Se der a lógica, o golpe militar turco cai. E que venha a lição a ser aprendida.

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Algo que sempre me impressionou nos intervencionistas brasileiros – que defendem uma intervenção militar, nos moldes de 1964 – é a incapacidade de entender as funções básicas de um smartphone no contexto atual. Eles podem até saber para que serve um smartphone, mas não entendem como ele é um dos itens que mais afeta a política moderna.

Dentre as inovações de um smartphone, a mais importante para o cenário atual da guerra política é a funcionalidade de câmera (muitas vezes de boa qualidade) embutida em um aparelho com conexão à Internet.

Não existiam aparelhos assim em 1964. Naquela época, câmeras eram um luxo destinado apenas a repórteres, cineastas e diretores de TV. E conexão à Internet? Bem, naquela época nem sequer existia a Internet.

No mundo existente em 1964, portanto, não existiam câmeras por todos os lados. Elas eram raras. Nada de Internet também. Logo, o fluxo de comunicação andava em passo de tartaruga, em comparação com a velocidade de um guepardo dos dias atuais. E vai ficar ainda mais rápido. Aguardem e verão.

Ainda temos o detalhe de que o ser humano segue manifestando tendências tirânicas. A vontade por exercer o poder ditatorial existe em vários cantos. Mas em um mundo regido pelas comunicações por todos os lados, a alternativa de se obter o poder colocando tanques nas ruas deixou de ser uma opção. Criou-se então o modelo de tirania moderna, que é exatamente aquele exercido pelo PT, bem como por gente da laia de Nicolas Maduro e Cristina Kirchner.

Sai o uso de tanques na rua e entra em cena o aparelhamento do STF. Saem os mecanismos oficiais de censura (com “selo” oficial do governo em relação ao que pode ser publicado) e entram em cena o uso discricionário da Lei Rouanet e das verbas estatais de anúncios. Em suma, sai a ditadura formal e entra em cena a ditadura sutil. O modelo foi fantasticamente abordado no livro “A Escola de Ditadores”, de William Dobson, que inicialmente decidiu estudar os levantes contra ditaduras no mundo atual e terminou por encontrar novos modelos de ditaduras, muito mais sutis e ardilosos.

Nesta era existem dois princípios mutuamente excludentes para se obter o poder: pela via democrática ou ditatorial. E se alguém escolher o modelo da via ditatorial (como fez o PT), isso deverá acontecer pela infiltração em estruturas democráticas. Isso significa corromper uma democracia para convertê-la, aos poucos, em uma tirania sutil. Essa é a única opção existente no mundo moderno para se estabelecer uma ditadura. A alternativa da intervenção militar pertence ao tempo das ditaduras formais, que são cada vez mais vulneráveis à queda.

Ao optar pelo modelo de ditadura formal (colocando os tanques na rua), os militares que deram o golpe de estado na Turquia quiseram retornar a um mundo pertencente ao passado. Com isso, facilitaram a vida do governo derrubado (que deve voltar). As cenas de resistência serão compiladas e jogadas na Internet. Isso dificilmente será contido. Caso, por algum milagre, os golpistas permaneçam no poder, ficarão por lá apenas a partir de muito desgaste e derramamento de sangue. Se der a lógica, os interventores vão cair. Mas cairão porque se recusaram a olhar o mundo como ele é nos dias de hoje. Ao invés disso, visualizaram um mundo existente apenas em sua imaginação.

Vale o mesmo para aqueles poucos brasileiros que insistem em pedir intervenção militar. Eles pedem algo que ninguém é louco de lhes entregar. Os militares sabem que vivem em um mundo absurdamente diferente daquele de 1964. Pedir intervenção militar é apostar naquilo que não pode mais ser entregue. É por isso que o intervencionismo é o movimento político mais “sem futuro” da história política recente.

Na guerra política, a premissa número 1 é olhar o mundo como ele é, não como se aloja em nossa imaginação. Não se vence uma guerra a partir da visualização do cenário de combate de modo fantasioso. Apelar ao mundo de fantasia é similar a torcer para os elfos virem salvar nosso batalhão durante uma guerra. Mas de nada adianta requisitar a participação dos elfos, pois eles não existem. Pedir uma intervenção militar – inviável para um período tão interconectado como o nosso – é quase a mesma coisa.

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23 respostas

  1. Realmente gente, GOLPE é o que está acontecendo na Turquia agora, nesse momento, dia 15, noite de sexta-feira…

    Que raiva dá do Petê, com esse papo furado de Golpe. E o povo brasileiro bundão, fracóide acredita! Farsa total do PT.

