lincoln era republicano e não tinha nada de esquerdista. Aliás, a abolição da escravidão foi um empreendimento capitalista, pois inseria compradores no mercado de trabalho…

      Se isso é uma doença meus caros, só me resta recomendá-la a todos vocês.

      Não, já estou imunizado em relação à tua doença, que o incapacita de sequer conseguir se defender sem reescrever a história. Aí fica fácil para eu te humilhar.

      Como a dialética marxista nos ensina, a história se desenvolve por meio de resoluões das contradições, das tensões sociais/naturais etc., uma luta de classes não é mais que a expressão disso… Negar isso não é ser doente, é ser burro mesmo….

      hoaihaoihaioahioahoa… Como é, além de louco, burro este esquerdista.

      Como se a teoria de Marx falasse apenas das guerras de classes (que existem, e não precisaríamos de Marx para isso), ignorando que o conceito de guerra de classes não é aquilo que está sendo refutado aqui.

      O esquerdismo se baseia na utopia prometida, através de uma série de ações, e é isso que refutamos no marxismo e em todo esquerdismo.

      Ei, doidinho, prepare-se melhor se quiser me refutar. 😉

      Abs,

      LH

      • Ih, Luciano. Eu tinha te respondido mais acima no outro assunto. Por favor, ignora o que eu disse. Acho que não será produtivo debatermos. Tens uma postura desrespeitosa e arrogante demais. Fica claro no uso das risadas e das bravatas. É a falácia (cujo nome não lembro) de tentar desacreditar o interlocutor por meio de ridicularização em vez de contraponto de argumentos. Por favor, não continuemos isso.

      • Francisco,

        No post que eu lhe escrevi, onde foi arrogante e desrespeitoso? Eu fiz alguns questionamentos importantes, só isso.

        Abs,

        LH

    • “Qual é a doença de um estudante que reinvidica um R.U. ou Moradia? Qual é a doença de um trabalhador que reinvidica melhores salários e quando o patrão decide fechar a fábrica ele a toma e administra melhor que o mesmo?”

      Esse tipo de besteria, que mostra o qnto uma pessoa que pende pra esquerda é maluca! Acha que o chefe não tem competência? E se for herança, e daí? Fique sabendo que geralmente, quase sempre, quem esta acima de vc tem mérito por estar lá, não adianta ter inveja e vir com esse papinho socialista, de pessoa que não tem capacidade e quer tirar o mérito quem é mais e tem mais que vc! Se deixar pessoas do tipo chegar ao poder, haverá o bolsa incompetente, que será o mais procurado por aqueles invejosos incompetentes, que deviam estudar um pouquinho, ao invés de escutar quem não deve, como professorzinhos e amiguinhos metidos a socialistas! Sério, procure a sua identidade ao invés de ficar repetindo esse tipo de asneira!

      • A Dilma não está no poder? Entre tantos outros que foram nomeados para cargos, a incompetencia é o que reina na nossa atual Dark Age.

    • Luciano, falando no aspecto neoateísta do matiz religioso político que aqui se analisa com mais atenção, você viu que no Jornal da Cultura entrevistaram o Daniel Sottomaior em relação ao fim do pontificado de Bento XVI e o conclave que vem aí? Era uma matéria em que comparavam o ponto de vista dele com o de uma catequista, deixando razoável espaço para que ambos dessem suas razões. Daniel, para variar, caiu naqueles clichês normais e esperados de um neoateu sobre a Igreja Católica. Porém, o mais importante da coisa é que ele foi escalado como uma fonte que daria uma ideia de como a eleição de um novo papa é vista por quem não crê em Deus, o que pode dar a entender que essa seria a opinião do todo dos ateus, quando temos de lembrar aqui que é opinião de neoateu, que é diferente.
      Aliás, os ateus têm sido mal representados na mídia justamente porque os neoateus estão ganhando notoriedade e dizendo-se representantes dessa parte da população (ao que me consta, não houve uma assembleia com significativa parcela de ateus do todo o Brasil e que tenha gerado uma votação que legitimasse o Daniel em questão como representante deles). Obviamente que ateus que não compactuam com o neoateísmo devem ter ficado furiosos de ver o tal cara posto como representante do todo dos ateus, mas aqui também caímos na situação de que os neoateus são suficientemente organizados para imporem sua visão. São fontes fáceis de um jornalista achar, costumam ter disponibilidade para falar (especialmente o Daniel Sottomaior) e com isso, estão conseguindo passar ao mundo que todos os ateus seriam “neos” em vez de termos o normal da coisa, que é uma maioria de ateus vivendo numa boa e convivendo sem maiores problemas com os que creem, reconhecendo que têm tantos direitos quanto os que creem (nem mais, nem menos), não querendo acabar com as religiões nem impedir sua expressão e sentindo vergonha alheia dos atos dos neoateus.

      As falas de Daniel Sottomaior como suposto representante da opinião média dos ateus em relação ao próximo papa são também mais um impulso para que se tenhamos outra perspectiva vinda de um ateu que não é neoateu sobre o assunto e o que podemos esperar de um novo papa no cenário atual. Como já disse anteriormente, uma renúncia de papa hoje tem um impacto muitíssimo maior do que há 600 anos (ainda que o todo dos católicos pareça ter assimilado bem a dureza dessa ideia e o próprio Bento XVI tenha conduzido bem o episódio todo), bem como a eleição do próximo Sumo Pontífice também terá impactos importantes não apenas na Igreja, mas também na luta contra a religião política de matiz marxista-humanista-neoateísta (pense-se aqui que poderemos ter tanto alguém que tenha em relação ao combate ao marxismo cultural a mesma importância que João Paulo II teve em relação à derrubada do marxismo clássico como há o risco de ser eleito alguém ligado à Teologia da Libertação e aí ser praticamente estar sacramentado o arrego do Vaticano e possível perseguição a sacerdotes contrários a isso, como o padre Paulo Ricardo).

  4. Primeiramente, L.H. quero dizer que não entendi as adjetivações como “doidinho”, ou as frases “te humilhei”. Mas vamos às razões:
    Por grave risco epistemológico quero dizer que ignorar que a história ocorre por meio de resolução de contradições, sejam sociais ou naturais é um risco. Uma contradição pode ser entendida simplesmente como uma tensão qualquer. Uma construção de um prédio em um lugar não propício, que resulta em na destruição da obra por não observância desse local inadequado é uma situação que quebra a estabilidade. Simples assim, não precisamos nem falar em luta de classes para que você entenda o que é uma contradição do ponto de vista Marxista. Ignorar que são as tensões que geram as mudanças, isso sim é negligência epistemológica.

    Vou rebater mais diretamente alguns pontos:
    “Lyle Rossiter é mais que psicólgo, é psiaquiatra forense”
    Quem não disse o porquê agora? Tenho absoluta certeza que não consegue apontar qual profissão tem mais mérito em termos de contribuição à humanidade e à ciência. Foi tão “estúpido e infantil” quanto eu, ao menos tenho a dignidade de assumir. Ou devo assumir que “algo é válido pq acredito que é”? Quem é o doidinho agora?

    Agora aqui realmente faltou uma perspectiva dialética:

    “Por que ao invés de “reinvindicar R.U.” o sujeito nao busca seu próprio alimento? Ou mesmo moradia?”

    Buscar seu próprio alimento é tão fácil assim? Eu estudo em um Instituto que me obriga a ficar das 8 às 18 na Universidade ao menos dois dias na semana.

