Técnica de propaganda: Falta cavada

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Última atualização: 11 de março de 2013 – [Índice de Técnicas][Página Principal]

Técnica dominada com absoluta maestria por todo humanista e esquerdista nas redes sociais. Se baseia na lógica do futebol e das encenações que alguns jogadores sofrem quando não sofreram falta alguma (ou quando a falta não foi tão grave quanto eles afirmam).

O objetivo é, através do fingimento, convencer o juiz (no caso, a platéia do debate) a ter “peninha” deles. Em muitos casos isso pode significar a expulsão de um adversário, por exemplo.

Para se ter uma idéia do que estou falando, veja o vídeo abaixo:

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A falta cavada tem um benefício puramente psicológico, que é fazer com que a platéia (o juiz da questão) fique a seu favor.

No mundo do futebol, há uma regra tácita (e que pertence ao senso comum dos futebolistas) dizendo que não há problemas éticos em cavar faltas, desde que o outro time esteja fazendo isso.

Assim, o mesmo dramalhão feito por um lado é feito pelo outro. Alguns poderiam dizer que isso é anti-ético, mas como o direito à sensação subjetiva é ilimitado, não há “regras” a serem quebradas.

Na prática, existem apenas duas ações a serem feitas em contraposição à falta cavada: cavar faltas também, ou denunciar as faltas cavadas do oponente.

Qualquer outra reação que não as duas acima dá ganho de causa à quem cavou a falta.

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10 COMMENTS

  1. Adam Smith

    “A natureza, quando formou o homem para a sociedade, dotou-o de um desejo original de agradar e de uma aversão original a ofender os irmãos. Ela lhe ensinou a sentir prazer quando o avaliam de maneira favorável e dor quando o avaliam de maneira desfavorável.”

    “O êxito da maioria… quase sempre depende da simpatia e da opinião favorável dos semelhantes; e sem uma conduta toleravelmente regular, é raro obtê-las. O bom e velho provérbio, portanto, segundo o qual a honestidade é sempre a melhor política, se mantém, em tais situações, quase sempre perfeitamente verdadeiro.”

    Marco Suriani afirma

    “O Conservador mediano atual que acabou de ler essa citação deve estar pensando, com toda a razão, que o trecho acima é esquerdista em sua essência. ”

    Distinção de emergência inacreditável.

    • Ele é um Peter Singer amador.

      Sabe que o esquerdismo é indefensável, e daí diz que as propostas da direita são de esquerda.

      http://lucianoayan.com/2013/02/28/um-darwinismo-de-esquerda-eis-que-temos-o-desespero-de-peter-singer/

      Caráter que é bom, nada.

      Para ele, reconhecer que a honestidade é uma boa prática é esquerdismo. hehehehehehe

      Mas se a direita defende que a cooperação mútua (dependente da honestidade voluntária, ao invés da coerçaõ do estado) é um fundamento, como ele pode dizer que a direita duvida da existência da prática da honestidade?

      Ele perdeu totalmente o senso de realidade.

      Fico imaginando o como foi a inserção que ele sofreu de professor marxista.

      Ele até enganou um tempo dizendo que era “neutro” em política, mas hoje ele virou ultra-esquerdista.