    Golpe é o que está acontecendo na Turquia. Tanque na rua. Explosões nas ruas de Istambul. Saques correndo, de dinheiro. Pedidos para ninguém sair a rua. Aí sim! Instabilidade. Toque de recolher. Lei marcial. Casos de violência. Tudo de surpresa. Vizinhos REFORÇANDO as fronteiras (atenção! Digo os países vizinhos). Tiro em pessoa na rua (pelo exército). O Itamarati brasileiro falando para os brasileiros fazer contatos com suas famílias. Redes Sociais bloqueadas. Dúvida real de quem nesse momento está no Governo… Taques juntos com os carros nas avenidas. Tiros. Confronto por várias regiões do país. O Presidente está em uma ilha… Um Avião parece que abateu um helicóptero. Muitos tiros na rua. Intensos barulhos. Aeroportos fechados. Isso não é água-com-açúcar, não.
    Não é permitido andar na rua. Entende-se, aqui o que é GOLPE?
    O governo fala que continua no Governo. Mas no canal do Bósforo, gente na rua com bandeiras. Houve tiro em civis na rua… A TV saiu do ar… Bomba no Parlamento, em Ancara. Se não houve golpe, houve tentativa. Tudo, tudo isso que te escrevi aconteceu…E está acontecendo agora. Ponto estratégico geopolítico, ponte entre o oriente & o ocidente. O exército fala em Lei Marcial & toque de recolher. O Presidente, fala ou estimula para o povo sair a rua… Helicóptero atirando em civis.

    A principal rede de TV deu um comunicado, através da voz de uma repórter muito conhecida no horário noturno — mas ela foi obrigada a ler esse tal de comunicado (até parece história de HQ!). A repórter teve que ler!

    E o PT com aquele papo-furado sobre golpe. É vergonhoso. Dilma é uma completa picareta. E tanta gente cai… O Brasil é uma PIADA…

    Erdoğan (o Governo, presidente) parece que não consegue falar pela TV, mas está usando o Celular (vídeo) para comunicar com a população, de um lugar não conhecido. Não via mídia tradicional. No momento não se sabe quem está no poder. É a primeira vez na história que um Chefe de Estado precisasse utilizar um celular para se comunicar de maneira coletiva. Não se sabe quem está no comando do país. O presidente fugiu para uma ilha…

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  2. Caro Luciano, concordo com suas palavras, mas, no caso deste golpe, acredito que ele tenha sido produzido pelo próprio Erdogan, quando estudamos a estrutura de um golpe, primeiramente, se neutraliza seu principal opositor, isto não foi feito, seguindo o fato da Alemanha não permitir o pouso da aeronave de Erdogan, isso revela também, um detalhe muito importante, como um país membro da OTAN, se recusaria à acolher um chefe-de-estado da Turquia, principal fronteira da Europa com a Ásia?
    Tem caroço nesse angu, grande abraço, Ticu Soares.

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    • Eu não creio muito que o golpe tenha sido produzido pelo próprio Erdogan. Mas acho que o Erdogan “deixou a coisa rolar”, e talvez tenha até torcido para o golpe acontecer. Agora, ele está só colhendo os dividendos políticos.