    Como vou concorrer com os estudantes que não precisam trabalhar por um futuro melhor se eu preciso buscar meu próprio alimento? Um trabalho de seis horas, no mínimo, o que já é difícil, simplesmente impossibilitaria que um estudante de classe baixa sem recursos cursasse engenharia na USP, por exemplo.
    Ou o estudante pode matar um carneiro e buscar seu próprio alimento… simples assim neh?
    O seu problema aqui foi a falta de uma visão mais concreta da realidade. Eu te recomendo sair de casa, andar e refletir e depois ler um pouco de Marx na volta

    Outro problema de CONCRETUDE:
    “E em relação a trabalhador reinvindicar melhores salários, isso não é esquerdismo, mas lei do mercado. O sujeito vende seu trabalho, e cobra um preço, oras…”
    O fato de você considerar a venda de força de trabalho natural já é sinal de que também necessita ler um pouco sobre história da produção humana e de como se deram e se desenvolveram essas relações. No período primitivo, por exemplo, a relação de trabalho, produção não se dava por venda de trabalho. Sua base histórica deve ser a Bíblia…

    Mais uma que me deixou confuso

    “Mas se ele é tão bom administrador assim, pq estava ali dependendo do emprego, ao invés de já ter criado a fábrica antes?”
    Você é muito simples nas questões. Por que Israel não para a guerra com a palestina? Muito simplório. Para abrir uma empresa é necessário recursos, ter conhecimento, ter acesso à informação e boa educação. Quem ter mais condições CONCRETAS de criar uma empresa, o filho do Sílvio Santos ou o filho do operário? O filho de quem terá acesso às melhores escolas, aos melhores cursinhos? Quem terá dinheiro para custear a melhor educação e financiamento para abrir uma empresa?
    Novamente, saia de casa, converse com as pessoas. Recomendo Clifford geertz, somente a Antropologia Interpretativa poderá fazê-lo entender a classe trabalhadora, que pra você está tão clara quanto a realidade de uma tribo de pigmeus.

    Outra questão em que novamente, faltou conhecimento histórico. Cara, ERA SÓ LER!
    “Mas a Bolívia, com sua restrição de água, é uma consequência do esquerdismo… Aí, para corrigir problemas do esquerdismo, pediram mais esquerdismo. rs.”
    Doença mental mesmo

    Conseqüência do esquerdismo? Cara, foram empresas norte americanas que privatizaram a água da Bolívia. Não te considero doente mental, somente mal informado mesmo.

    Assim fica difícil, não sabe história e precisa de antropologia pra conhecer a classe baixa.

    Agora, aqui eu concordo:
    “Lincoln era republicano e não tinha nada de esquerdista. Aliás, a abolição da escravidão foi um empreendimento capitalista, pois inseria compradores no mercado de trabalho…”
    Porém a minha questão é a resolução de uma contradição. Não foi Lincoln que quis, ele uniu a necessidade de resolução dessa contradição, que estava em evidência na época, com esse empreendimento capitalista.

    Aqui a situação é grave:
    “Não, já estou imunizado em relação à tua doença, que o incapacita de sequer conseguir se defender sem reescrever a história. Aí fica fácil para eu te humilhar.”
    Reescrever a história? Eu e recomendo que a leia antes de discutir algo comigo.
    Outra
    “hoaihaoihaioahioahoa… Como é, além de louco, burro este esquerdista.”
    Não preciso me rebaixar respondendo isso…

    E por fim,
    “Ei, doidinho, prepare-se melhor se quiser me refutar. ”

    O triste é que não precisei de preparo nenhum. Realmente esperava argumentos melhores. Existem colunistas da VEJA que são muito bons.

    Te recomendo mais EDUCAÇÃO e INFORMAÇÃO, além daquelas “aventuras” em um bar perto da sua mansão antes de discutir algo comigo. Muito triste sua postura e preparo.

    Abs.

    Pedro

    • Pedro, o doidinho, cada vez mais lelé…

      Por grave risco epistemológico quero dizer que ignorar que a história ocorre por meio de resolução de contradições, sejam sociais ou naturais é um risco.
      Blá blá blá sem sentido… A existência de contradições sociais vistas na história não demonstram um “devir” inexorável…
      Não tende enrolar o leitor fingindo que a existência de contradições na história prova Marx.
      Hoje vi uma reunião de melhoria de processos, e havia várias contradições, e isso não prova Marx…
      Ignorar que são as tensões que geram as mudanças, isso sim é negligência epistemológica.
      Haiohaohaohaiohaoa…
      Ninguém ignorou que tensões sociais geram mudanças, mas isso ainda não prova Marx.
      Sua falácia é bobinha.
      Quem não disse o porquê agora? Tenho absoluta certeza que não consegue apontar qual profissão tem mais mérito em termos de contribuição à humanidade e à ciência. Foi tão “estúpido e infantil” quanto eu, ao menos tenho a dignidade de assumir. Ou devo assumir que “algo é válido pq acredito que é”? Quem é o doidinho agora?
      Cada vez mais doidinho o Pedrinho. Aliás, você reconheceu ser “estúpido e infantil”, mas eu demonstrei que Lyle Rossiter não era nenhum desqualificado ao tratar a mente da esquerda. Aliás, qual profissão “tem mais mérito”? rs. Que raios isso tem a ver com o argumento. Ah, psiquiatria é muito mais científica que psicologia… Mas nada contra as duas.
      Buscar seu próprio alimento é tão fácil assim? Eu estudo em um Instituto que me obriga a ficar das 8 às 18 na Universidade ao menos dois dias na semana.
      Eu não falei que o sujeito era neurótico? O sujeito está em uma universidade por livre vontade e diz que alguém “obriga ele a ficar as 8 as 18 na Universidade”. Não, ninguém obriga… ele pode sair quando quiser.
      Como vou concorrer com os estudantes que não precisam trabalhar por um futuro melhor se eu preciso buscar meu próprio alimento? Um trabalho de seis horas, no mínimo, o que já é difícil, simplesmente impossibilitaria que um estudante de classe baixa sem recursos cursasse engenharia na USP, por exemplo.
      Oh, tadinho… O cara quer fazer a gente ficar com peninha dele. O sujeito já está estudando de graça, usando dinheiro público, e ainda quer mais mamata. É exatamente isso que o Lyle Rossiter afirmou. Rs.
      Ou o estudante pode matar um carneiro e buscar seu próprio alimento… simples assim neh?
      Ele nunca ouviu falar de restaurante ou supermercado hahahaha…
      Patético.
      O seu problema aqui foi a falta de uma visão mais concreta da realidade. Eu te recomendo sair de casa, andar e refletir e depois ler um pouco de Marx na volta
      Com teus exemplos, vc tá queimando cada vez mais o filme de Marx rs.
      Aliás, tentar resumir Marx a um teórico que falou que ‘existem contradições na história’ foi seu ato mais desesperado rs.
      O fato de você considerar a venda de força de trabalho natural já é sinal de que também necessita ler um pouco sobre história da produção humana e de como se deram e se desenvolveram essas relações. No período primitivo, por exemplo, a relação de trabalho, produção não se dava por venda de trabalho. Sua base histórica deve ser a Bíblia…
      Hiahaohaiohaioha…
      O sujeito ignora que as relações de trabalho não envolviam capital somente quando a sociedade era simplificada demais para permitir a subsistência das tribos sem necessitar do capital. A complexidade do ambiente e das sociedades levou ao capital. Não há um argumento que nos leve de volta ao tribalismo econômico…
      O argumento do doidinho esquerdista é realmente horroroso. Se um dia existiu a troca sem o capital, então o capital está fadado ao fracasso rs. Minha base histórica não é a bíblia, mas a história. A diferença é que não fui doutrinado por professor marxista, já você…

      “Mas se ele é tão bom administrador assim, pq estava ali dependendo do emprego, ao invés de já ter criado a fábrica antes?” Você é muito simples nas questões. Por que Israel não para a guerra com a palestina? Muito simplório. Para abrir uma empresa é necessário recursos, ter conhecimento, ter acesso à informação e boa educação. Quem ter mais condições CONCRETAS de criar uma empresa, o filho do Sílvio Santos ou o filho do operário? O filho de quem terá acesso às melhores escolas, aos melhores cursinhos? Quem terá dinheiro para custear a melhor educação e financiamento para abrir uma empresa?
      Como é burro este sujeito, que não entendeu nem a analogia. O sujeitinho tinha falado em “empregados que são melhores gestores de uma empresa que seu dono”, e são desses que falei, não de qualquer empregado. Rs.
      Portanto, minha questão fazia sentido, mas como ele tinha um clichê em mãos, e não um argumento, simulou um falso entendimento.
      Aliás, há muitas empresas que começaram com uma boa ideia, junto com um sócio investidor. Não sabia disso? Rs.
      A questão não é de “chances”, mas sim da alegação de que “há empregados que são melhores gestores de uma empresa que seu dono”, e, para estes (que devem ser poucos), não há que se preocupar, pois eles já conseguem o que querem.
      Sua argumentação é totalmente insípida e enlouquecida.

