Os 4 planos do golpe do falso plebiscito de Dilma

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_______________________________Dilma-Rousseff-acompanha-sessão-no-Senado-no-Palácio-da-Alvorada-Foto-Lula-Marques-Fotos-Publicas

Nunca acreditei na hipótese de Dilma como uma “trapalhona desastrada”. Tal como Lula, ela é uma pessoa fria e calculista, capaz das armações mais sórdidas que os abismos da depravação humana podem prover. Está em vias de perder definitivamente o poder, mas até seus últimos dias vai maquinar esquemas para enganar incautos. Ciente de que está quase fora do mandato, tenta a última cartada para conseguir recuperar o poder, aí sim de modo totalitário.

Ontem saiu uma entrevista na qual Dilma deixou escapar o esquema que denunciamos há meses: o golpe do falso plebiscito por “novas eleições”, mesmo sem existir nenhuma razão jurídica ou política para violar a Constituição. Sabíamos, por exemplo, que o partido de Marina Silva – o Rede, que melhor seria definido como Rede de Mentiras – agia como linha auxiliar do PT ao propor novas eleições. A vigarice era clara na proposta, uma vez que Marina ficou de bico calado durante todo o mandato de Dilma. Pois na ocasião em que Dilma estava para ser afastada, Marina começou a espernear: “ah, agora então que saiam os dois”. Nem criança cai nessa conversa.

Seja lá como for, aqui está um mapa mental explicando como a narrativa golpista de Dilma atende a objetivos claros e perceptíveis a qualquer pessoa honesta e com as faculdades mentais sólidas:

________________________________________Narrativa do .plebiscito por novas eleições. de Dilma

Como vemos Nicolas Maduro – que é uma Dilma com esteróides e amparada por uma completa censura de mídia – agindo na Venezuela, os bolivarianos descem a porrada em quem pedir plebiscito por novas eleições. Assim, é evidente que Dilma também não acredita na proposta. Apenas finge que acredita. Bolivarianos são treinados para uma coisa apenas: manter o poder totalitário a qualquer custo. Não faz sentido para um bolivariano permitir que o poder se esvaia a partir de um plebiscito. Novamente, é bom dizer: uma criança de até 10 anos de idade pode até cair nessa. De resto, só propaga a ideia quem estiver com segundas intenções.

Porém, a manutenção do plano A não é fácil, mesmo que quase tudo que Dilma diga em campanhas seja mentira. Ela é a campeã do estelionato eleitoral. Bastaria ela fingir que não disse o que disse que tudo estaria resolvido. Mas isso poderia gerar ainda mais desgaste. É aí que Dilma investiria no plano B, preferencialmente, e no plano C, caso o primeiro não “colasse”. Ou seja, usar a máquina para sepultar a proposta no Congresso, mesmo declarando em público “ser a favor”. É fácil demais fazer esse tipo de jogo, no qual o PT é especialista. Como medida de contenção de danos, o Plano C entraria em ação para, em caso de aprovação do plebiscito, garantir que a opção por “novas eleições” perdesse. Bastaria, como no Plano B, usar toda a máquina para sepultar a iniciativa, lançando mão de um financiamento público – lembre-se da blogosfera estatal, da Lei Rouanet e vários outros aparelhamentos – praticamente infinito.

Como última e praticamente impossível hipótese, imaginemos que a opção de “novas eleições” fosse aprovada. Digamos que essa hipótese tem 0,1%, no máximo, de acontecer. Aí bastaria para Dilma utilizar toda a máquina estatal para destruir as reputações de qualquer opositor. Veríamos uma Lei Rouanet levada à escala dos vários bilhões. E que tal uma blogosfera estatal recebendo 1 bilhão ao invés de 10 milhões por ano? Ou seja, o uso da máquina novamente poderia ser levado à estratosfera, com uma campanha de aniquilação de reputações que funcionou perfeitamente em 2014 para trucidar as campanhas de Marina e Aécio, que assistiram praticamente catatônicos o massacre de suas imagens.

Marina Silva sabe que o PT não a deixará ganhar as eleições. E ela completamente ciente de que não tem sequer estrutura mental para vencer qualquer confronto na nova era da política hardcore vista no Brasil. Portanto, quando seus aliados pedem “novas eleições” sabem que estão a serviço do projeto de poder do PT. Na atual situação, só é possível para gente desse tipo ter alguma chance de vencer o PT com o partido bolivariano fora do governo. Mas se a proposta de Dilma é “retornar ao cargo para só depois apoiar plebiscito” é evidente que não existe a chance de lutar com o PT amputado de sua máquina. Em tempo: muito provavelmente até mesmo o Rede de Mentiras seria cooptado pelo PT. A própria manifestação da tropa de Marina por “novas eleições” é puro teatrinho. A conclusão é óbvia: qualquer pessoa que vote contra o impeachment de Dilma e declare em público que “quer disputar novas eleições contra o PT” está te enganando na cara dura.

Não que Dilma consiga levar seu projeto sórdido adiante. Parece que a recepção ao truque não foi das melhores. Mas é vital conhecer a essência do engodo, os objetivos táticos com sua proposição, e até a estratégia facilmente mapeável simplesmente pela análise da narrativa de “plebiscito por novas eleições” utilizada por Dilma durante esta semana.

A partir de agora só cai feito um patinho quem quiser.

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6 COMMENTS

  1. Prá mim novas eleições só com o impedimento de todo e qualquer candidato que estiver enrolado com qualquer problema na justiça. por falar em novas eleições o que aconteceu com os processos de fraude no TSE? ninguém fala mais nada. vão ser julgados quanto? em 2018?

    • Não passa por parlamentares, é engodo dos mais descarados, conhecendo o PT e Dilma, dá para afirmar que tudo vai parar no plano A ou B.
      Isso que eles estão propondo deveria ser considerado crime, é propor uma forma de impunidade, de colocar uma pizza e acabar com um processo que está sendo julgado, o impeachment.

  2. Caro Luciano, destaco um trecho do seu post:

    “O golpe do falso plebiscito por “novas eleições”, mesmo sem existir nenhuma razão jurídica ou política para violar a Constituição.”

    Acho que isso não tem sido suficientemente entendido pela população em geral e nem suficientemente destacado pela imprensa. Isto é, a despeito de qualquer intenção de seguir adiante ou não com uma proposta de plebiscito, tal plebiscito nunca poderia ser feito por violar uma cláusula pétrea da Constituição: a periodicidade das eleições. Não se pode abreviar um mandato já em curso. Cláusula pétrea significa que o assunto nela regulado – no caso, a periodicidade das eleições – não pode ser, em hipótese alguma, modificado através de emenda constitucional, por mais qualificado que seja o quórum de aprovação da referida emenda, inclusive por unanimidade de todo o congresso. O STF, mesmo estando aparelhado, nunca deixaria esta iniciativa seguir em frente.

    Conclusão: a conversa de plebiscito é puro blefe, com 0% de chances de seguir em frente.

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