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    • NÃO DEU CERTO PORQUE FOI PLANEJADO PARA NÃO DAR!
      ‘GOLPE’ MILITAR NA TURQUIA.
      Meu Deus…. Não havia altos comandos na intervenção… Não havia controle sobre as forças auxiliares… Usaram os oficiais de menor escalão e apenas 5 generais contrários ao governo para fazer a intervenção (na verdade, foram encorajados a fazer isso, por dentro da Força). Mas, estava tudo planejado para que a intervenção fracassasse, DE PROPÓSITO E (POR TRÁS DOS PANOS, regado a MANIPULAÇÃO E TRAIÇÕES) A MANDO DO PRÓPRIO DITADOR MUÇULMANO PRESIDENTE DA TURQUIA! Tudo para tomar o poder definitivamente e matar aqueles militares e juízes da alta corte que eram contra à conversão da Turquia em mais um califado. TRAIÇÃO BOLADA PELO PRÓPRIO PRESIDENTE! Por isso, ‘coincidentemente’ ele estava ‘viajando’…
      Haveria, por trás disso tudo, os dedos de Putin.
      Primeiro, porque o presidente turco e Putin têm muito em comum, como a profunda preferência por governar ditatorialmente. Na Síria, por exemplo, (graças ao fracasso de Obama) Vladimir Putin está vencendo com seu aliado Bashar Al Assad e, em pouco tempo, acabou com mais de 50 anos de dinâmica ocidental americana que balanceavam satisfatoriamente o poder no Oriente Médio. O ditador muçulmano turco sabe que, muito provavelmente, tudo o que acontecer a seguir na região vai ser nos termos da Rússia.
      Segundo, porque interessa à Rússia DESENCORAJAR intervenções militares pelo mundo, especialmente onde o comunismo esteja instalado, e/ou em processo de estar, definitivamente.
      Erdogan é um ditador que – desconfia-se – venceu fraudulentamente as últimas eleições, já que está no poder DESDE 2003! Implementou leis muçulmanas no país, transformou dezenas de igrejas católicas em museus e mesquitas, censurou e interferiu na liberdade de imprensa, proibiu turcos de sair do país, além de patrocinar um ‘pequeno’ genocídio de curdos.
      Quem foi às ruas apoiar o presidente contra a intervenção? O povo? NÃO!!!! O povo até ensaiou uma comemoração com a intervenção. Quem apoia o presidente são membros da IRMANDADE MUÇULMANA! É com e para esta gente que Erdogan governa, COM MÃOS DE FERRO E EM BUSCA DO CALIFADO ‘MODERNO’.
      Assistam a este vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=IQ6xeB84MTY
      E quem rendeu os militares rebelados e traídos FORAM AS FORÇAS POLICIAIS (que apoiam o governo). O restante das Forças Armadas não cooperou. De certo, participaram do ‘golpe’ interno contra os próprios ‘colegas’ que não apoiavam o califado.

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  3. É espantosa a ojeriza que a “social-democracia” tem de “golpe militar”! Seria um ressaibo da amarga derrota sofrida em 64, diante das nossas gloriosas Forças Armadas? Seja como for, ela não se peja de viver sobre o guante de uma ditadura comunista, operada pelo Foro de São Paulo, com direito a fraudes eleitorais, tirania da toga, cooptação da mídia, corrupção de Estado e tudo o mais. O máximo que se permite, nesse caso, é emitir debeis vagidos, a que chama de “guerra política”.

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    • A questão não é de “ojeriza”, mas de olhar para a realidade e ver as coisas como elas são. Quem perdeu com 64 foi a direita, que ficou queimada por muito tempo, só saindo da espiral do silêncio nos últimos anos. Quanto a tal “guerra política” que você tenta desmerecer, ela representa 100% das ações da esquerda. É bom você rever seus conceitos, pois você está comendo poeira…

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      • Nada disso, homem de Deus! Na verdade, nós nunca tivemos, de fato, uma direita organizada no país, e isto precede a ditadura militar. Aliás, esta é uma das razões pelas quais a retumbante vitória que as nossas gloriosas Forças Armadas obtiveram contra os fascistas-vermelhos, em 1964, gradativamente se esvaiu: nós não tínhamos uma direita capaz de dar corpo e sustentação aos princípios e valores conservadores da sociedade brasileira, defendidos pela revolução. Tanto que, em plena “ditabranda”, os vermelhinhos deitavam e rolavam na imprensa e na academia – fato inimaginável em qualquer outra “ditadura militar” -, compondo a narrativa épica e mentirosa que prevalece até os dias atuais, dos heróicos combatentes que lutavam em defesa da democracia. Já viu como a Dilma recorre a esse discurso farsesco sempre que se vê encurralada? Trata-se, porém, de uma narrativa que fez e faz até agora a cabeça de pessoas ingênuas como você, eternas revoltadinhas contra a “horrenda” ditadura militar. Que pândega! Hoje, os próprios egressos da luta armada – os que têm um mínimo de dignidade, pelo menos! – confessam que lutavam pela implantação do comunismo no país. O próximo passo da escalada comunista, se vitoriosa, seria, provavelmente, um genocídio

        Era guerra, então, não um convescote de freiras. O país estava em guerra contra eles, uma guerra em que os terroristas de então, lacaios que eram do comunismo internacional, torturaram e mataram, proporcionalmente, muito mais do que os militares. Passada a “ditabranda”, que ditadura não era, eis que, de tanta “brandura”, os vermelhinhos assumem de vez o poder e nele se mantêm até os dias de hoje, na previsível alternancia entre PSDB e PT. E constituem, porca miséria!, ”comissões da verdade” para julgar o passado segundo a sua adulterada versão do mesmo, enquanto sangram os cofres públicos com as polpudas indenizações a que supõem ter direito pelo fato de ter atentado contra o estado de direito. O fato é que eles estão fazendo você “comer poeira” com essa sua presunçosa guerrinha de frames travada num país onde as crianças, ainda no ensino fundamental, aprendem ideologia de gênero, racialismo, gayzismo, anticapitalismo, submarxismo, escola “com partido” e coisas afins. O mesmo lixo, de Paulo Freire a Leandro Karnal.