      Novamente, saia de casa, converse com as pessoas. Recomendo Clifford geertz, somente a Antropologia Interpretativa poderá fazê-lo entender a classe trabalhadora, que pra você está tão clara quanto a realidade de uma tribo de pigmeus.
      O engraçado é o marxista, que não conhece absolutamente nada do ser humano, sugerir que o outro deve “sair de casa, conversar com as pessoas”. rs.
      Não conheço Cliffort Geertz, mas diga aí a prova dele para o marxismo, pois até o momento você não trouxe nada. Aliás, qualquer habitante de uma tribo de pigmeus argumenta melhor do que você.

      Outra questão em que novamente, faltou conhecimento histórico. Cara, ERA SÓ LER!
      Justamente por ter lido sobre a história da Bolívia é que te desmascarei. Tu é burro demais. Mas, como Rossiter disse, o louco esquerdista não percebe o quanto é louco.
      Conseqüência do esquerdismo? Cara, foram empresas norte americanas que privatizaram a água da Bolívia. Não te considero doente mental, somente mal informado mesmo.
      Você não é mal informado, mas é mentiroso, safado e desonesto, por causa de sua psicose esquerdista. Quem disse que em países marxistas não existem empresas? Aliás, elas existem, mas associadas com o governo. A Bolívia, paraíso do esquerdismo, não sente soslaios capitalistas há mais de 60 anos…
      Porém a minha questão é a resolução de uma contradição. Não foi Lincoln que quis, ele uniu a necessidade de resolução dessa contradição, que estava em evidência na época, com esse empreendimento capitalista.
      Sujeito deve comprar um carro X, ou Y. Eis a contradição, que se resolve.
      Isso não prova o marxismo.
      Não crie mais situações vergonhosas, pois marxismo não é só “existem contradições, que podem se resolver…”.
      Reescrever a história? Eu e recomendo que a leia antes de discutir algo comigo.
      Justamente pelo fato eu ter lido a história, ao invés da história contada por professores marxistas, é que posso te esmagar argumentativamente tão facilmente. 😉
      O triste é que não precisei de preparo nenhum. Realmente esperava argumentos melhores. Existem colunistas da VEJA que são muito bons.
      Tu não precisa de preparo nenhum, pois se limita a colar clichês ensinados por professor de cursinho usando cartilha do MEC. Quem não liga em ser refutado em tudo, como você, e ao mesmo tempo me ajudar a provar que o Rossiter está certo em tudo que falou dos esquerdistas, não precisa de preparo mesmo.
      Vc precisa é de reforço de grupo.
      Coitadinho…

    • Pedro, não vou perder meu tempo argumentando com você. Aliás, como disse o Lobão: “discutir com esquerdista é como jogar xadrez com pombo: ele vai derrubar as peças, cagar no tabuleiro e ainda sair de peito estufado achando que ganhou o jogo”.
      Só vou te dar um único direto de direita (sou imbatível na direita…hehe) na ponta do queixo: Sou negro, filho de nordestinos, nasci pobre, estudei em escola pública, me formei em Engenharia Civil e Elétrica em uma Universidade Federal (Unb), trabalhei paralelamente aos meus estudos durante toda a minha vida acadêmica e hoje sou um empresário bem sucedido e rico. Não sou gênio, nem sortudo. Aliás, posso me considerar sortudo, sim: nasci em um lar que apesar de humilde, de ter pais paupérrimos, esses me ensinaram a lutar pelo que eu queria com dignidade e honestidade, e a não ter preguiça, nem inveja. Ou seja, esse discurso do “coitadismo” que a esquerda prega não se sustenta na lógica. Eu e mais alguns milhões de brasileiros que tínhamos tudo para darmos errado, segundo a cartilha esquerdista, somos as provas de que gente como você deveria tomar gosto por acordar cedo, dormir tarde, trabalhar e estudar muito e deixar de “mimimi”.
      Vocês são patéticos!
      1,2,3,4,5,6,7,8,9,10…knock out!

  5. Engraçado, tem um comentário que foi aprovado pela moderação e escrito quase três horas depois do meu , enquanto isso fico na espera, por que será?

    Luciano Ayan e L.H. são a mesma pessoa? São colaboradores? Será que está (ão) com dificuldade (s) para entender o que coloquei?

    Ao menos algo você entende agora, a razão da direita caluniar os marxistas, não é verdade? Porque simplesmente falamos a verdade, aquela que vocês não suportam ouvir.

    Respeitamos TODOS os liberais científicos e apontamos suas falhas assim como apontam as nossas. Porém, uma discussão entre direita e esquerda requer nível… eis o que faltou aqui para você.

    Não me importa que você não deixe seu público medíocre (quantitativamente) ver isso, mas VOCÊ SABE que “pisou na bola” com a sua argumentação fraca e isso é o suficiente pra mim.

    “Um espectro ronda a Europa: o espectro do comunismo”

    Essas não são somente palavras meu caro… são ideias, verdadeiras, com o poder de uma classe que você não entende e talvez nunca entenda, mas que lutará pela resolução da contradição social existente e pelo progresso humano. Chame-a do que quiser, comunismo, socialismo, quaisquer ismos…

    O ponto é que ela irá se resolver, e se depender dos Marxistas com um programa político qualificado e DEMOCRÁTICO.

    Seu liberalismo ao menos é honesto e realista. É aquele que rasga a democracia não publicando minha réplica quando é contrariado e quando a lógica não está mais em seu favor, pois o marxista chegou pra revelar as mentirar do caluniador.

    Boa noite e espero ao menos um debate na próxima, com alguém que consiga me fazer pensar, pois o que eu e você vimos, SOMENTE NÓS DOIS, foi um massacre Marxista!

