Por que Janot defendeu no STF decisão de Cunha que deflagrou impeachment?

Depois de tanto seletivismo para proteger Dilma, o PGR Rodrigo Janot agiu com o mínimo de respeito à Justiça, como diz a Jovem Pan:

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu nesta quinta-feira (30) no Supremo Tribunal Federal (STF) a legalidade ao ato do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que deflagrou o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

A conclusão está na manifestação enviada à Corte para embasar o julgamento do mérito de ações que contestam a legalidade do impeachment. Em abril, o Supremo negou cinco liminares para barrar o impedimento de Dilma. Em uma das ações, o ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, alegou que a Comissão Especial do Impeachment violou o direito de defesa de Dilma ao permitir que os juristas Janaína Paschoal e Helio Bicudo pudessem se manifestar em uma das sessões, além de inserir na denúncia os termos de delação do senador cassado Delcídio do Amaral, fato que não foi objeto da denúncia original recebida por Eduardo Cunha.

Ao analisar a questão, Janot entendeu que os atos praticados na Câmara dos Deputados durante o processo de impeachment têm fundamentos jurídicos mínimos para justificar a deflagração do impedimento.

“O que se verifica é tentativa da impetrante de emprestar aos axiomas constitucionais óptica própria, com o fim de retardar – ou mesmo impedir – a marcha do procedimento, sem, no entanto, demonstrar, da forma exigida na via mandamental, as alegadas violações do princípio mencionado e a seus corolários”, argumentou Janot.

Atualmente, o processo de impeachment está em tramitação no Senado. De acordo com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), o julgamento final do processo de impedimento da presidente afastada Dilma Rousseff deve ocorrer a partir do dia 22 de agosto.

Enfim, Rodrigo Janot está certo em sua decisão.

Mas isso só acontece por um único motivo: por que nós pressionamos essa figura durante as últimas semanas em razão de todo seu absurdo seletivismo para defender petistas. Com isso, Janot foi desconstruído perante o público, especialmente depois da Istoé escrutiná-lo em uma brilhante capa em 11 de junho. Ao ter sua reputação danificada, Janot finalmente se sentiu obrigado a respeitar o povo brasileiro.

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É só assim que a coisa funciona: na base da pressão.

Se for nossa opção “confiar em Janot” ou “manifestar fé cega em Janot”, não teremos nada. Só assistiremos injustiças. É assim que as coisas funcionam na era das narrativas. Alguns dirão: “ah, mas e as instituições?”. Ora, as instituições nada mais são que órgãos ocupados por seres humanos. Logo, instituições nada garantem. Nossa pressão sob as “instituições” podem gerar algum resultado. Se há qualquer mérito na atitude de Janot em tomar uma decisão digna, este mérito se encontra unicamente em nossa atitude de pressionar o PGR. Só isso e nada mais.

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Categorias:Uncategorized

4 respostas

  1. Ótimo! haha
    Uma coisa que me dá esperança, é que em tão pouco tempo de governo Temer, mais e mais setores da imprensa(Istoé, Folha — antes era só a Veja) e do estado (Janot, STF) vem deixando de utilizar medidas e pesos diferentes para o PT.

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  2. Até porque Janot foi impulsionado no início do Petrolão para fazer exatamente o papel que vinha fazendo (e que Joaquim Barbosa fez antes): o “herói da justiça” – baste lembrar da propaganda que foi a “lista de Janot”.

    O plano era: o “herói da justiça” condenará várias pessoas, trazendo a fama de que “neste governo se combate corrupção” – mas convenientemente se esquivando de condenar “certas pessoas”.

    Joaquim Barbosa pediu aposentadoria porque seria cobrado disso. Alega-se diversas teorias, como ameaça de morte, etc, mas é só ver as falas dele depois de aposentado para saber que o tal “herói de toga” era parcial.

    Como Janot não se aposentou nem saiu da PGR, vai ter que responder às pressões até deixar de ser parcial, entregar o cargo ou ser desconstruído.

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  3. Eu NUNCA confiei (e nem confio) nesse CAPACHO PTralha imundo Janot!

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Trackbacks

  1. Por que Janot defendeu no STF decisão de Cunha que deflagrou impeachment? | luca1105

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