        Ouça, homem, que a notícia não é boa: não houve e nem há direita, não tivemos e nem temos políticos e partidos de direita disputando eleições no Brasil. Só temos, de fato, os 50 tons do vermelho, explodindo na paisagem. Todos os partidos são “S” e alguma coisa. De direita, para dizer a verdade, só o que temos é a “direita da esquerda”, representada pelos famigerados tucanos – esses covardes de sempre! – numa disputa com a esquerda que não é outra coisa senão a propalada estratégia das tesouras. E, se surgem vozes realmente de direita, defendendo princípios e valores de direita, logo são demonizadas pela esquerda e, de modo especial, veja só!, pela “direita da esquerda”. Antes da guerra política, a guerra de egos. Afinal de contas, ninguém é de ferro, né?

        É esse o quadro vigente no país, goste você ou não. Luciano. E não me pergunte o que eu proponho, que eu nada proponho por ora, senão o reconhecimento mínimo de que vivemos, já, sob uma ditadura de esquerda, e que a simples troca de guarda não é a solução. Se não acredita, veja o que anda fazendo o STF, o que os “reinaldos de azevedo” escrevem, o que tramam os “renans” e os “jucás”, o Lula soltinho “da Silva” ( que nem o Moro consegue dar jeito nele), fazendo campanha contra o impeachment e difamando o Moro e a Lava Jato, e, hoje, a “pesquisa” da Folha Vermelha dando a ele, que é um dos políticos mais execrados do país, a liderança em todos os cenários de primeiro turno para 2018 (a Dilma é descartada na dita “pesquisa”, mas fica clara a tentativa de salvar Lula e o PT). Além de ser uma empulhação tamanho família, a Folha Vermelha está contando ou não com a impunidade do Jararaca, com as urnas insondáveis da Smartimatic e com uma nova apuração secreta, sem chance de auditoria?

        Por fim, não me rotule de “intervencionista”, que é como a “direita da esquerda” anda descartando, sumariamente, os que discordam da sua opção de ”mudar para que tudo continue do mesmo jeito”, a exemplo de Lampedusa. Somos, para ela, os mesmos “fascistas” que somos para os vermelhinhos do PT, o que é uma perfeita descrição do buraco negro em que a esquerda triunfante meteu o nosso país.

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      • Espere: se a vitória se esvaiu tão rápido, como foi retumbante? Ou será que os militares não planejaram de acordo com o contexto que tinham em mãos? Não se implementa algo, ignorando o contexto, e depois diz “olha, só não deu certo porque (x) não fez sua parte”. Identificar se (x) está preparado para o suporte é PARTE da implementação. Mais um motivo para não confiarmos nessa gente em projetos de tomada de poder.
        E aí você se embreta de novo aqui: “Trata-se, porém, de uma narrativa que fez e faz até agora a cabeça de pessoas ingênuas como você, eternas revoltadinhas contra a “horrenda” ditadura militar.”
        Essa é a narrativa intervencionista, que é fraudulenta até dizer chega. Não precisamos ler o que a esquerda disse sobre o regime militar para notar que (1) não havia liberdade de imprensa, (2) existiram presos políticos, (3) não haviam eleições gerais para presidente. Cuidado. Na era das narrativas, podem existir fatos. Chamar fatos de “narrativas” é gozação.
        Mais: “O fato é que eles estão fazendo você “comer poeira” com essa sua presunçosa guerrinha de frames travada num país onde as crianças, ainda no ensino fundamental, aprendem ideologia de gênero, racialismo, gayzismo, anticapitalismo, submarxismo, escola “com partido” e coisas afins.”
        Nem de longe. Você diz que estamos “comendo poeira”, mas pelo lado daqueles que adentram à guerra política há VITÓRIAS DE FATO sobre a extrema-esquerda. A extrema-direita, por sua vez, não está saindo do zero, e, como VÁLVULA DE ESCAPE, manifesta esperança numa intervenção militar. Adotam narrativas dizendo que “pela guerra de frames não resolve”. Ora, se na política não existe o vazio, então o que é que você propõe? Ou é intervenção militar ou o “método ucraniano”. Rs.
        Essa é a cereja: “E não me pergunte o que eu proponho, que eu nada proponho por ora, senão o reconhecimento mínimo de que vivemos, já, sob uma ditadura de esquerda, e que a simples troca de guarda não é a solução.”
        Não dá para levar a sério afirmações deste tipo em política. O ser humano é uma máquina de ação. Se for só para “avaliar sem nada propor”, busque a filosofia, não a política. Se você nada propõe, não tem como criticar as ações políticas atuais, pois, como já dito, na política não existe o vazio. Quando você diz que “(x) não é a solução”, então deve propor qual é a solução proposta. Se você nem sabe propor um caminho de ação, como quer vencer a extrema-esquerda?