    • Pedro, além de neurótico…
      Engraçado, tem um comentário que foi aprovado pela moderação e escrito quase três horas depois do meu , enquanto isso fico na espera, por que será?
      … também é ansioso. Rs.
      Você precisa de tratamento.
      Luciano Ayan e L.H. são a mesma pessoa? São colaboradores? Será que está (ão) com dificuldade (s) para entender o que coloquei?
      Huuu… que dificuldade hein. Dá para ver o post anterior, onde refutei todos os seus pontos.
      Ao menos algo você entende agora, a razão da direita caluniar os marxistas, não é verdade? Porque simplesmente falamos a verdade, aquela que vocês não suportam ouvir.
      Heee…. “nóis, os marxistah, nóis fala a verdadi…”.
      Larga de tonto, criança, chega a dar pena de você…
      Respeitamos TODOS os liberais científicos e apontamos suas falhas assim como apontam as nossas. Porém, uma discussão entre direita e esquerda requer nível… eis o que faltou aqui para você.
      Não há nível na esquerda, e tua postura delirante tem demonstrado isso…
      Não me importa que você não deixe seu público medíocre (quantitativamente) ver isso, mas VOCÊ SABE que “pisou na bola” com a sua argumentação fraca e isso é o suficiente pra mim.
      Mas como se eu refutei todos os seus pontos? Em especial quando você tentou dizer que “existem contradições na história” significa a validação do marxismo… rs.
      Dizer que “existem contradições na história” provam o marxismo é o mesmo que dizer que “existem peixes” provam a alegação de que os peixes evoluirão até serem similares aos humanos e criarão o planeta dos peixes.
      “Um espectro ronda a Europa: o espectro do comunismo”. Essas não são somente palavras meu caro… são ideias, verdadeiras, com o poder de uma classe que você não entende e talvez nunca entenda, mas que lutará pela resolução da contradição social existente e pelo progresso humano. Chame-a do que quiser, comunismo, socialismo, quaisquer ismos…
      Hioahoaihaoihaoa…
      A esperança é a última que morre né.
      Aliás, isso de “espectro do comunismo ronda a Europa” sempre foi uma propaganda de “nós chegaremos lá”, mas a queda do muro de Berlin mostrou o oposto. Tão burro que não percebe que as “classes”, em seus aparelhos sociais, se juntam ao poder sempre que posível.
      O ponto é que ela irá se resolver, e se depender dos Marxistas com um programa político qualificado e DEMOCRÁTICO.
      Ué, o marxismo não falava em ditadura do proletariado? Vc com certeza leu Marx por completo mesmo? Heheheheh…
      Aliás, o “ela irá se resolver” é uma alegação totalmente ingênua.
      Seu liberalismo ao menos é honesto e realista. É aquele que rasga a democracia não publicando minha réplica quando é contrariado e quando a lógica não está mais em seu favor, pois o marxista chegou pra revelar as mentirar do caluniador.
      Ué, a lógica está a meu favor, e aqui você teve espaço até agora. Se postar como um lorde inglês, poderá ter direito a uma tréplica. Se não, vai para a lata do lixo. Aqui você não tem direitos, mas privilégio.
      E mostrei que o mentiroso é você. Lembremos da parte de “existem contradições na história” ser “validação do marxismo”… rs.
      Não vou esquecer desta 😉
      Boa noite e espero ao menos um debate na próxima, com alguém que consiga me fazer pensar, pois o que eu e você vimos, SOMENTE NÓS DOIS, foi um massacre Marxista!
      Que isso, eu faço questão de todo mundo ler teu papelão.
      Foi um massacre marxista… massacre ao bom senso, a lógica, à sanidade… como bem dizia o Rossiter.
      Esquerdismo de fato é uma doença mental.
      Não sei se você tem cura. 🙂

      • Como sempre desrespeitoso. Porém, dessa vez demorou tanto pra que, para apresentar isso ? Vamos lá:
        “Eu não falei que o sujeito era neurótico? O sujeito está em uma universidade por livre vontade e diz que alguém “obriga ele a ficar as 8 as 18 na Universidade”. Não, ninguém obriga… ele pode sair quando quiser.”
        Ok! Eu devo então NÃO estudar e ser lixeiro…
        “A existência de contradições sociais vistas na história não demonstram um “devir” inexorável…”
        Como todo bom burguês… disse tudo sem dizer nada.
        “psiquiatria é muito mais científica que psicologia”
        Novamente, espera que eu simplesmente acredite em você? PROVE!
        “Sujeito deve comprar um carro X, ou Y. Eis a contradição, que se resolve.
        Isso não prova o marxismo.”
        Isso não é contradição. Contradição é seria necessidade da compra do carro…. fraco.
        “ O cara quer fazer a gente ficar com peninha dele. O sujeito já está estudando de graça, usando dinheiro público, e ainda quer mais mamata”
        Cara isso não é argumento… . Desconsiderei as necessidades concretas de cada indivíduo é realmente sinal de que não faltava a você simplesmente informação.
        “Ele nunca ouviu falar de restaurante ou supermercado”
        E com que dinheiro eu compro???? Meu deus…
        “A diferença é que não fui doutrinado por professor marxista, já você…”
        Posso te recomendar um muito bom, mas de metodologia científica….
        ”há muitas empresas que começaram com uma boa ideia, junto com um sócio investidor. Não sabia disso”
        Sim, vi várias vezes na Malhação da Globo isso acontecer quando adolescente. Processo fantástico em que as grandes idéias e os grandes talentos são SEMPRE reconhecidos… quem é utópico mesmo?
        Sou a favor da discussão política, e se um capitalista propor algo científico e melhor que o socialismo terei prazer em ajudá-lo a construir uma sociedade melhor, o que não é o caso e não vou esperar pra ver.

      • Pedro, tive que “limar” parte de suas provocações de parquinho, pois aqui é um espaço onde você tem privilégio, e não um direito.

        Sigamos com o que sobrou…

        Ok! Eu devo então NÃO estudar e ser lixeiro…

        O que você deve fazer da vida é um problema teu e não me importa, o que provei é que ninguém TE OBRIGA a fazer nada, e nem a ficar o dia todo na universidade…

        Como todo bom burguês… disse tudo sem dizer nada.

        Como vc perdeu esse debate, e sabe disso, então tenta escrever alguma coisa para ver se se sai bem, mas não adianta…

        Novamente, espera que eu simplesmente acredite em você? PROVE!

        É fato que a psicologia admite vertentes não-científicas, o que é inviável na psiquiatria, até pelos riscos desta última.

        Isso não é contradição. Contradição é seria necessidade da compra do carro…. fraco.

        Doidinho, qualquer coisa que gere alguma tensão gera uma contradição….

        Cara isso não é argumento… . Desconsiderei as necessidades concretas de cada indivíduo é realmente sinal de que não faltava a você simplesmente informação.

        Blá blá blá… e não provou obrigatoriedade…

        E com que dinheiro eu compro???? Meu deus…

        Aquele que vc conquista… com seus méritos. Coisa, aliás, que marxista não gosta.

        Posso te recomendar um muito bom, mas de metodologia científica….

        Tente.

        Sim, vi várias vezes na Malhação da Globo isso acontecer quando adolescente. Processo fantástico em que as grandes idéias e os grandes talentos são SEMPRE reconhecidos… quem é utópico mesmo?

        Haoihaihaiohaoia… falou o recalcado.

        A história está repleta de ideias de pessoas humildes que chegaram lá a partir de investidores. Várias redes de lanchonetes possuem este início, a cervejaria La Trappe é uma ideia de monges budistas, e o próprio Facebook surgiu em um quintal. Até a Microsoft (organização odiada pela esquerda) é uma empresa de garagem.
        Não, não é só na Malhação que boas ideias de pessoas que não tem posses viram grandes negócios.
        Isto não é utopia,mas realidade. Achar que negócios só existem a partir de ORGANIZAÇÕES DE PODEROSOS MALVADOS, isso sim é resultado da neurose esquerdista.

        Sou a favor da discussão política, e se um capitalista propor algo científico e melhor que o socialismo terei prazer em ajudá-lo a construir uma sociedade melhor, o que não é o caso e não vou esperar pra ver.

        Eu não preciso provar que o capitalista é mais “científico”, mas uma coisa nós sabemos… Não há nada MENOS CIENTÍFICO do que o marxismo: http://lucianoayan.com/2013/02/11/segurem-se-na-cadeira-por-que-tanto-conservadores-cristaos-quanto-humanistasesquerdistas-estao-errados-quanto-a-evolucao/

        Até a tentativa do Peter Singer foi ridícula, gerando humor involuntário: http://lucianoayan.com/2013/02/28/um-darwinismo-de-esquerda-eis-que-temos-o-desespero-de-peter-singer/

  6. O melhor de tudo é ter um caso patente de coitadismo esquerdista nos comentários. Com sujeitos como o sr. Pedro não se discute. Quando você já se acha triunfante por ter demonstrado as inconsistências no desenvolvimento do raciocínio do sujeito, surpresa!, ele passa a se utilizar dessas mesmas falácias como prova revolucionária: “não me submeto à sua lógica burguesa”, como costumam dizer/pensar. Por isso tenho para mim que o esquerdismo crônico é incurável. Mande à merda o quanto antes.