      O negócio é rir dele. 🙂

  2. O Marco Suriani fez mais um show de loucuras no bloguinho dele. Divirta-se, Luciano:

    1. O Liberalismo Econômico pressupõe que somos agentes morais propensos à honestidade e perfeitamente capazes de aplicar o pensamento racional em nossas tomadas de decisão. Chamo isso de pressuposto do Liberalismo Econômico.
    2. Se partíssemos do pressuposto que somos um bando de imbecis fraudulentos, jamais daríamos atenção a uma teoria econômica que diz que a liberdade permite a auto-regulação do mercado até que ele atinja um ponto ótimo.
    3. O pressuposto do LE é falho. Nosso processo de tomada de decisão é governado pela emoção e pela irracionalidade em um grau que não podemos sequer perceber. Tomamos decisões irracionais e nos iludimos que fomos racionais. Além disso, temos uma capacidade surpreendente de racionalizar nossos “deslizes”, o que nos torna verdadeiras máquinas propensas à desonestidade mas que não se vêem como desonestas. Até possuímos alguns sistemas para prevenir a desonestidade, mas estão longe de serem plenamente confiáveis e eficazes.
    4. Logo, a partir de 1 a 3, jamais seríamos capazes de alcançar um ponto ótimo na economia se todos os agentes tiverem total liberdade, pois a irracionalidade e a desonestidade deles não permitiria que se alcançasse tal ponto.
    5. O item 4 nos faz crer que o governo deve sim intervir de forma ativa na economia e na sociedade, servindo como controle à desonestidade e à irracionalidade humanas. O grau de intervenção e o tamanho desse Estado é uma discussão à parte, a única conclusão é que deve haver algum grau de intervenção.
    6. O item 3 nos faz crer que a crença do LE é inerentemente ingênua por pressupôr um homem racional e honesto.
    7. O pressuposto do LE é compartilhado com seu próprio pai, Adam Smith, de modo que é possível dizer que tal ideologia é inerentemente otimista e ingênua desde o próprio nascimento.
    8. O LE foi adotado pelos conservadores-reacionários atuais como o melhor sistema econômico. A compatibilização entre LE e direita se deu através de Edmund Burke, que o distorceu para fazê-lo parecer pessimista. Um dos motivos para a direita reacionária apoiar o LE possivelmente é porque a esquerda o condena.
    9. Os conservadores-reacionários fazem uma forte e ostensiva propaganda de que são realistas e pessimistas, ao contrário da esquerda, que seria utópica e ingênua.
    10. A esquerda não defende o LE pois acha que as pessoas usarão a sua liberdade para prejudicar as demais pessoas (desonestidade) e para forçar os limites ambientais do planeta (irracionalidade).
    11. Logo, a condenação da esquerda ao LE é realista enquanto que o apoio conservador-reacionário a ele é ingênuo, ao contrário do que a propaganda enganosa diz.
    12. Do item 11, não se conclui que a proposta da esquerda para a economia seja certa nem errada. Tal discussão não cabe aqui, onde se está discutindo apenas a viabilidade do LE.

    • Ah, fiz questão de ler o absurdo que o animal postou lá. Obrigado pela dica.

      1. O Liberalismo Econômico pressupõe que somos agentes morais propensos à honestidade e perfeitamente capazes de aplicar o pensamento racional em nossas tomadas de decisão. Chamo isso de pressuposto do Liberalismo Econômico.

      Ele enlouqueceu de vez.

      Honestidade é tratada normalmente junto com moralidade, e não racionalidade, que é independente da honestidade. Quem quer que tenha estudado filosofia moral sabe disso.

      Outra coisa: o Adam Smith não diz que a honestidade humana APAGA a capacidade do ser humano ser desonesto, mas sim que, em uma sociedade, é normal que as pessoas queiram ser reconhecidas por suas ações honestas perante as outras. Mas em nenhum momento Smith pede uma credulidade absurda nisto.

      Dizer que existe um componente no ser humano não é o mesmo que dizer que outros não existem. Assim como dizer que há molho no prato não implica em dizer que não há macarrão, ou dizer que a garota usa sutiã, portanto não usa calcinha. Já deu para ver que o Suriani continua com seus problemas mentais que o incapacitam ao entendimento de qualquer texto.

      Ri litros nesse começo dele.

      2. Se partíssemos do pressuposto que somos um bando de imbecis fraudulentos, jamais daríamos atenção a uma teoria econômica que diz que a liberdade permite a auto-regulação do mercado até que ele atinja um ponto ótimo.

      hahahahahaha….

