Moral da Lei Rouanet cai em desgraça, mas Calero a defende

Acredite se quiser, mas o ministro da Cultura, Marcelo Calero, teve a pachorra de defender nesta terça-feira a manutenção da Lei Rouanet, tal como se lê no Valor Econômico:

O ministro da Cultura, Marcelo Calero, defendeu nesta terça-feira a manutenção da lei Rouanet, horas depois de ser deflagrada a Operação Boca Livre, que investiga desvios de R$ 180 milhões em recursos levantados pela medida.

“Não podemos demonizar a lei Rouanet por causa de bandidos”, disse no fim da tarde no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, onde convocou entrevista coletiva especialmente para tratar do assunto. “Não podemos achar que por causa do que aconteceu o mecanismo inteiro não presta.”

Calero afirmou que parte das investigações começou no próprio Ministério da Cultura. O caso do Grupo Bellini, uma das empresas investigadas, teve origem em apurações internas do próprio Ministério que começaram ainda em 2011, garantiu. “Meus antecessores atuaram nesse sentido.”

“Nós estamos colaborando ativamente com as negociações”, disse também. Ele elogiou a política de governança da lei e afirmou: “Não existe nenhum mecanismo de isenção fiscal no país que passe por mecanismo tão rígido de avaliação quanto a lei Rouanet”.

Essa rigidez, no entanto, não impede que esses mecanismos de avaliação sejam avaliados e aprimorados, segundo ele.

Vá enganar outro, Calero! Parece até que ele está tratando com crianças.

Não adianta dizer que a Lei Rouanet passa por um “mecanismo rígido de avaliação”, pois até hoje os espertinhos que controlam as verbas dessa lei jamais divulgaram esses critérios. Não há nada mais obscuro do que os tais “critérios’ para a Lei Rouanet. Uma prova disso é que eles falam tanto em “critérios da Lei Rouanet”, mas experimente questioná-los a respeito desses critérios. Você só ouvirá o barulho do grilo.

Ademais, se os critérios são “tão rígidos”, por que foi tão fácil ocorrer um escândalo de tal escala?

A Lei Rouanet tem que acabar. E o Sr. Calero deve desculpas ao povo brasileiro por ficar do lado de uma lei tão arcaica.

Eu sou ateu. Não acredito em demônios. Mas se acreditasse, buscaria saber qual demônio idealizou a Lei Rouanet. Não é questão de “demonizar” a lei. Isso é coisa do cão..

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10 respostas

  1. A globo saiu em defesa desta estrovenga de lei.

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  2. Pessoal se alguém encontrar a Maleta Severo, ou o cuspedor de Abreu, ou o lixo-lixo Santa Cruz por ai, perguntem o que eles acham dessa roubalheira toda da rouanet

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  3. Vou acrescentar uma palavra na fala de Calero:

    “Não podemos demonizar a lei Rouanet APENAS por causa de bandidos”.

    O desvio do dinheiro público é tão somente um argumento ADICIONAL para demonizar a lei Rouanet.

    Ela também deve ser demonizada por causa de outros motivos, como bem colocado por Reinaldo Azevedo, mesmo que não houvesse roubalheira:

    “Se o mercado quer o que está sendo produzido, ele vai financiar; se ele ainda não quer porque não entende a linguagem, porque esta lhe parece hostil ou porque a mensagem soa aborrecida, é um contrassenso que o estado paternalista, então, se encarregue de financiar ‘a vanguarda’. (…) Ora, há só uma chance de o sujeito que produz segundo os cânones não dar certo: não ser acolhido pelo público que deseja capturar. Se é assim, por que dar a ele recursos oficiais? (…) Por último, noto que a escolha do projeto A ou do projeto B para receber os benefícios será sempre arbitrária e acabará derivando do gosto dos que têm a caneta na mão. E nós todos gostamos de coisas diferentes. Por que vamos permitir que o estado escolha o que julga interessar? Leis de incentivo à cultura com honestidade já seriam perniciosas e teriam de ser extintas. Com roubalheira, tornam-se insuportáveis.”

    Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/e-preciso-acabar-com-leis-de-incentivo-a-cultura-sou-contra-ate-lei-de-incentivo-ao-feijao/

    TRADUZINDO OS ARGUMENTOS DE REINALDO EM TERMOS FILOSÓFICOS:

    O Estado deve permanecer neutro – na medida do possível – quanto às diferentes aspirações e planos de vida das pessoas, sem priorizar o atendimento das preferências de algumas em detrimento das preferências de outras.

    Existem situações, é claro, em que o Estado não pode e nem deve permanecer neutro. Entretanto, nenhuma dessas situações têm relação com o incentivo à “atividades culturais” (mais corretamente chamadas de artes e espetáculos).

    A melhor maneira de o Estado permanecer neutro é não incentivando ninguém, ao invés de incentivar todo mundo que apresente um projeto, já que existem pessoas que não consumiriam ou obteriam satisfação de quaisquer “produções culturais” apresentadas, independentemente do seu viés ideológico.

    Salvo as situações justificáveis, por que eu deveria ser OBRIGADO a pagar – via dinheiro público – por um bem que não me agrada e nem traz satisfação? Minha autonomia privada estaria sendo violada.

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  4. Acabar com a lei Rouanet? Não!
    Acabar com as eventuais falcatruas? Sim.
    Quem lida seriamente com projetos culturais, sabe que, ainda que com muita dificuldade, pode encontrar nessa lei uma esperança de amparo. Certo é, também, que se poderia fazer muito mais, em termos culturais, se pessoas físicas ou jurídicas não tivessem tanto medo do fisco para destinar a pequena parcela de seu IR devido a algum projeto. Acaba que só os artistas mais badalados, que nem precisariam da lei, são os mais beneficiados, pois bancos e grandes empresas só investem em quem tem renome nacional ou internacional.
    Fiquemos, pois, com a Lei. Acabemos com as falcatruas. Demos mais oportunidades a talentos regionais, que, deles, o Brasil não carece.
    É isto, deixei meu recado.

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  5. Seria o Rouanet?

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  6. O Critério é claro: É necessário apresentar um projeto de marketing a favor do PT dentro do seu ramo de atividade artística. Pode ser ballet russo ao som de funk ou roteiro de filme pornô. É propaganda para o PT? Então é Lei Roubanet.

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  7. Esse é um exemplo de que devemos ficar vigilantes quando ao governo Temer e não nos acomodarmos. Se ele fizer as privatizações que almeja*, já vai servir para limpar boa parte da sujeira que um partido conservador precisaria limpar em 2022, pois é nítido que os conservadores não estão organizados suficientemente para uma eleição presidencial em 2018 e vão acabar tendo que apoiar um “mal menor” de novo.

    * http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/5227729/todo-vapor-michel-temer-quer-privatizar-tudo-que-for-possivel

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  8. MAIS UM LIXO COMUNA, QUE NÓS MILITARES VAMOS RASTREAR…
    LIXO COMUNA, DEFENDE LIXOS COMUNAS!!

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  1. Moral da Lei Rouanet cai em desgraça, mas Calero a defende | luca1105

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