    • Falando em “não me submeto à sua lógica burguesa”, seria interessante que se esmiuçasse por aqui o polilogismo. Será que a gravidade acelera diferente de 9,8 m/s² se quem toma um tombo for burguês ou proletário?

  7. O Pedro devia se procupar com a contradição que mais afeta sua vida no momento: a contradição dos seus próprios argumentos ( e por consequência, a dos seus pensamentos).

    “Sou a favor da discussão política, e se um capitalista propor algo científico e melhor que o socialismo terei prazer em ajudá-lo a construir uma sociedade melhor” (1), “o que não é o caso e não vou esperar pra ver”. (2).
    Como vc pode afirmar (1) se parte do pressuposto (2)? Vc devia ter falado logo q o capitalismo é malvadão e que por isso não concorda com ele — não é vdd, mas pelo – não teria contradição na frase, já que vc parece gostar tanto de analisar contradições, que tal começar analisando às das tuas frases 1°?

  8. Luciano Henrique Ayan, esse seu artigo pegou pesado hein? Porém, certas machadadas, são necessárias e particularmente você vai lendo e vendo a realidade ao seu redor, chega uma hora que você quer dar um basta, logo em certas coisas. Portanto, faz-se necessário desmascarar os ditos “iluminados”, os defensores de causas nobres, porque quando os mesmos, nos apontam o dedo, por defender o livre mercado, são implacáveis.
    Não digo ser uma doença mental, mas no meu entendimento, é viver num mundo colorido e querer pintar preferencialmente o cenário de vermelho, utilizando até tintas humanas, em nome de uma possível libertação.

  9. Luciano, parabéns pelos textos e pela paciência em debater com esses ingênuos e arrogantes esquerdistas. É uma paciência que não tenho mais e nem quero ter. Já passei dos 40, perdi muito tempo debatendo com eles que sempre repetem as mesmas coisas copiadas de outros em um grande clichê sem fim que se transformou em uma prisão mental. Repito simplesmente o que um grande economista americano negro disse sobre ter nascido pobre e ter competido com estudantes ricos e brancos. Esses estudantes podem ter levado 1 hora para fazer o trabalho deles e ele pode ter levado cinco horas mas o importante é que o trabalho foi feito. Se você nasceu com menos condições, pare de se fazer de coitadinho e querer que o Estado te proteja. Vá a luta. Sim, você vai ter que trabalhar mais, ralar mais, estudar mais e sofrer mais do que aqueles que nasceram com melhores condições sociais do que você. E daí? a vida é assim. As pessoas não nascem iguais e tem que correr atrás e batalhar pelo que querem. A história, em pleno século XXI, já cansou de mostrar muitos exemplos que conseguiram isso. Portanto, é hora de crescer e amadurecer. E nem adianta vir me agredir e me contestar quem for de esquerda. Pois, como já disse, não sou obrigado a responder e a debater a partir do momento no qual já tenho muitas experiências passadas de que isso é perda de tempo. Portanto, qualquer esquerdista que responder me agredindo ficará sem resposta. Mais uma vez, parabéns, Luciano.

  10. Parabéns pelo post, muito bom o nível intelectual e filosófico dos debates. Mas não posso concordar com os defensores do socialismo que aqui se manifestaram, e por isso, vou apresentar o meu ponto de vista de cidadão comum. Meu avô, filho de imigrantes, trabalhou 40 anos na Cia Antartica Paulista. Com o que amealhou com seu trabalho, conseguiu comprar uma casa e pôde ajudar um pouco meu pai no início de sua vida, pagando seus estudos e ajudando-o a comprar um carro usado . Meu pai começou a trabalhar com 14 anos, com 30 já tinha uma pequena empresa, e com que amealhou na vida conseguiu um pequeno patrimônio e ajudou um pouco os filhos, pagando seus estudos e ajudando-os a comprar seus primeiros carros usados. Eu e minha irmã começamos a trabalhar com 14 anos, e com o que amealhamos ao longo de nossas vidas, conseguimos também constituir algum patrimônio, e estamos ajudando nossos filhos, pagando-lhes seus estudos e ajudando-os no primeiro carro usado. Meu filho começou a trabalhar somente com 16 anos, porque o Estatuto da Criança e do Adolescente não mais permite o trabalho de menores com idade inferior, exceto na condição de aprendiz. Hoje, aos 22, sustenta sua própria casa. O fato de trabalhar desde os 14 anos não me impediu de estudar e progredir. Quando fiz faculdade, trabalhava em Cotia, morava em SP e estudava em Mogi das Cruzes, e ainda achava tempo para me divertir. Cresci na época da Ditadura Militar e isso em nada mudou a minhas convicções de que cada um tem progredir com o seu próprio esforço. A esquerda, que hoje só está no poder graças à Lei da Anistia, agora a critica por que acha que os crimes do outro lado não deveriam ser perdoados, mas os seus próprios atos criminosos, esses sim, devem ser perdoados, pois teriam sido cometidos em nome de uma “pseudo causa”. Só que a “causa” era trocar a ditadura de direita por uma de esquerda! Hoje posam de vitoriosos quando na verdade ganharam “de graça” o poder, pois a esquerda perdeu a “luta” contra o Regime Militar definitivamente no Araguaia. O pior do socialismo é tentar desvirtuar a história, e não duvido que um dia algum deles ensine nas escolas que os comunistas “marcharam vitoriosos para Brasília e tomaram o poder”… Eu trabalho muito, tenho vontade própria e não preciso de um governo socialista para me dizer o que eu devo fazer ou deixar de fazer. Para me dizer se devo andar de carro ou de ônibus. Para me dizer que devo impedir um filho de trabalhar com 14 anos, mas devo deixa-lo usar drogas e ser pai com a mesma idade. Para dizer que tenho que usar o patrimônio que minha família construiu ao longo dos últimos 80 anos para sustentar os vagabundos que não trabalharam, não trabalham e não querem trabalhar. Para me dizer que mensalão era “caixa dois” e que o julgamento dos mensaleiros foi “político”. Os socialistas infelizmente estão agindo como cupins: Instalam-se numa estrutura sólida, a corroem por dentro e quando só sobra a casca, partem para outra estrutura. Não, muito obrigado. Nós não precisamos de vocês.

  11. Pelos votos então; foi o lucianohenrique que venceu pelo fato de discutir RACIONALIDADE DA ESCOLHA,
    Como a discussão foi pesada, qual deveria ser o presente do luciamohenrique pessoal, deixem seus presentes.

  12. Luciano, este artigo organizado por você está simplesmente sensacional, espetacular e irrepreensível. Contudo, melhor que o citado artigo, foram as todas as suas refutações feitas aos neo-ateístas e esquerdopatas, nas caixas de comentários, onde você os destruiu implacável e impiedosamente. É muito bom ver as fraudes esquerdistas serem aniquiladas de forma tão cabal e fulminante. Parabéns!!!

  13. ” denigre o matrimônio e a família, legaliza todos os abortos, desafia a tradição social e religiosa” Então promover as liberdades individuais é, de fato, tentar regular o cidadão desde o berço e promover a subserviencia a dogmas e instituições é a tal da “Liberdade Organizada” (controle “moral” e desrregulação financeira)? – Raciocinio interessante…

    Liberdade organizada é apenas a desregulação dos negócios? Enrom e o caos financeiro que levou à crise imobiliaria mandam lembranças.