      Quer dizer, ou alguém é honesto ou desonesto. O cara não entende que uma sociedade onde as pessoas cultivem a honestidade não elimina o fato de que a desonestidade também possa existir.


      3. O pressuposto do LE é falho. Nosso processo de tomada de decisão é governado pela emoção e pela irracionalidade em um grau que não podemos sequer perceber. Tomamos decisões irracionais e nos iludimos que fomos racionais. Além disso, temos uma capacidade surpreendente de racionalizar nossos “deslizes”, o que nos torna verdadeiras máquinas propensas à desonestidade mas que não se vêem como desonestas. Até possuímos alguns sistemas para prevenir a desonestidade, mas estão longe de serem plenamente confiáveis e eficazes.

      Não, o pressuposto do LE não é falho. Mas sim o pressuposto ENTENDIDO E DETURPADO por Marco. A não ser que ele crie novas regras dizendo que a presença de um componente elimina o outro. Assim, a entrada de uma área de projetos implica na eliminação das operações. Mas como? Só na cabeça dele…

      4. Logo, a partir de 1 a 3, jamais seríamos capazes de alcançar um ponto ótimo na economia se todos os agentes tiverem total liberdade, pois a irracionalidade e a desonestidade deles não permitiria que se alcançasse tal ponto.

      Agora o sujeito confunde liberalismo com anarco-capitalismo… 🙁

      É uma fraude por premissa…

      5. O item 4 nos faz crer que o governo deve sim intervir de forma ativa na economia e na sociedade, servindo como controle à desonestidade e à irracionalidade humanas. O grau de intervenção e o tamanho desse Estado é uma discussão à parte, a única conclusão é que deve haver algum grau de intervenção.

      O cara quer refutar o liberalismo, mas termina refutando o anarco-capitalismo… 🙁

      Que palhaçada.

      Será que o Suriani não tem vergonha na cara?

      6. O item 3 nos faz crer que a crença do LE é inerentemente ingênua por pressupôr um homem racional e honesto.

      Pelo contrário, a alegação do LE é coerente, ao definir que o homem é racional, honesto, emocional, mas também capaz de cometer atrocidades. Enfim, ver o ser humano como ele é…

      7. O pressuposto do LE é compartilhado com seu próprio pai, Adam Smith, de modo que é possível dizer que tal ideologia é inerentemente otimista e ingênua desde o próprio nascimento.

      Só o dia em que Suriani provar que o queijo parmesão no prato implica no sumiço da lasanha.

      Mas pessoas normais não erram cognitivamente assim…

      8. O LE foi adotado pelos conservadores-reacionários atuais como o melhor sistema econômico. A compatibilização entre LE e direita se deu através de Edmund Burke, que o distorceu para fazê-lo parecer pessimista. Um dos motivos para a direita reacionária apoiar o LE possivelmente é porque a esquerda o condena.

      É o oposto. Burke não distorceu o LE, mas sim o entendeu, ao contrário de Suriani, que confundiu o ato de vestir o sapato com jogar fora a camisa. 🙂

      Aliás, de onde ele tirou a idéia de que a direita apóia o LE somente por que a esquerda o rejeita?

      9. Os conservadores-reacionários fazem uma forte e ostensiva propaganda de que são realistas e pessimistas, ao contrário da esquerda, que seria utópica e ingênua.

      Aqui é o blá blá blá de sempre…

      10. A esquerda não defende o LE pois acha que as pessoas usarão a sua liberdade para prejudicar as demais pessoas (desonestidade) e para forçar os limites ambientais do planeta (irracionalidade).

      hoiahaohaoa….

      Espere… se as pessoas usarão a sua liberdade para prejudicar as demais pessoas, então essas pessoas tendo a liberdade de ter um estado inchado em mãos são AINDA MAIS PERIGOSAS…

      Neste caso, Burke estende a idéia de Smith, sabendo que a cooperação mútua é racional, e tende a ocorrer, mas desde que não haja poder totalitário em alguns…

      11. Logo, a condenação da esquerda ao LE é realista enquanto que o apoio conservador-reacionário a ele é ingênuo, ao contrário do que a propaganda enganosa diz.

