Técnica de propaganda: Lançamento de hipóteses constrangedoras para o oponente

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Última atualização: 12 de março de 2013 – [Índice de Técnicas][Página Principal]

Esta técnica foi publicada no site Ludwig Von Mises Brasil, e se refere a um recurso que todo e qualquer esquerdista sempre utiliza em um debate para tratar das propostas da direita. (E, enquanto isso, a direita não revida adequadamente)

Segundo o texto, quando alguém da direita defende uma sociedade livre da coerção estatal, esquerdistas apelam para o lançamento de uma série de hipóteses “desumanas”, as quais, segundo eles, seriam frequentes em um ambiente sem a mesma coerção estatal.

Exemplos:

  • “Sem saúde pública, o que ocorrerá a um sujeito pobre que ficar doente, não tiver plano de saúde, e não conseguir convencer amigos, familiares ou instituições de caridade a pagarem por seu tratamento?”
  • “Sem educação pública, como os pobres irão se educar?”
  • “E se um idoso for fraudado por uma empresa de previdência privada e os criminosos desta empresa desaparecerem com todo o seu dinheiro?”
  • “E se uma criança pobre estiver morrendo de fome nas ruas, e ninguém se oferecer para alimentá-la?”
  • “E se um sujeito sem instrução e sem nenhuma habilidade prática não conseguir arrumar um emprego, quem irá ajudá-lo?”

Como o site diz, quem é contra o estado inchado sempre é obrigado a se defrontar com esses questionamentos. Se for ingênuo e dizer “Ah, isso não é problema meu!”, o esquerdista capitalizará politicamente.

Só que o esquerdismo, defendido pelo oponente, é parte vigente da sociedade atual, que é repleta de injustiças e atrocidades mesmo em um cenário onde pagamos um absurdo de impostos.

A sugestão é que contra os esquerdistas sejam lançados questionamentos para contrangê-los também.

Exemplos:

  • “E se o Congresso aprovar uma lei injusta, o presidente sancioná-la e o Supremo Tribunal impingi-la?”
  • “E se o governo decretar que é proibido trabalhar em troca de um determinado valor salarial?”
  • “E se o governo proibir a concorrência em determinados setores da economia?”
  • “E se o governo quiser desarmar a população?”
  • “E se o governo for leniente com sequestradores, assassinos e grupos terroristas ideologizados?”
  • “E se o governo estipular que as empresas devem contratar de acordo com critérios de cor e preferência sexual, e não de competência?”
  • “E se o governo decretar que determinadas opiniões são proibidas, sendo passivas de encarceramento?”
  • “E se o governo estipular que apenas seus empresários favoritos podem receber subsídios e atuar em determinados mercados?”
  • “E se o governo resolver desapropriar moradores pobres para construir ruas, estradas ou complexos esportivos nesses locais, favorecendo suas empreiteiras favoritas?”
  • “E se o governo decidir encarecer a importação de produtos de qualidade?”
  • “E se o governo estipular regras e burocracias que dificultem sobremaneira o empreendedorismo?”
  • “E se o governo decretar que apenas os seus serviços de segurança e justiça podem ser utilizados?  E se estes forem ruins?”
  • “E se os integrantes do governo praticarem corrupção?  Quem irá puni-los, uma vez que os serviços de justiça foram decretados monopólio estatal?”
  • “E se o governo assumir o controle da educação, determinando os currículos das escolas e das universidades, tornando a população mais imbecilizada?”
  • “E se o governo assumir o monopólio da moeda e decidir inflacioná-la continuamente, destruindo a poupança dos trabalhadores?”
  • “E se o governo aumentar continuamente o confisco da renda dos cidadãos para repassar o butim à sua própria burocracia e a grupos de interesse politicamente bem organizados?”
  • “E se o governo me recrutar compulsoriamente e me enviar para uma guerra injusta, e eu sofrer uma morte horrenda e dolorosa?”
  • “E se aquele pobre para quem o governo dá esmolas resolver gastar todo o dinheiro com cachaça, cigarro e jogatina?”
  • “E se uma pessoa se entregar a um estilo de vida nada saudável e onerar a saúde pública?”
  • “E se o governo decidir encarcerar pessoas pelo simples fato de elas injetarem determinadas substâncias em seus próprios corpos?”
  • “E se uma pessoa, levada pela certeza de que a Previdência Social cuidará dela até sua morte e que o governo lhe dará todos os remédios necessários, se entregar a um estilo de vida pouco saudável e ter uma velhice inválida e sofrida?”
  • “E se o governo decidir que eu sou obrigado a financiar programas dos quais discordo moral e eticamente?”
  • “E se o governo decidir mandar para a cadeia todos aqueles que não lhe pagarem tributos?”

Como o texto diz, a partir do momento em que começa um jogo de “e se”, realmente é difícil parar de imaginarmos hipóteses. A capacidade de gerar hipóteses que gerem constrangimento ao proponente de qualquer sistema é praticamente infinita.

A regra deste método é: quando alguém faz uma proposta, é também co-responsável pelos efeitos colaterais desta proposta. Deve-se, portanto, divulgar em público os efeitos colaterais da proposta do oponente, e, de acordo com esta técnica, questioná-lo e colocá-lo na parede a respeito destes efeitos.

Neste caso, este método de propaganda pode ser muito mais devastador aos esquerdistas do que aos direitistas.



Categorias:Propaganda

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16 respostas

  1. Olha que cenário deprimente, mas é tristemente de praxe no debate público entre direita e esquerda, de qualquer forma, acho importante que todos vejam isso e estejam preparados para reações parecidas quando se embrenharem em defender ideias a direita hoje, é claro que foi uma situação bem específica e o jovem do video foi absurdamente ingênuo se achou que debateria com o “professor” com o mínimo de dignidade, mas esse tipo de reação é comum, e geralmente vem com as papagaiadas que citou no artigo, em matéria de capitalização esse tipo de postura é inigual, principalmente no contesto de uma plateia de jovens

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  2. Ayan, não sei se você ainda tá naquele projeto envolvendo os pick-up artists, mas se estiver, achei que esses vídeos talvez fossem interessantes

    http://m.youtube.com/watch?v=uDzRRy6IJXg

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  3. “Você é mais Capriles que o Capriles”. E o pobre coitado do “professor” foi mais chavista que Chávez.

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  4. Luciano,

    Muito, mas muito obrigado MESMO por esse post e pelo sobre Freudianismo. Ajudaram-me muito aqui: http://adtantumargumentandum.blogspot.com.br/2014/01/eu-apolitico-imbecilidade-do.html#comment-form

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  5. “Sem saúde pública, o que ocorrerá a um sujeito pobre que ficar doente, não tiver plano de saúde, e não conseguir convencer amigos, familiares ou instituições de caridade a pagarem por seu tratamento?”
    Lúcio: Bem-vindo ao SUS. É exatamente isso o que acontece agorinha.

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    • “Sem educação pública, como os pobres irão se educar?
      Onde você supõe que no real livre mercado você teria pobres para servirem à sua chantagem como servem hoje ?

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      • “E se um idoso for fraudado por uma empresa de previdência privada e os criminosos desta empresa desaparecerem com todo o seu dinheiro?”
        R: Surpresa !! Inventaram uma coisinha chamada seguro, que toda empresa deve ter.Fique tranquilo(a)

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      • “E se uma criança pobre estiver morrendo de fome nas ruas, e ninguém se oferecer para alimentá-la?” O PT vai lá e compra o estômago da mãe dela por 70 reais para amarrar a dignidade da família toda.

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