    • Em primeiro lugar, os Estados Unidos não experimentam mercados verdadeiramente livres há quase um século. O governo intervém ativamente usando tanto a política fiscal como a monetária, além de inúmeras regras regulatórias. Um dos principais preços de mercado é justamente a taxa de juros, e ela vem sendo sistematicamente manipulada pelo governo, através do Banco Central. A emissão de papel-moeda e as operações no open market são instrumentos à disposição do banco central para a criação de mais oferta monetária.

      Historicamente, todo governo abusou deste mecanismo, usando a inflação para financiar seus gastos. O resultado é o estímulo de mais crédito na economia, com taxas de juros artificialmente mais baixas. Investimentos que não seriam realizados numa economia realmente livre acabam se tornando atraentes, e muitos recursos são desviados para destinos indesejados.

      Esses excessos estimulados pelo governo necessitam de um tempo para ajuste, sempre doloroso. Uma analogia com um bêbado pode ilustrar melhor a situação: após o consumo excessivo de álcool, uma ressaca se faz necessária para o organismo limpar as impurezas acumuladas. No entanto, o banco central americano atua como alguém que oferece novas rodadas “grátis” de bebida, postergando a ressaca, mas também aumentando os riscos. Se muita liquidez for injetada para evitar freqüentemente a ressaca, o resultado pode até ser uma cirrose.

      O Banco Central atua como emprestador de última instância, o que é análogo a uma rede de segurança para trapezistas. Sabendo-se a priori que esta rede de segurança estará lá para proteger no caso de uma queda eventual, os trapezistas naturalmente irão ousar mais nas manobras. É o que os economistas chamam de moral hazard.

      A bolha da Internet estourou em 2000, uma fase de ajustes dolorosos era necessária, mas o governo considera tais ajustes sempre impopulares. As intervenções, como a manutenção da taxa de juros em 1% ao ano por longo período, aliviaram as seqüelas da crise, mas ajudaram a criar uma nova bolha ainda maior. Não deixa de ser curioso o fato de que era Alan Greenspan o mentor desta política, já que ele foi um ferrenho defensor do padrão-ouro no passado, objetivando justamente proteger a economia de políticas inflacionárias como esta.

      Durante sua gestão no comando do Fed, o mercado financeiro criou a expressão “Greenspan Put”, exatamente para se referir a esta rede de segurança garantida pelo Banco Central no caso de alguma catástrofe. 

Mas a intervenção do governo não se restringiu à área monetária. O setor imobiliário sempre foi foco de muita atenção por parte dos políticos, pois a demanda pela casa própria costuma ser uma prioridade para muitos cidadãos.

      Em 1977 foi criado o Comunity Reinvestment Act (CRA), com o objetivo de obrigar bancos a emprestar uma parte dos seus ativos às comunidades carentes. Em 1994, o governo estendeu as metas do CRA, e em 2005, após um escândalo contábil envolvendo a Freddie Mac, o governo resolveu punir a empresa demandando mais crédito hipotecário para as classes de baixa-renda. Em outras palavras, o governo exerceu enorme pressão para que o crédito imobiliário chegasse às classes mais baixas, com menor condição de pagamento. Foi justamente este setor subprime do crédito imobiliário que experimentou o maior crescimento nos últimos anos, caracterizando uma verdadeira bolha que depois estourou.

      Muito se fala sobre ausência de regulação como causa da crise também, mas alguns dados colocam esta análise em xeque. Os setores no epicentro da crise atual não eram os menos regulados, mas sim setores bastante controlados como os de seguro, bancos e financiamento imobiliário. A Fannie Mae e a Freddie Mac contavam com um órgão regulador especial, a OFHEO, cuja missão era cuidar da saúde financeira dessas empresas. Isso não impediu que o grau de alavancagem delas chegasse a cinqüenta vezes seu capital. Já o setor de hedge funds, normalmente alvo preferido como bode expiatório, perdeu com a crise, mas não tanto quanto esses outros setores mais regulados.

      A acusação de que o mercado americano não tem regulação é simplesmente falsa. Existem diversos órgãos reguladores, como a própria Securities and Exchange Commission (SEC) e o Federal Reserve System (Fed), que controlam os mercados minuciosamente. Os reguladores podem até ser acusados de negligência, mas não faz sentido falar em ausência de regulação.

Como espero ter deixado mais claro no resumo acima, as intervenções do governo americano estão no epicentro da crise atual.

      Evidentemente, isso não exime de culpa os agentes do setor privado, principalmente no mercado financeiro. De fato, houve claros excessos fruto de irresponsabilidade de muitos desses agentes. Mas quando todos erram ao mesmo tempo, deve-se procurar a causa em algum fator exógeno. As manipulações que o governo vem fazendo no mercado, principalmente no que diz respeito à oferta monetária, explicam melhor estes erros coletivos num mesmo momento.

      Acertar o diagnóstico é fundamental para acertar o remédio. Enquanto a visão predominante for a de que o mercado falhou, a solução proposta será mais governo, mais intervenção e mais regulação. Pode-se acabar dando mais veneno em vez de adotar as medidas necessárias para a cura definitiva. Ocorreu uma bolha de crédito, mas o governo tem estimulado justamente mais crédito como solução. Os americanos foram acusados de consumismo desenfreado, mas o governo tenta estimular mais consumo e menos poupança. Tenta-se, como sempre foi o caso, evitar o impopular ajuste necessário. Salva-se empresas que deveriam falir, obrigando os pagadores de impostos a sustentar companhias ineficientes.

      Enfim, aplicam-se os mesmos instrumentos causadores do mal como se fossem parte da cura agora. É como tentar curar a leucemia usando sanguessugas.

É compreensível que os americanos não queiram pagar a conta dos excessos cometidos, e que os políticos tentem jogar para frente esta conta. Mas hipotecar o futuro das próximas gerações não vai resolver o problema. Os déficits criados pelo aumento dos gastos públicos terão que ser pagos eventualmente, e a emissão acelerada de moeda não passa de um imposto inflacionário disfarçado. O governo tenta uma vez mais evitar os ajustes necessários na economia, para limpar os excessos da bonança artificial. Insanidade, como lembrou Einstein, é fazer tudo igual novamente e esperar resultados diferentes.

      Rodrigo Constantino
      http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/crise-internacional/a-crise-de-2008-vista-por-um-prisma-liberal/

  14. “Apenas um homem irracional iria desejar o Estado decidindo sua vida por ele, ao invés e criar condições de segurança para ele poder executar sua própria vida.” Ora essa, desde quando o estado de direita propicia as ditas condições de segurança? E após essa frase ambígua, somos inundados com uma verborragia, como se quantidade provasse algo. O conceito de esquerda surgiu na França, antes de MArx nascer. Não é porque os comunistas se apropriaram do termo que ser de esquerda passou a significar comunista.

  15. acostumei-me a ouvir xingamentos como “louco” e “extremista” por dizer que o esquerdismo era uma doença. Graças a Deus ainda existem pessoas honestas, como o autor do livro e deste blog, que alimentam minha felicidade pelo conhecimento; este sim parece ter lido o livro de cabo a rabo, diferentemente dos meus professores de faculdade que a última obra completa foi o gibi da turma da mônica.