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  4. Muito bem explicado. Intervencionistas são descolados da realidade e não tem nenhum conhecimento do funcionamento das coisas. Aliás, nem querem ter. Pergunte para qualquer um deles como imaginam que seria uma intervenção hoje , em detalhes, e não sabem sequer explicar. Preferem a abstração delirante..

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  5. Observe noticia. Erdogan afirma que golpe é “presente de deus” para limpar o exército” https://noticias.terra.com.br/mundo/europa/erdogan-afirma-que-golpe-e-presente-de-deus-para-limpar-o-exercito,7b12e31e49011b3797d21fdf89a375390a3bh0wj.html

    Ateus e cristãos devem saber que o deus que Erdogan se refere é Alá,divindade pagã do Islão, A mídia frequentemente traduz Alá como sendo o mesmo Deus dos cristãos. Quando ao golpe, ele pode ter falhado,mas é uma indicação muito forte de que a coisa está ficando ‘preta’ na Turquia. Para quem não se lembra também houve um golpe fracassado na Venezuela,vários anos atrás. E olha a situação na Venezuela,hoje. O golpe nasce quando uma parte muito insatisfeita com a situação de um país tenta mudar as coisas,depois de uma maioria eleitoral ignorante,imprudente e desinformada,elege e dá poder a lideres totalitários,enganadores,possuidores de ideologias perversas e totalitárias.
    È o caso da Venezuela e Turquia. Na Turquia a briga entre Islamistas e secularistas esquenta agora para valer. Vejam este texto de Daniel Pipes .http://pt.danielpipes.org/9142/turquia-islamista-ira-secular
    Como no Irã os secularistas avançam sobre os islamista também na Turquia..
    E devemos apoiar os secularistas. Pois como este artigo do Mídia Sem Mascará .diz uma grande verdade. “Dissidentes do Islã, são os melhores aliados do Ocidente”

    http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/16606-2016-07-09-00-58-47.html

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  6. O texto tem sua validade, mas fala de momentos e realidades totalmente diferentes. Não se pode julgar a mentalidade das nossas FFAAs atuais com a de 64. Infelizmente o tão desejado desfecho sobre o “estado de corrupção” dos poderes políticos vigentes não virá tão cedo e tende a se perpetuar por outras formas ainda mais sutis do que o projeto de poder do PT, do aparelhamento dos organismos governamentais, na ineficiência proposital do STF, STJ e TSE, na blingagem feita por ministros dos Supremos e “políticos” em suas “CPIs”. Não vivemos num estado num estado laico social, politico e econômico, culturalmente estamos envolvidos e vestidos com os espectros “do jeitinho”, dos favoritismos, dos conceitos ultrapassados e preconceitos disfarçados e maquiados. Pelo andar da carruagem se realmente os governantes não tomarem jeito e assumirem de uma vez por todas um revolução no modus operantis de governar caminharemos para uma revolução social e aí …

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  7. Infelizmente sou obrigado a discordar, este texto está totalmente desconexo coma realidade. Como exemplo podemos verificar um pais vizinho, a VENEZUELA, que claramente é um DITADURA e seu Ditador é o MADURO, achar que uma câmera logada a internet irá derruba-lo é querer ser MUITO INOCENTE.
    A Única esperança de liberdade da Venezuela é que algum segmento das suas Forças armadas derrube na força o atual governo OU a Venezuela irá para Guerra Civil!
    A Guerra Civil ocorre quando as Forças Armadas se acovardam e fecham seus olhos para a sua constituição e deixam de garantir os direitos do seu POVO!

