Temer adota tática suicida da frouxidão no discurso

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Eu não sei de que época são os livros de marketing político que os assessores do PP, PSDB, DEM e PMDB lêem. Mas dificilmente são coisa deste século. A era da política do frouxo acabou faz décadas. Claro que com discurso frouxo é possível ganhar eleições locais, especialmente em locais onde se exerce muita influência e o adversário criou caos suficiente. Mas para eleições presidenciais, a regra é outra: é preciso jogar o jogo político.

As eleições de 2014 ensinaram essa dura lição. O PT ganhou porque rotulou seus adversários em quantidade maior, tanto no primeiro como no segundo turno. Com a rotulagem em alto nível, o PT causava o aumento de rejeição de seus adversários na proporção de 3% a 4% por semana. A partir do momento em que a rejeição do adversário já era muito maior que a do PT, o partido saia na dianteira. Feito criança de colo, Aécio dizia: “para cada mentira, faremos uma proposta”. Nem parecia uma pessoa adulta, pronta para viver em um mundo político no qual aspectos como nível de controle de frame, conquista de posição e lançamento de rótulos definem tudo.

Em tempo: foi assim, recusando-se a ir para  guerra de rótulos, que Eduardo Cunha conseguiu a proeza de se tornar mais rejeitado que Dilma. O jogo não tem dó: não existe frouxidão política grátis. Lemos no Imprensa Viva que um dos líderes do governo Temer andou dizendo a seguinte bobagem:

Cair na armadilha do jogo de palavras promovido pelo PT no submundo do jornalismo corrupto não vai ajudar em nada o país. Na medida em que o governo tenta se reconstruir, perseguindo o propósito de restaurar a confiança e a dignidade na administração pública, é natural que apareçam algumas “laranjas podres”.

Temer deveria demitir o imbecil que disse as palavras acima.

Na política do mundo moderno, a política é toda baseada no jogo de palavra, o que também conhecemos como guerra de narrativas. Se o PMDB optar por agir feito frouxo – como Aécio Neves agiu na campanha de 2014 – vai ser desgastado inevitavelmente. E  ninguém poderá dizer que não foram avisados.

É preciso que nós passemos a exigir que o PMDB vá para a guerra de rótulos. Deixar a frouxidão patrocinar as mentiras do PT já deveria ser classificado como imoral. É preciso dizer: “você é desonesto, imundo e nojento por não estar rotulando o PT como se deve”.

Em tempo: evidentemente, Temer não deve ir para a guerra de rótulos. Mas todos os seus aliados possuem a obrigação moral de abrir a metralhadora de rotulagens no momento de tratar o PT como ele é: o governo mais podre, repugnante, criminoso, golpista, fascista e tirano da política.

Ou é isso ou é escolher afundar. Esperamos que a tática suicida de não rotular o PT não seja o suficiente para afundar esse governo até agosto.

Fonte: Imprensa Viva



Categorias:Uncategorized

1 resposta

  1. Golpe de Estado: Ação de uma autoridade que viola as formas constitucionais; conquista do poder político por meios ilegais.
    Fonte:Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, https://www.priberam.pt/DLPO/golpe

    As oposições aos bolivarianos brasileiros não estão cumprindo suas obrigações, pois estão deixando uma mentira se espalhar sem resposta e ajudando o golpe de Estado petista e de suas milícias fascistas, que atentam incessantemente contra as instituições democráticas, tentando golpear o julgamento de Dilma pelos crimes dos decretos ilegais e contra a LRF.

    Os petistas acusam e xingam os outros do que eles são, uma corja de golpistas, venceram as eleições de 2014 criminosamente, mensalões e petrolões para controlar o Legislativo e já tentaram 50 pedidos de impeachments sem base contra outros presidentes.

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