      É o oposto. O apoio da direita ao LE é racional, pois se baseia no que o ser humano é, ou seja, capaz de atitudes honestas em um ambiente de mútua cooperação, mas, ao contrário, a esquerda, não entende isso, e diz que o ambiente deve ser gerido por um estado inchado, no qual há poder totalitário.

      O esquerdista é ingênuo, a não ser que receba dividendos do governo. O que não parece ser o caso de Suriani, um funcional. Não é possível ser mais ingênuo que isso.

      12. Do item 11, não se conclui que a proposta da esquerda para a economia seja certa nem errada. Tal discussão não cabe aqui, onde se está discutindo apenas a viabilidade do LE.

      E o LE é plenamente viável de acordo com a proposta da direita, mas totalmente vilipendiado pela proposta da esquerda.

      Logo, a esquerda tem que fingir que não é possível existir atos de cooperação mútua entre os homens, para vender a idéia de que a cooperação só surge através da coerção estatal.

      Como se nota, o Suriani enlouqueceu totalmente em seu esquerdismo cada vez mais psicótico.

      Sim, o Rossiter acertou em cheio…

      http://lucianoayan.com/2013/02/26/o-psiquiatra-lyle-rossiter-nos-comprova-que-o-esquerdismo-e-uma-doenca-mental/

  3. Luciano, eu acho que se encaixa como falta cavada ideológica este episódio aqui:

    http://www.youtube.com/watch?v=ik9fQicG0Ec

    Observe-se que os caras dizem que foram derrubados (quando na realidade derrubaram a Monalisa Perrone), mas conseguiram passar a mensagem que queriam passar. Tudo bem que são cavadores de falta bem canastrões, mas ainda assim observe-se que eles seguem aquela história de que todos os males do Brasil são culpa da Globo e que valeria a pena brincar de Neymar com eles.

  4. “Um dos motivos para a direita reacionária apoiar o LE possivelmente é porque a esquerda o condena.”

    Incrível como essas pessoas acham que são a última bolacha do pacote.

    • E o legal é que o discursinho dele já está igualzinho o do professor marxista que o doutrinou.

      Ah, isso está ficando muito engraçado.

      Vou refutar ele ainda hoje, e ele vai ficar AINDA MAIS ESQUERDISTA. 🙂

      • O pior é que essa doutrinação já começa na mais tenra idade.

        Posso dar um testemunho próprio: Estava eu com meus 14 anos de idade, quando a Light avisa que a rua onde eu morava ficaria sem eletricidade durante grande parte do dia. Ok, nada de anormal. Mas como o trabalho que estava sendo feito custaria praticamente um dia inteiro sem eletricidade para grande parte dos moradores, os trabalhadores da Light precisavam ser ágeis. Ou seja, tinha um técnico da Light em cada poste de luz da rua e também uma espécie de “fiscalizador” para vigiar o serviço de cada um deles. Minha mãe que notou isso (ela sempre tendeu pro lado esquerdista e continua assim, dificilmente a farei mudar de opinião).

        Após essa observação de minha mãe sobre esse “fiscalizador”, eu faço o seguinte comentário: “Empresa capitalista é assim mesmo, explora e oprime o trabalhador.” Repito: fiz esse comentário com apenas 14 anos de idade. Obviamente um reflexo da doutrinação a que estava sendo exposto.

        Resultado: comecei a nutrir admiração por partidos como PSOL, PSTU, PCO e afins. Obviamente não tinha a menor idéia do que estava fazendo, mas apoiando esse pessoal eu me sentia, digamos, “diferente”, “especial”, o discurso deles convencia muito.

        Bom, isso foi mais um relato pessoal num tópico que nada tinha a ver com isso, rsrs.

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