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    • Yury,

      Releia o meu texto, pois você verá que sua análise REFORÇA o que eu escrevi. Uma vez que Maduro entendeu o contexto das tiranias modernas, ele usa este modelo de ditadura ao invés de colocar tanques na rua, PORQUE ELE SABE que em um mundo interconectado a alternativa do “golpe militar” não funciona mais. Na verdade, um levante militar é a única ESPERANÇA DELE, pois isso lhe daria ainda mais propaganda, como o golpe militar atual dará propaganda ao presidente turco que irá retornar ao poder.

      Esses são os fatos.

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      • “Na verdade, um levante militar é a única ESPERANÇA DELE, pois isso lhe daria ainda mais propaganda, como o golpe militar atual dará propaganda ao presidente turco que irá retornar ao poder.”

        Pois é, Luciano, será que, guardadas as proporções, o pres. Erdogan não planejou um suposto golpe para se fortalecer e se perpetuar no poder?! Não te parece que esse golpe e a imediata retomada do poder não foram cinematográficos e rápidos demais?! Só porque o Erdogan pediu que o povo fosse às ruas defendê-lo até que ele voltasse como herói da pátria?! Desde quando golpistas respeitam o presidente deposto, o povo ou a opinião pública?! Ou esses golpistas são muito fracos e incompetentes, ou é tudo chapa-branca!

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      • Não há indícios de que isso tenha acontecido. Seria preciso comprar muita gente para fazer um esquema desse jeito. O mais provável é que ele, ciente dos modelos da tirania moderna, “deu corda” para os intervencionistas de lá, pois sabia que poderiam tentar algo e em seguida fracassariam. É por isso que os petistas também dão corda para os intervencionistas daqui. No caso, os petistas sabem que os intervencionistas não conseguirão nada, mas ajudam com propaganda inadvertida.

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  8. Vejam essa noticia e prestem bem atenção ! “Arquivo Nacional vira local de culto
    O diretor José Ricardo Marques cedeu o auditório principal para pregações evangélicas e usa ele mesmo o microfone para falar de Deus e da Bíblia”
    http://veja.abril.com.br/brasil/arquivo-nacional-vira-local-de-culto/

    Entenderam ? A mídia esquerdista critica duramente o diretor do Arquivo Nacional. Porque o novo diretor José Ricardo Marques cedeu o auditório principal para pregações evangélicas e usa o mesmo microfone para falar de Deus e da Bíblia.
    A mídia esquerdista hipócrita alega sempre em situações assim ; que o espaço é laico,que o estado é secular. Que a religião não pode em espaços assim. Nesta hora a mídia e a esquerda apoiam e defendem muito o Secularismo. Lógico que aqui no Ocidente. Pois ! Noutros lugares do mundo nem tanto. Vejam o exemplo da Turquia. Lá o Islamismo está dominando tudo. E os secularistas estão ficando de fora de tudo. A tal ponto que militares fiéis a filosofia secularista de Atartuc tentarem um golpe de estado contra os islamistas.
    E que faz a mídia ? Apoia os islamistas e despreza e condena os secularistas. Na Turquia, a mídia está contra os secularista e a favor dos islamistas. Os militares secularistas revoltosos são tratados como malvados vilões. Para entender a divisão entre secularistas e islamistas na turquia vejam a novela “SILA” que passa na Bandeirante. È lógico ! A novela não ataca diretamente o Islamismo . Mas ! Disfarçadamente ataca as ‘tradições’ das tribos. A personagem Sila é uma heroína secular.

    Vejam :http://resumonovelasbr.com.br/resumo-sila-proximos-capitulos-novela-band/

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  9. O autogolpe de Erdogan foi bem sucedido.

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    • Na verdade, a narrativa de que o golpe foi “armado pelo Erdogan” foi criada por intervencionistas para que eles mantenham a esperança na intervenção militar. Assim, classificam as intervenções que deram errado como “armadas pelo que foi derrubado”. Não cola.

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  10. Esse “golpe” turco está muito estranho. Uma análise política séria tem que considerar tem que considerar quais são os atores políticos que perdem e ganham com isso, inclusive aqueles fora da Turquia.
    Edorgan não é nenhum democrata, está no poder há quase duas décadas, e seu forte não é respeitar as liberdades individuais. O que é certo é que os últimos eventos lhe darão a justificativa para eliminar ou prender seus principais opositores.

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  11. Mas convenhamos… um monte de gente (eu com certeza) estava torcendo pro golpe dar certo e o Erdogan ser derrubado, se fosse morto melhor ainda. O sujeito é um projeto de ditador e ainda é amigão dos muçulmanos…

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