  16. Toda ideologia, seja ela de cunho político ou religioso, está sujeita a gerar seguidores fanáticos e, portanto, passíveis de disturbios psicológicos e de atitudes tão extremas, que não coadunam com uma mente sã. Outros o fazem por puro oportunismo. Estes últimos, também, padecem de alguma doença mental grave? De certa forma podemos afirmar positivamente, desde que a amoralidade seja assim considerada. A esquerda radical padece desse mal, sim, pois, para eles os meios justificam o fim, lema este amplamente usado por Antonio Gramsci para justificar as atrocidades e os desvios de conduta social perpetrados pelos líderes socialistas do século passado em busca da imposição de suas ideologias. Por outro lado, na questão que envolve Deus, creio ser mais relevante crer em sua existência do que deixar de crer, ou seja, é mais conveniente para mim e para aqueles que me cercam que assim seja. Acreditar que existe um ser superior que se importa comigo e com aqueles que amo, que me protege das vicissitudes da vida, que pode livrar-me de uma doença tida como incurável, que tem o poder de estar ao meu lado em todas as circunstâncias de minha vida e que me ouve e tem pressa em me acudir e que me promete vida eterna em outro plano, é muito reconfortante e acalma meu espírito, principalmente, neste mundo, onde sabemos que tudo é finito. Pode ser ilusão. Que seja! Mas, também, devo reconhecer que funciona como um grande e eficaz air-bag nos encontrões da nossa existência. Os cientistas afirmam, categoricamente, que crer prolonga a vida e dá a pessoa crente mais tranquilidade para enfrentar os problemas do dia a dia. Racionalmente, portanto, para mim, crer é muito mais oportuno e conveniente do que descrer. Ah! A propósito, não sou religioso. Jesus Cristo, também, não o era. Aliás, a morte dele foi obra da religião de seu tempo: o Judaísmo. Querem razões melhores? Pois é!

  17. Quando eu debato sobre política todos me chama de utópica e falam que o que eu proponho não existe, existe sim e esse texto à seguir prova que esto certa em meu raciocinio em citar a teória do “Pão e Circo”.
    Onde eu mostro que esse Governo atual e Governos anteriores usaram dos devios morais e patólogicos para conseguir o que queriam de seu povo.
    Karl Marx já fala em seu estudo sobre capitalismo, que não se baseia em uma crítica em si, mas Marx se posiciona contra qualquer separação abstrata em pensamentos e a realidade, isso quer dizer que pensamento e realidade são abstrações mentais, uma vez que, o governo manipula essa abstração onde se consegue tirar o que se quer de seu povo, funciona como casamento, como um exemplo simples de se dar.
    Conforme seu posicionamento você consegue viver feliz, enquanto está te rendendo algo, quando não está te rendendo mais se coloca as manguinhas de fora.
    Isso que está acontecendo o povo está se sentindo traido pois o governo atual não está mais rendendo, e com isso chutam a casinha do cachorro como um ato mimado.
    Eesse Governo atual tratou de dividir seu povo, fez com que o próprio povo se vissem como rivais, colocou na cabeça de uns e desenvolveu na cabeça de outros que só o consumismo que desenvolve uma nação, mas pelo contrario, o que gera a evolução mesmo é a elevação moral, mas como a elevação moral não é atrativa para o governo o que ouve foi a manipulação de seu povo, onde foi dado somente o material e não a educação, pois povo educado não a manipulação de valores, povo que pensa não é interessante.
    Só que esse Governo deu um tiro no pé, pois muitos não somente se contentaram com o material, mas tratou de se instruir e esses que se instruiram stão nas ruas lutando para que outros também se instruam e que lutem uns pelos outros.
    O que o Governo faz nos dias de hoje, uma manipulação como Marx falava e onde o livro de Maquiavél mostra literalmente o que se emprega nos dias de hoje.
    O livro Arte da Guerra também mostra como manipular e vencer o nosso inimigo, gosado que ninguém usa esses livros para se vencer também.
    Fomos educados deis d pequenos para seguir uma regra que beneficiam poucos e não todos, onde fomos condicionados a vencer os outros e não a nós mesmos.
    Estou me sentindo não habitando um mundo, mas em si um grande formigueiro.

    Camila Pedrazza Coelho
    16/02/2015

  18. Se alguém usa Wikipédia como fonte só pode estar falando bobagem. Fato. Agora com relação ao tema: fantástico. O texto vai direto ao ponto, ou seja, esquerdista é Pollianna com síndrome de Che Quervara!!!

  19. Parabéns pela magnífica síntese do estudo do psiquiatra Lyle Rossiter sobre o esquerdismo ser uma alienação mental, portanto, enfermidade do ponto de vista clínico. Há muito salientamos haverem
    dois tipos de esquerdistas: os mutantes (maus dissimulados) e os patetas (alienados da realidade).
    Quando aprendemos a separar os esquerdistas humanos dos mutantes psicopatas, tudo fica mais claro.
    Os mutantes sabem ser, toda aquela doutrina socialista-comunista, um engodo, o qual DOLOSAMENTE usam para iludir e obter vantagens e poder. Eles sabem aquilo tudo ser mentira e mentem descaradamente. São traidores da pátria e assim merecem ser tratados. Cometem crimes contra a humanidade e merecem as mais rigorosa punição além de serem afastados da sociedade pois essa característica não tem solução. O psicopata será, sempre, psicopata. Sempre vai enganar, ferir, matar, causar retrocesso e destruição. Não tem o que fazer.
    E há esquerdistas entre os 98% de humanos, são o que chamamos psicopatetas. Sofrem de uma espécie de esquizofrenia induzida acreditando em crenças obviamente falsas, antiecológicas e, não raro, absurdas. Dai resultam valores invertidos. Como trata-se de uma esquizofrenia induzida provavelmente seja possível (com esforço concentrado e focado) tratar grande parte dos casos com PNL ou psicologia cognitivo comportamental auxiliando-os a “voltar para a casinha”, isto é, perceber os engodos nos quais se enfiaram. Todos nós, humanos, somos movidos pelas emoções http://bit.ly/4planos e se pode potencializar esse mudança. Podemos reconhecer o psicopatas e como prepara armadilhas: http://bit.ly/desumanos
    Podemos identificar a manipulação psicopata em grupos e comunicações http://bit.ly/perigosos

  20. há muito tempo atrás foi dito que certas “sociedades secretas” perverteriam nações de tal forma que o que é certo se tornaria errado, e o errado seria o certo. o que vemos hoje?! inversão de valores não!?… as pessoas que alertaram sobre isso foram caladas ou ridicularizadas.

    acho que certas “conspirações” tem um fundo de verdade.

  21. O problema é que essa doença mental é contagiosa e praticamente incurável. Uma vez contaminada, uma mente somente poderia rever suas crenças fanáticas se amarrássemos a pessoa e a obrigássemos a um auto-exame com uma arma em sua cabeça.

    O esquerdismo pega as pessoas pelos desejos mais brutais e instintivos, estimulando nas pessoas o ódio, a inveja, o medo mas, curiosamente, usando para isso o senso de bondade e justiça que elas possuem. Trata-se de uma engenhosa, sofisticada e maligna arma de manipulação psicológica das massas. Por isso o esquerdismo prega a abolição dos tabus sexuais, a expropriação da propriedade alheia e o assassinato de pessoas que ele rotula como sendo “do mal”. Há muita semelhança entre o esquerdismo e o fanatismo religioso: ambos se consideram representantes “do bem”, defensores dos fracos e pobres, defensores da justiça, detentores da solução para a redenção do sofrimento humano e possuem uma visão maniqueísta de mundo: quem não está do lado deles e não concorda, obrigatoriamente está “a serviço do mal”, manipulado por forças maléficas.

    Para um fanático religioso, só existem duas polaridades no mundo: sua religião e o resto. Para um esquerdista é a mesma coisa: todo mundo que não é adepto dessa doutrina políticoa é um monstro colaborador do capitalismo, o qual ocupa o lugar da figura do Diabo nesse sectarismo ateísta. Acredito que tal semelhança se deva, em parte, à influência de Hegel sobre Marx, já que Hegel era protestante.

  22. A esquerda insufla o ódio, por isso a indignação justa contra ela deve ser insuflada também, com base em denúncias baseadas na realidade.

