Será que o Lula está praticando o teste de limite? Agora ele pede que o financiamento privado de campanha se torne “crime inafiançável”…

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Fonte: Folha de S. Paulo

Ao tratar de reforma política em debate nesta terça-feira (26), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o financiamento privado de campanha se torne “crime inafiançável”.

“Nós precisamos de uma reforma política. Eu sou defensor do financiamento público de campanha como forma de moralizar a política. E mais ainda, eu acho que não só se deveria aprovar o financiamento público de campanha como tornar crime inafiançável o financiamento privado”, defendeu o ex-presidente.

Lula ressaltou a dificuldade de uma reforma política ser aprovada porque, segundo ele, aqueles que estão no Congresso querem manter o status quo.

O ex-presidente também defendeu o fortalecimento dos partidos políticos e criticou as “legendas de aluguel”, que existem “só para vender espaço na TV e fazer negociata no Congresso”.

“Partido tem de ser representativo de uma parte da sociedade”, disse.

Ele disse que a eleição de Fernando Henrique Cardoso para Presidência da República foi um “avanço para a democracia do país”. E ressaltou a importância da alternância no “setor da sociedade” que está no governo.

O ex-presidente disse que as pessoas devem ter “cuidado” com aqueles que usam o combate à corrupção como bandeira de campanha. “[Elas] podem ser piores que quem está acusando.”

Lula participou, ao lado do ex-presidente da Espanha Felipe González, do Fórum Novos Desafios da Sociedade, que é promovido pelo jornal “Valor Econômico”.

Meus comentários

Já não basta os esquerdistas se aproveitarem dos estados inchados que promovem, agora seu maior líder brasileiro, Lula, pede que até o financiamento de campanha seja feito… pelo estado.

Basicamente, parece que Lula está testando sua patuléia com as mais desaforadas propostas para avaliar se eles reagem ou permanecem mansos. Como permanecem mansos, ele poderá propor coisas cada vez mais desaforadas.

A proposta de Lula é não só imoral como ofensiva a todo cidadão pagador de impostos.

Qualquer financiamento público para campanhas políticas é, por si só, um tapa na cara de todo cidadão brasileiro, cujo dinheiro gasto em impostos sai de seu trabalho.

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4 COMMENTS

  1. E sem contar que financiamento de campanha não poderá ser dado a todos os candidatos e os critérios de seleção para o “financiamento público” podem se tornar, na prática, o cpf e título de eleitor do titular. Na prática teremos uma política de “partido único” onde só serão financiados os “amigos do rei”.

  2. Mas digamos que uma grande empresa ou multinacional tomasse a decisão de financiar uma campanha politica! Que resultado teríamos ? Com certeza teríamos um alto executivo eleito, e o todos os planos desta empresa prioritários !

    • Com certeza, um resultado bem melhor do que temos atualmente, onde um ESTADO é utilizado para financiamento de campanha. No jogo do ‘e se’, com certeza a proposta esquerdista perde feio na comparação.

  3. Só queria que me demonstrassem, cabalmente, como é que o financiamento público de campanhas, por si, impede o financiamento privado sem registros, o famoso caixa dois. Ele já existe com permissão para financiamento privado (nos termos da lei eleitoral); com o financiamento exclusivamente público, os entes privados que quiserem colocar dinheiro e ainda escolher fazê-lo legalmente estarão fadadas à ilegalidade.

    Ou alguém acha que o financiamento privado ilegal irá acabar apenas porque TODO financiamento privado passará a ser ilegal?

    A hipocrisia de Lula não tem limites. Ele é líder inconteste de um partido que, há quase doze anos, é o campeão absoluto de financiamento privado legal e ilegal (já que o PT, desde 2002, passou a ter a real perspectiva de poder). Ele mesmo é hoje financiado pelo capital privado, pela Dona Zelita que ele costuma criticar com virulência quando sobe no palanque…

    Ademais, o modelo de financiamento público proposto pelo PT traz como critério de partilha a representação parlamentar atual. Ou seja, há dois “pulos do gato” aí: primeiro, o PT e seu aliado prefencial atual (PMDB) têm as maiores bancadas na Câmara e no Senado, sendo que a oposição nominal nunca teve tanta inferioridade numérica. Então, estão tentando legislar em causa própria, e ainda posando de paladinos da moralidade (a mera tentativa, partindo desses dois partidos, já demonstra que o Brasil está precisando de doses cavaleres de tarja preta coletiva).

    Segundo, o sistema é iníquo em si, porque os fortes tendem a ficar cada vez mais fortes, e a maioria que está no poder hoje tende a permanecer assim, se perpetuando, aumentando gradativamente sua força eleitoral à medida exata em que as ora oposições vão minguando financeiramente. Elas terão sempre cada vez menos dinheiro para disputar as eleições, elegerão cada vez menos quadros, e assim terão cada vez menos dinheiro do fundo partidário (que também usa a respresentação atual como critério de partilha de verbas).

    O Lula é muito esperto e não dá ponto sem nó, não.

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