    Se “ismo” significa doença, então o marxismo, socialismo, comunismo e feminismo também indicam doenças. De fato, tenho que concordar que sejam um tipo de doença mental…

  23. Já repararam que todo esquerdista é homossexual, corno e ladrão? Vejam as provas:

    1. Homossexual, pois rotula como “monstro” todo heterossexual que reage energicamente à imposição do homossexualismo e coisas semelhantes (assédio, perseguições, heterofobia etc.);

    2. Corno, pois rotula como “machistas” e “intolerantes” todos os homens que reagem energicamente à traição de suas esposas (ou seja, quando um comunista leva chifre, fica alegre e contente e não bravo e nem com raiva);

    3. Ladrão, pois prega a expropriação da propriedade alheia, mesmo que seja fruto do trabalho honesto acumulado ao longo de gerações (mas nunca prega a divisão das propriedades dos líderes de seus partidos e dos líderes dos governos que defendem).

    Fica provado, assim, que o comunismo, esquerdismo e outras porcarias parecidas são formas de doença mental do tipo criminal.

  24. A única coisa que ficou evidente depois de toda esta argumentação é que ninguém realmente convenceu ninguém, mas para quem gosta de jogos intelectuais deve ter sido divertido embora nunca se consiga a mesma satisfação que existe dando xeque mate , onde não há como fugir de uma derrota quando se jogou mal. Não há como saber quem venceu um debate destes mesmo porque isto dependeria de árbitros que podem julgar mais ou menos bem.A maioria das edificações construídas pela lógica são passíveis de enganos tanto pelos que as fizeram como como por aqueles que encontraram erros , mas quem viu um ou mais erros, realmente os viu ou não entendeu a argumentação do outro? Há quem pense que toda a história da filosofia foi apenas uma longa cadeia de discussões entre pessoas que não entenderam realmente o que o outro estava dizendo ou escrevendo. Em certos momentos da discussão/debate ou seja lá o que foi isto, talvez teria sido melhor dar tortas para cada um lançar na cara do outro como naqueles filmes antigos dos Três Patetas.

    • Sair pela tangente não resolve a questão… ficou claro e patente que o discurso esquerdista não se mantém em pé sob a luz da razão… então colocar direitistas e esquerdistas no mesmo saco é jogo mental para enganar quem não entende o processo dialético esquerdista… seria como colocar a vítima junto com seu algoz para serem julgados por um júri por razões incongruentes como se ambos tivessem estado no mesmo polo, igualando-os como sujeitos da mesma ação, qndo é fato que SOMENTE a esquerda é tomada por seus seguidores como uma religião… são fanáticos… não há necessidade de árbitros qndo julgo com equidade e imparcialidade para o bem do meu próprio espírito que busca a verdade… milito na resistência antiesquerdismo a anos e sei que luto com psicopatas… por isso sigo a máxima: ESQUERDISTA BOM É ESQUERDISTA MORTO…

  25. Esse foi o artigo mais maravilhoso que eu já li, pois ao observar as causas da patologia chamada esquerdismo, podemos trocar a palavra por direitismo e veremos que há um sem número de direitistas sofrendo dos mesmo distúrbios!

      • Os índigo e Cristal tem sido alvo principal dos desumanos com bandidagens desde a drogalização infantil – http://padilla-luiz.blogspot.com.br/2011/06/criancas-drogadas-por-pais-entorpecidos.html – até a destruição da personalidade com a ideologia de gênero porque, em face de suas habilidades como a de raciocínio espacial e de conexão intuitiva, quando amadurecem os índigo e cristal percebem a realidade escondida por trás dos engodos como, costumeiramente, os psicopatas vem manipulando a humanidade. https://youtu.be/d6yhKYs6Rus

        Um dos engodos mais paradoxais usados na manipulação humana é a pretensa “oposição” entre o capitalismo e o socialismo-comunismo. Esses sistemas não são opostos como você já vai ver:
        Os socialistas e os maiores empresários capitalistas são aliados uns dos outros. Quando acabou a cortina de ferro, de onde surgiram vários bilionários russos? do capitalismo dissimulado atrás da fachada socialista! O multibilionário Bill Gates é capitalista na área econômica e socialista em ideais.
        A China é comunista e capitalista ao mesmo tempo e, contudo, jamais poderia ser comunista e Cristã ao mesmo tempo. A China e todos comunistas-socialistas perseguem os Cristãos e, contudo, não perseguem os capitalistas.
        O oposto do socialismo-comunismo é o Cristianismo.

        Adultos Índigo e Cristal despertam e se unem construindo 1 MMM ╰☆╮ um Mundo Muito Melhor ╰☆╮a Humanidade ingressando em uma era http://bit.ly/adulto-indigo

  26. É também basicamente simples, porque também pode ser empírica esta conclusão: fui lá na esquerda como todo justiceiro juvenil “normalmente” faz, olhei, li, pensei, amadureci, observei que alguns não amadurecem nem na velhice, e concluí que não sou Deus e que todos os que insistem em ser seus próprios deuses, como é o caso desta “doença infantil”, não precisam de álcool nem outra droga para adoecer. Bastam-se, cada um se basta; são seus próprios deuses. E normalmente são tiranos. Marx chamou Deus de “anão gigante” e “ditador”, porque resolveu, ele próprio, ser seu deus. Marx não descria de Deus, mas, crendo, O desafiou, e foi crer em Bakunin, segundo quem Satanás foi o grande libertador do homem, ao desobedecer Deus. É doença. E as escolhas são: 1) creio em Deus ou 2) creio em mim; eu sou o meu deus. Cada um crê no que quer crer.

  27. As discussoes acaloradas nao levam a nada, pois o fanatismo e’ doenca mental,assim claro, como o esquerdismo,que e’ fanatismo. Posto isso, como discutir futebol, politica, religiao e gostos;imaginem numa mesa redonda, um corinthiano, palmeirense, democratico, comunista, catolico, muculmano, ateu, sambista, roqueiro,etc…, todos FANATICOS querendo impor suas ideias…..

  28. A mola propulsora do socialismo/comunismo e’ a inveja; a do capitalismo e’ o talento do empreendorismo. O capital produz, o comunista usufrui das benesses e vai fazer turismo em miami, nao na venezuela. O que importa e’ a qualidade do ser humano; os maiores filantropicos do mundo sao os capitalistas, nao o socialista que o e’ por causa propria, para se beneficiar e nao pensa no beneficio coletivo. Os inventos, a geracao de riquezas advem do capitalismo , jamais do socialismo que nao se priva do conforto oferecido pelo capital. Quem distribui e’ o capitalista, o socialista e’ o parasita.
    Hoje existe o patrimonialismo, que em diabolico concluio trocam favores em servicos e propinas como projeto criminoso de perpetuacao de poder. Pra finalizar e’ preciso ler Lyle antes de comentar. O s serios desvios psquiatricos foram detectados nas mentes doentias do esquerdista radical que se ofende ao ser chamado de COMUNISTA, e nao no ‘direitismo’. Alias os marxistas cerram os punhos ate’ quando presos, se orgulhando como revolucionarios de extrema esquerda, proibido de ser chamado comunista. Pra finalizar, o ‘neocomuniso’ gramscianismo, nao usa armas como faziam os comunistas da epoca da uniao sovietica, china, que mataram milhoes de inocentes; hoje esse ‘neocomunismo’ nao so’ destroi economias, como pior, inverte valores ditando ate’ comportamentos `a sociedade, cujo direito e’ da familia, nao do estado, alem de jogar ‘o nos contra eles’!
    50,5 bilhoes o PT mandou para os regimes totalitaritaristas/comunistas do planeta, enquanto educacao, saude e seguranca estao `a minguas no Brasil detonado pelo chefe travestido de defensor dos pobres e pela estocadora de ar, que, como comunista,nao podia ser diferente, faliu sua loja de $1,99 na decada de 90 em P. Alegre.
    Esse tipo de gente e’ normal?! Precisa de psiquiatra para responder?!!!!
    Parabens pelo blog.

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